Publicado em 04/11/2011, às10:45
Depois de a promotoria do julgamento de Conrad Murray, médico de Michael Jackson, prestar suas considerações finais e enfatizar nas possíveis falhas do profissional (que teriam levado o cantor à morte), foi a vez da defesa tomar a palavra. Na quinta-feira, dia 3, Ed Chernoff, representante da equipe de advogados de Murray, disse ao tribunal que seu cliente não pode ser responsabilizado pelas atitudes que o artista tinha quando estava fora dos olhos do médico.
O advogado também criticou a cobertura do caso:
- Se fosse outra pessoa além de Michael Jackson, este médico estaria aqui hoje?, questionou. Frisou, mais tarde, que havia um desejo profundo para que transformem Murray em um vilão, mas que o julgamento não era um reality show e que ele não deveria ser condenado por conta do peso do nome do artista.
Chernoff, entretanto, reconheceu que Murray cometeu erros, mas que eles não foram cruciais a ponto dele ter que responder por homicídio. Também tentou rebater depoimentos de testemunhas como o segurança Alberto Alvarez, que, entre outras coisas, disse ter guardado alguns frascos de remédio em uma bolsa a pedido do doutor.
A defesa também explicou que Murray não ligou imediatamente para o socorro porque tentava salvar a vida de Jackson com procedimentos de emergência.