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Publicada em 21/04/2017 às 12:31 | Atualizada em 21/04/2017 às 13:41

Pane seca causou a queda do avião de Luciano Huck e Angélica em 2015, diz Aerounáutica

O laudo dos peritos foi revelado na noite da última quinta-feira, dia 20, no Jornal Nacional

Da Redação

AgNews

Em maio de 2015, os fãs de Luciano Huck e Angélica levaram um susto daqueles depois de o avião em que a família dos apresentadores estava precisou fazer um pouso de emergência. Após o susto, os dois estão ótimos e já chegaram, até, a relembrar o caso durante entrevista ao Jô Soares. Mas até agora ainda não havia sido concluído o inquérito que apurava as causas do acidente.

Na noite da última quinta-feira, dia 20, no entanto, o Jornal Nacional revelou o resultado encontrado pelos peritos da Aeronáutica responsáveis pelo caso. De acordo com eles, o que provocou a queda foi uma pane seca com o avião que transportava os apresentadores. De acordo com o relatório, o motor esquerdo da aeronave parou de funcionar com 35 minutos de voo. O documento concluiu que o tanque da asa esquerda tinha no máximo 160 litros de combustível e não 350 litros, conforme indicado no liquidômetro, um equipamento que marca a quantidade de combustível que há na aeronave. Entretanto, os sensores foram instalados em posições trocadas e, assim, enviavam informações erradas ao painel de controle.

Além disso, o laudo ainda diz que a tripulação poderia ter resolvido o problema trazendo combustível do outro tanque, por exemplo, mas que o piloto não seguiu os procedimentos de emergência para pane de motor e que ele não tinha treinamento para pilotar aquele avião.

As informações do relatório não terminam por aí, uma vez que os peritos do Serviço Regional de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) ainda apontaram outra falha grave: de acordo com a matéria divulgada pelo jornal global, a empresa MS Táxi Aéreo, responsável por transportar os apresentadores, orientava os pilotos a não informarem nem anotarem no diário de bordo os problemas que aconteciam com os aviões, para não serem obrigados a parar as aeronaves em oficinas de manutenção. E quando o piloto se negava a voar justificando a falta de segurança, ele era trocado por outro de empresa terceirizada.

Se você não lembra do caso, o avião, modelo Embraer 820C, decolou de Estância Caiman, na cidade de Miranda, e seguia para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, num trajeto de 230 quilômetros, quando sofreu a falha. O piloto informou os controladores por volta das 11 horas. O avião fez um pouso de emergência em um pasto a 30 quilômetros de distância da capital do Mato Grosso do Sul. Na época, além da família Huck, estavam a bordo duas babás, o piloto e o co-piloto. Todos foram socorridos e encaminhados para o hospital Santa Casa de Campo Grande, onde receberam os primeiros atendimentos, e depois foram transferidos para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

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