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Publicada em 13/01/2026 às 19:36 | Atualizada em 13/01/2026 às 19:48

Ingrid Guimarães desabafa sobre etarismo: Sofro todos os dias

A atriz participou do programa Roda Viva, da TV Cultura

Da Redação

AgNews

Na última segunda-feira, dia 12, Ingrid Guimarães participou do programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura. Na ocasião, a atriz comentou sobre diversos temas importantes, como por exemplo o etarismo, que é o preconceito pela idade.

Eu ainda sofro etarismo todas as vezes e todos os dias na minha vida, de todas as formas. Vivi uma situação de etarismo em um set de filmagem, há pouco tempo. Um filme sobre mulheres com mais de 50 anos, liderados por mulheres de 50, e que tinham pessoas no set que davam uma desdenhada do nosso conteúdo, como se fosse um conteúdo bobo e raso, tinha um certo deboche de ter mulheres no comando.

Em seguida, Ingrid afirmou que sempre tem que lidar com isso.

Eu ouço etarismo em todos os lugares, até quando precisa vender o filme, sempre tem que ter um jovem no filme, colocar um jovem no filme, sempre tem alguém dizendo para você o que você não fala é suficiente.

Ingrid também afirmou que, apesar do cinema nacional estar ganhando cada vez mais visibilidade, ainda é muito difícil competir com as produções internacionais.

É muito difícil, a verdade é que o cinema é feito para os gringos. Eu não consigo entender o cinema brasileiro sem a Lei de Cota de Telas, que permeou toda a minha história de vida. Quando eu surgi com o cinema popular, a era dos comediantes protagonizando, existia a cota de tela. O De Pernas pro Ar 3, que foi o primeiro filme que eu fui coprodutora, que investi dinheiro, de repente quando nós fizemos um milhão [de espectadores], na terceira semana de exibição, apareceu Vingadores, que fez 100 milhões de espectadores no mundo. Como competir com aquilo? Não basta mais a gente ter uma divulgação normal de um filme, a divulgação é muito setorizada, concluiu.

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Ingrid Guimarães desabafa sobre etarismo: <i>Sofro todos os dias</i>

Ingrid Guimarães desabafa sobre etarismo: Sofro todos os dias

13/Jan/

Na última segunda-feira, dia 12, Ingrid Guimarães participou do programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura. Na ocasião, a atriz comentou sobre diversos temas importantes, como por exemplo o etarismo, que é o preconceito pela idade.

Eu ainda sofro etarismo todas as vezes e todos os dias na minha vida, de todas as formas. Vivi uma situação de etarismo em um set de filmagem, há pouco tempo. Um filme sobre mulheres com mais de 50 anos, liderados por mulheres de 50, e que tinham pessoas no set que davam uma desdenhada do nosso conteúdo, como se fosse um conteúdo bobo e raso, tinha um certo deboche de ter mulheres no comando.

Em seguida, Ingrid afirmou que sempre tem que lidar com isso.

Eu ouço etarismo em todos os lugares, até quando precisa vender o filme, sempre tem que ter um jovem no filme, colocar um jovem no filme, sempre tem alguém dizendo para você o que você não fala é suficiente.

Ingrid também afirmou que, apesar do cinema nacional estar ganhando cada vez mais visibilidade, ainda é muito difícil competir com as produções internacionais.

É muito difícil, a verdade é que o cinema é feito para os gringos. Eu não consigo entender o cinema brasileiro sem a Lei de Cota de Telas, que permeou toda a minha história de vida. Quando eu surgi com o cinema popular, a era dos comediantes protagonizando, existia a cota de tela. O De Pernas pro Ar 3, que foi o primeiro filme que eu fui coprodutora, que investi dinheiro, de repente quando nós fizemos um milhão [de espectadores], na terceira semana de exibição, apareceu Vingadores, que fez 100 milhões de espectadores no mundo. Como competir com aquilo? Não basta mais a gente ter uma divulgação normal de um filme, a divulgação é muito setorizada, concluiu.