Lisandra Cortez fala sobre papel na minissérie As Sete Marias: - Não tenho dúvidas de que será uma obra marcante
07/Fev/
Lisandra Cortez está no elenco da minissérie As Sete Marias, da Record, que marca o seu retorno à emissora e à televisão aberta. A trama bíblica tem previsão de estrear ainda em 2026, entregando mais uma superprodução imperdível ao público.
Em entrevista exclusiva ao ESTRELANDO, a atriz falou sobre a sua personagem, Aziza. A artista começa compartilhando o que mais cativou o seu coração na minissérie:
- Tenho um grande interesse por esse recorte da vida de Maria Madalena - uma mulher que atravessa profundas transformações e se torna uma das principais apóstolas de Jesus. A própria linguagem da série é muito interessante: um formato novo, que dialoga com o suspense e o terror. Tudo está sendo construído com extrema beleza e cuidado. Não tenho dúvidas de que será uma obra marcante, com uma linguagem ousada e muito diferente do que já vimos.
Em seguida, destaca o que podemos esperar da trama e quais aspectos da personagem e da história está mais ansiosa para entregar ao público:
- O que posso dizer neste momento é que Aziza é uma mulher que surge pontualmente na vida de Maria Madalena, sempre em momentos decisivos. Sua presença, ainda que breve, provoca impactos profundos — desperta consciência, tenciona escolhas e, de alguma forma, contribui para mudanças importantes de rota na trajetória de Maria Madalena.
Lisandra iniciou a carreira nos palcos com 20 anos de idade ao estrelar a peça As Troianas, enquanto sua estreia nas telinhas aconteceu em 2026 com a 13ª temporada de Malhação, da TV Globo. Além de ter grandes sucessos da televisão em seu currículo, como Rebeldes [TV Record], Chiquititas [SBT] e As Aventuras de Poliana [SBT], a artista protagonizou a novela vertical O Retorno da Herdeira em 2025.
Sobre o trabalho, ela revela como enxerga a diversidade de formatos na dramaturgia atualmente:
- Estamos vivendo um momento muito potente de ampliação das possibilidades de linguagem no audiovisual. Não se trata de uma linguagem substituir ou excluir a outra, mas de convivência e expansão. Cada formato cria uma forma diferente de contar histórias, de alcançar o público e de dialogar com os hábitos de consumo contemporâneos. A diversidade de formatos — como a microssérie e a novela vertical — enriquece a dramaturgia, amplia o acesso e permite experimentações narrativas que antes não tinham espaço. Esse movimento fortalece o audiovisual como um todo e abre novas possibilidades criativas para artistas e realizadores.
Ela ainda detalha o processo de construção de personagem para uma minissérie, onde cada cena carrega muito peso e significado:
- Não muda a construção da personagem no que diz respeito à essência. Em uma microssérie, cada cena precisa ser muito bem definida nas intenções, porque existe pouco tempo para mostrar de fato quem é aquele personagem, ao contrário de novelas, por exemplo, que você tem um tempo maior para ir desenvolvendo e mostrando ao público camadas da personagem. É fundamental definir com clareza os traços, o posicionamento daquela personagem naquele momento da narrativa. Há menos espaço para diluição, então cada escolha carrega mais peso e precisa estar muito bem alinhada com o arco da história.
Refletindo sobre os personagens que já interpretou, a atriz cita a Leah, de O Retorno 2 - Nós Fomos Avisados como um papel que foi especialmente marcante. No segundo semestre de 2025, o filme lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Longa Metragem, no Festival de Cinema FICC.
- Eu não me vejo em nenhuma das personagens que fiz, mas, claro, tem um pouco de mim em cada uma delas [risos]. A Leah, de O Retorno, foi uma personagem que me trouxe aprendizados muito profundos. Ela me ensinou sobre fé, entrega, missão, dedicação e força. Esse trabalho também me marcou por cenas que exigiam uma carga emocional bem intensa, diferente de tudo o que eu já havia feito até então, e que me tiraram da zona de conforto como atriz.
Questionada se tem vontade de ver alguma novela ou série do seu currículo ganhar um remake ou continuação, Lisandra relembra o papel em Chiquititas, na versão de 2013, exibida pelo SBT:
- Acho que seria muito legal ver uma continuação da vida de Tobias e Maria Cecília.
A artista finaliza revelando que tipo de história mais a move como atriz atualmente, em comparação ao início da carreira:
- Hoje, me movo especialmente pelas histórias reais ou inspiradas na realidade, que carregam um forte propósito de transformação. Narrativas que ampliam o olhar de quem assiste, provocam reflexão e apresentam outras possibilidades de existência, outras realidades que muitas vezes permanecem invisíveis. No início da minha carreira, o desafio estava muito ligado à experiência de atuar em si. Agora, o que me mobiliza é a potência do impacto: histórias que não apenas entretêm, mas que expandem a consciência e deixam alguma marca em quem as acompanha.
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