Vandré Silveira fala sobre Edson em Quem Ama Cuida e celebra 25 anos de carreira
23/Jul/
Vandré Silveira está vivendo um novo desafio na carreira ao interpretar Edson em Quem Ama Cuida, novela das nove da TV Globo. O ator, que completa 25 anos de trajetória artística, conversou com o ESTRELANDO sobre a construção do personagem, a parceria com a atriz Deborah Evelyn em cena e os aprendizados acumulados ao longo da carreira.
O convite para integrar o elenco da trama veio da produtora Dani Ciminelli e, poucos dias depois, Vandré já estava nas gravações. Na novela, o ator interpreta um homem que se aproxima de Carmita com a intenção de aplicar um golpe financeiro, uma temática que, para ele, também funciona como um importante alerta ao público.
Edson é um homem que aparenta ser rico, mas na verdade vê em Carmita uma possibilidade de se dar bem. Ele se envolve afetivamente com ela para ganhar sua confiança e aplicar um golpe financeiro. Infelizmente esse tipo de situação acontece e todos nós já ouvimos falar sobre alguém que vivenciou esse tipo de experiência. Acho muito interessante abordar essa questão numa novela com tanto alcance como forma de alerta. O Edson chega para movimentar a vida da Carmita.
Ao lado de Deborah Evelyn, atriz por quem afirma ter grande admiração, Vandré contou que a parceria em cena foi marcada por diversão e entrosamento:
Deborah é uma grande atriz. Conversamos antes de começar a gravar e entendemos que havia um desejo real entre os personagens. Carmita não cairia facilmente na lábia desse homem se não houvesse paixão. Nossas cenas foram muito divertidas. Houve uma ótima química e entrosamento entre nós. O jogo de cena fluiu maravilhosamente.
Questionado sobre o grande mistério de Quem Ama Cuida, Vandré preferiu não revelar suas apostas, mas deixou escapar uma suspeita sobre quem pode ser o responsável pela morte de Arthur Brandão:
Tenho as minhas suspeitas, mas prefiro não comentar. Digamos apenas que desconfio da filha rejeitada (risos).
CARREIRA
Prestes a completar 25 anos de carreira, Vandré afirmou que vive um momento de maior maturidade como homem e artista. Segundo ele, hoje se sente mais consciente das próprias possibilidades e limitações, mas ainda com muita energia e disposição para continuar evoluindo.
Cada momento dessa trajetória trouxe um ponto de virada e amadurecimento. Tenho uma carreira sólida no teatro e fico muito feliz com a oportunidade de maior visibilidade do meu trabalho que a novela tem trazido. ‘Quem ama cuida’ já tem sido para mim um momento muito especial que coroa esses 25 anos de trajetória profissional, afirmou.
Mas o que ainda move Vandré como ator? Para ele, a resposta está na possibilidade de se conectar com outras pessoas por meio da arte.
Meu trabalho como ator desloca meu ponto de vista, me coloca em relação. Acho fundamental ir de encontro ao outro, ao coletivo. Sair dessa individualidade tão exarcebada nos tempos atuais.
O ator também revelou que ainda possui muitos sonhos para realizar e segue criando novos projetos.
Sempre estou criando e gestando algum novo projeto. A carreira artística não é fácil. Há de se ter muita resiliência para superar os desafios e inconstâncias da natureza do ofício.
Monólogo A Hora do Boi
Além de Quem Ama Cuida, Vandré também esteve envolvido com o monólogo A Hora do Boi, trabalho autoral que idealizou e no qual interpreta três personagens: Seu Francisco, o boi Chico e São Francisco de Assis. Com direção de André Paes Leme e texto de Daniela Pereira de Carvalho, o espetáculo é baseado em uma história real ocorrida e noticiada em Salvador, na Bahia.
A peça acompanha Seu Francisco, um capataz de uma fazenda que tem seus sentimentos colocados à prova ao descobrir que precisará abater o boi Chico, animal que esteve sob seus cuidados e com quem desenvolveu uma relação de amizade e afeto.
Este é um trabalho autoral que além de atuar, eu também idealizei. Através da história de um homem que trabalha num abatedouro de bois e que salva um bezerro em seu nascimento que seria descartado pela produção, discutimos a equivocada relação de superioridade do ser humano em relação aos outros seres. Seu Francisco deve abater o boi Chico, mas o afeto que se estabelece entre eles desconstrói toda a objetividade da função do capataz. Uma história de amor que nos faz refletir sobre a importância de cuidarmos do nosso planeta e de todos os seres que nele habitam, contou.
Segundo Vandré, o espetáculo costuma provocar uma forte reação no público e despertar reflexões sobre empatia e transformação:
Há uma fala de São Francisco, narrador da história, no espetáculo: O amor é a força mais poderosa do universo. Os espectadores saem bastante impactados do espetáculo e me sinto realizado em contribuir na expansão de consciência sobre o valor de todos os seres através dessa fábula entre um homem e um boi. O amor como fonte de transformação no mundo!
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