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Publicada em 02/08/2026 às 14:00 | Atualizada em 02/08/2026 às 14:30

Cláudia Raia fala sobre desafio de dar vida a Tarsila do Amaral nos palcos: Ela é o oposto de mim

Em entrevista exclusiva, Cláudia Raia fala sobre os desafios e as emoções de viver Tarsila do Amaral

Maria Piccoli

Divulgação - TV Globo

Cláudia Raia está apresentando pela segunda vez o musical sobre a pintora Tarsila do Amaral. A nova temporada estreou no último sábado, dia 1º, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A atriz já havia levado aos palcos o espetáculo Tarsila, a Brasileira em 2024, mas, desta vez, a produção percorrerá a maioria das capitais brasileiras. 

Em entrevista exclusiva ao ESTRELANDO, ao ser questionada sobre o que o público pode esperar de diferente em sua interpretação de Tarsila do Amaral, um dos maiores nomes do Modernismo brasileiro, a atriz respondeu:

- Nossa, foi o trabalho mais difícil de interpretação que eu fiz na vida, assim, porque a Tarsila é o oposto de mim, ela é o contrário de mim. Ela é soturna, tímida, introspectiva, fala baixo, com uma voz aveludada, anda devagar. Ela tem outro ritmo, completamente diferente, e a força dela está na contenção. Coisa que eu nem conheço, essa palavra contenção, um negócio que eu não sei. Eu sou nada contida.

Segundo a atriz, embora o espetáculo seja bastante desgastante, interpretar Tarsila do Amaral é algo de que ela gosta muito:

- Foram três meses, lá em 2024, quando eu tava criando a personagem, de encontrar esse lugar dentro de mim pra representá-lo. E eu acho que ficou interessante.Eu gosto muito de fazer o papel. Ele me desgasta muito, é muito difícil o espetáculo pra mim, mas eu gosto muito, tanto de fazer, mas tanto. E eu acho que o público se emociona muito. Eu vejo também as pessoas voltando, o feedback do público, dizendo: Muito obrigada por trazer de volta pra gente a nossa brasilidade. Sabe? Coisas muito lindas que eu ouvi durante essa temporada de cinco meses que a gente fez em 2024, disse ela, que também mencionou as próximas cidades que receberão o espetáculo: Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador e São Paulo.

Cláudia também falou sobre a importância de interpretar Tarsila pela segunda vez e adiantou alguns detalhes do espetáculo:

- Eu acho que, fundamentalmente, a força dela de realização é uma coisa de louco, assim. Ela é uma mulher que faz e que realiza, sabe?Nunca largou a mão do propósito dela, que era ser a pintora da terra dela, da gente dela, que é do Brasil. Nessa viagem que eles fizeram por Minas Gerais, vai ser muito interessante fazer em Belo Horizonte, porque foi o que inspirou um dos momentos mais importantes da carreira dela. As cores, as formas... Ela trouxe um Brasil muito diferente com as telas dela. E foi por causa dessa viagem. Ela dizia que essa viagem mudou a vida dela.

E continuou:

- A mensagem é, sobretudo, de feminismo, de força, de empoderamento, de uma mulher que se separou em 1913. São coisas muito revolucionárias. Então, são muitos assuntos importantes e que hoje estão sendo discutidos ainda. Que loucura, né?Isso aconteceu há 100 anos, e estamos aqui discutindo a mesma coisa. Mas é cíclico, porque a gente resolve um pedaço e volta pra trás de novo, porque não resolve outro pedaço. É assim.E eu digo que nós só estamos aqui hoje porque houve uma Tarsila do Amaral no mundo.

Para finalizar, a atriz ainda revelou qual é o momento mais emocionante de toda a produção e contou que ele é, particularmente, o seu favorito:

- Eu acho que o momento que mais me toca é ela pintando o Abaporu. Que é uma cena muito linda, é uma cena onde ela pinta o autorretrato dela. Ela quis fazer essa homenagem ao Oswald e dar pra ele de presente o Abaporu, e é um número muito lindo, um solo muito lindo.É um momento quando eu pinto com as mãos e tem uma coisa de vídeo junto, que é incrível pra mim. É o momento mais emocionante do espetáculo.

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Cláudia Raia fala sobre desafio de dar vida a Tarsila do Amaral nos palcos: <i>Ela é o oposto de mim</i>

Cláudia Raia fala sobre desafio de dar vida a Tarsila do Amaral nos palcos: Ela é o oposto de mim

02/Ago/

Cláudia Raia está apresentando pela segunda vez o musical sobre a pintora Tarsila do Amaral. A nova temporada estreou no último sábado, dia 1º, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A atriz já havia levado aos palcos o espetáculo Tarsila, a Brasileira em 2024, mas, desta vez, a produção percorrerá a maioria das capitais brasileiras. 

Em entrevista exclusiva ao ESTRELANDO, ao ser questionada sobre o que o público pode esperar de diferente em sua interpretação de Tarsila do Amaral, um dos maiores nomes do Modernismo brasileiro, a atriz respondeu:

- Nossa, foi o trabalho mais difícil de interpretação que eu fiz na vida, assim, porque a Tarsila é o oposto de mim, ela é o contrário de mim. Ela é soturna, tímida, introspectiva, fala baixo, com uma voz aveludada, anda devagar. Ela tem outro ritmo, completamente diferente, e a força dela está na contenção. Coisa que eu nem conheço, essa palavra contenção, um negócio que eu não sei. Eu sou nada contida.

Segundo a atriz, embora o espetáculo seja bastante desgastante, interpretar Tarsila do Amaral é algo de que ela gosta muito:

- Foram três meses, lá em 2024, quando eu tava criando a personagem, de encontrar esse lugar dentro de mim pra representá-lo. E eu acho que ficou interessante.Eu gosto muito de fazer o papel. Ele me desgasta muito, é muito difícil o espetáculo pra mim, mas eu gosto muito, tanto de fazer, mas tanto. E eu acho que o público se emociona muito. Eu vejo também as pessoas voltando, o feedback do público, dizendo: Muito obrigada por trazer de volta pra gente a nossa brasilidade. Sabe? Coisas muito lindas que eu ouvi durante essa temporada de cinco meses que a gente fez em 2024, disse ela, que também mencionou as próximas cidades que receberão o espetáculo: Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador e São Paulo.

Cláudia também falou sobre a importância de interpretar Tarsila pela segunda vez e adiantou alguns detalhes do espetáculo:

- Eu acho que, fundamentalmente, a força dela de realização é uma coisa de louco, assim. Ela é uma mulher que faz e que realiza, sabe?Nunca largou a mão do propósito dela, que era ser a pintora da terra dela, da gente dela, que é do Brasil. Nessa viagem que eles fizeram por Minas Gerais, vai ser muito interessante fazer em Belo Horizonte, porque foi o que inspirou um dos momentos mais importantes da carreira dela. As cores, as formas... Ela trouxe um Brasil muito diferente com as telas dela. E foi por causa dessa viagem. Ela dizia que essa viagem mudou a vida dela.

E continuou:

- A mensagem é, sobretudo, de feminismo, de força, de empoderamento, de uma mulher que se separou em 1913. São coisas muito revolucionárias. Então, são muitos assuntos importantes e que hoje estão sendo discutidos ainda. Que loucura, né?Isso aconteceu há 100 anos, e estamos aqui discutindo a mesma coisa. Mas é cíclico, porque a gente resolve um pedaço e volta pra trás de novo, porque não resolve outro pedaço. É assim.E eu digo que nós só estamos aqui hoje porque houve uma Tarsila do Amaral no mundo.

Para finalizar, a atriz ainda revelou qual é o momento mais emocionante de toda a produção e contou que ele é, particularmente, o seu favorito:

- Eu acho que o momento que mais me toca é ela pintando o Abaporu. Que é uma cena muito linda, é uma cena onde ela pinta o autorretrato dela. Ela quis fazer essa homenagem ao Oswald e dar pra ele de presente o Abaporu, e é um número muito lindo, um solo muito lindo.É um momento quando eu pinto com as mãos e tem uma coisa de vídeo junto, que é incrível pra mim. É o momento mais emocionante do espetáculo.

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