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Publicada em 14/08/2026 às 10:50 | Atualizada em 14/08/2026 às 10:56

Deborah Secco revela grande virada após Maria Flor: - A Deborah antes dela não existe mais

A atriz participou do Conversa vai, conversa vem, videocast do Globo

Da Redação

AgNews

Deborah Secco foi a convidada do Conversa Vai, Conversa Vem, videocast do Globo, e, durante o bate-papo, abordou diversos assuntos, como carreira, vida pessoal, maternidade e relacionamentos. Atualmente, ela está noiva do produtor Dudu Borges e é mãe de Maria Flor, de dez anos de idade, fruto do antigo casamento com Hugo Moura.

Prestes a encerrar um ciclo de sua carreira com o lançamento de Bruna Surfistinha 2, que estreia em 2027, Deborah contou que essa é sua despedida de personagens sexy. Segundo ela, reencontrar essa personagem após 17 anos foi muito forte. 

- Consegui ver um primeiro corte. Imaginei que tivesse me transformado, mas não tinha consciência do quanto. Voltar a um lugar onde estive 17 anos atrás, não tem como não se olhar, não se reencontrar com a antiga Deborah. Esse reencontro foi muito forte em muitos âmbitos.

Deborah explicou que o nascimento de Maria Flor representou uma grande virada em sua vida, já que, segundo ela, a Deborah de antes da chegada da filha não existe mais.

- A Deborah antes da Maria Flor não existe mais. A atriz que sou mudou. Era uma menina insegura, tendo que provar muitas coisas para mim mesma, buscando uma desconstrução e uma liberdade para fazer aquela entrega do filme. Difícil e desafiadora, mas não tão consciente e responsável. Era mais visceral. Durante a filmagem, agora, fui percebendo como aquilo me tocava, onde tinha que ceder e como me transformava, doía, acrescentava. Ter topado fazer esse outro filme é um grande encerramento de ciclo dessa persona que tanto me acrescentou, mas que, talvez, não faça mais sentido.

Na visão de Deborah, interpretar papéis sensuais já não faz mais sentido para ela.

- É como se não fizesse mais sentido. Com esse filme, ela chega ao fim e começa num outro lugar. Sempre vou querer contar a história de mulheres desamparadas, não são acolhidas e que precisam de voz. Mas essa história do corpo, do sexo, eu já fiz, não tenho mais para onde ir.

Segundo Deborah, interpretar papéis mais sensuais não foi algo que ela escolheu, mas uma imagem na qual acabou sendo colocada e que, por muito tempo, aceitou.

- Fui totalmente colocada durante um grande período. Vamos aceitando papéis que aparecem. Minha primeira mulher sexy foi Daniel Filho quem me deu, Marina de Suave veneno. Não tinha consciência de que me encaixava ali. Achava que ia fazer sempre a estranha, meio feia, a coadjuvante. Para uma adolescente de 17 anos, encanta. Ganhei o aval que toda menina quer, de bonita, desejada. Vieram outros personagens e nunca me incomodou porque eram bons. A Íris de Laços de família era uma Lolita que tinha dramaticidade profunda; A Darlene de "Celebridade" flertava com a comédia e descobri que também sei fazer rir. Entro no rol das mocinhas com a Sol, de América. Nunca achei esse lugar fosse ruim.

Em outro momento, Deborah comentou sobre seu afastamento da TV. Segundo ela, todas as decisões são pensadas em prol do seu bem-estar e de passar mais tempo ao lado da filha.

- Uma novela significa menos duas viagens com minha filha. Tive convite agora de um autor amigo que amo, queria estar junto, mas minha filha precisa de mim. Por que botar fichinhas no meu ego? Venho de família humilde, olho para tudo que conquistei... Sou uma mulher de muitos pódios e vitórias. É hora de dar palco para para outras histórias. Não que não vá mais fazer novela. Daqui a pouco a Maria Flor cresce ou vem um grande papel.

Deborah também compartilhou um momento mais íntimo ao falar sobre sua terapia. A atriz contou como sua terapeuta transformou sua vida e a ajudou a se enxergar de uma maneira diferente.

- Minha terapeuta transformou minha vida, entrou para fazer uma revolução. Ela falava assim: Te conheço pouco, não acompanho o mundo dos artistas assim, mas o pouco que te conheço, por que você se vende tão mal? Por que mostra uma pessoa tão diferente do que é? Você é tão incrível. Eu falei: Será?. E ela: É! A imagem que eu tinha era o extremo oposto do que você é. E ela briga, é brava, fala: Não vai me enganar não.

Outro assunto abordado na terapia foi a morte da irmã de Deborah, que morreu quando a atriz tinha apenas um ano de idade. Questionada sobre como essa perda definiu sua existência, ela declarou:

- Eu dormia na cama dela, vestia as roupas que eram dela. Fui substituta numa dor que hoje, sendo mãe, não consigo mensurar. Como a minha mãe segue viva, bem e sendo feliz? Vim com a obrigação de fazer meus pais felizes e, talvez, esse seja o maior peso que um filho possa ter. Falo para Maria: Você não é obrigada a me fazer feliz, essa é minha responsabilidade. Você é obrigada a ser feliz. Minha terapeuta fala: Chega de um polo ou outro, de ser a que se encaixa para agradar ou a que grita liberdade afrontosamente. Vamos para o caminho do meio. Fui entendendo que muito dessa mulher que berra é reflexo desse aprisionamento.

Sobre a maternidade, Deborah falou sobre a guarda compartilhada e rasgou elogios ao pai de sua filha. Segundo ela, acompanhar a relação entre os dois é uma forma de cura.

- Guarda compartilhada foi a minha maior dor. Existe metade de uma vida da minha filha da qual não participo. Isso era inaceitável. Mas aprendi que é um recomeço. No início, ficava sozinha, chorava horrores, me sentia culpada. Era como se fosse uma mãe ausente. Mas a dinâmica foi se ajeitando. A paternidade do Hugo me cura, porque tive um pai que não esteve comigo. Acompanhar a experiência da Maria Flor com o pai presente, um pai afeto, que se preocupa e se responsabiliza tanto quanto eu, me cura. Passei anos da minha vida em busca desse pai que me escolhesse e escolhia 'pais' que não me escolhiam.

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Deborah Secco revela grande virada após Maria Flor: - <i>A Deborah antes dela não existe mais</i>

Deborah Secco revela grande virada após Maria Flor: - A Deborah antes dela não existe mais

14/Ago/

Deborah Secco foi a convidada do Conversa Vai, Conversa Vem, videocast do Globo, e, durante o bate-papo, abordou diversos assuntos, como carreira, vida pessoal, maternidade e relacionamentos. Atualmente, ela está noiva do produtor Dudu Borges e é mãe de Maria Flor, de dez anos de idade, fruto do antigo casamento com Hugo Moura.

Prestes a encerrar um ciclo de sua carreira com o lançamento de Bruna Surfistinha 2, que estreia em 2027, Deborah contou que essa é sua despedida de personagens sexy. Segundo ela, reencontrar essa personagem após 17 anos foi muito forte. 

- Consegui ver um primeiro corte. Imaginei que tivesse me transformado, mas não tinha consciência do quanto. Voltar a um lugar onde estive 17 anos atrás, não tem como não se olhar, não se reencontrar com a antiga Deborah. Esse reencontro foi muito forte em muitos âmbitos.

Deborah explicou que o nascimento de Maria Flor representou uma grande virada em sua vida, já que, segundo ela, a Deborah de antes da chegada da filha não existe mais.

- A Deborah antes da Maria Flor não existe mais. A atriz que sou mudou. Era uma menina insegura, tendo que provar muitas coisas para mim mesma, buscando uma desconstrução e uma liberdade para fazer aquela entrega do filme. Difícil e desafiadora, mas não tão consciente e responsável. Era mais visceral. Durante a filmagem, agora, fui percebendo como aquilo me tocava, onde tinha que ceder e como me transformava, doía, acrescentava. Ter topado fazer esse outro filme é um grande encerramento de ciclo dessa persona que tanto me acrescentou, mas que, talvez, não faça mais sentido.

Na visão de Deborah, interpretar papéis sensuais já não faz mais sentido para ela.

- É como se não fizesse mais sentido. Com esse filme, ela chega ao fim e começa num outro lugar. Sempre vou querer contar a história de mulheres desamparadas, não são acolhidas e que precisam de voz. Mas essa história do corpo, do sexo, eu já fiz, não tenho mais para onde ir.

Segundo Deborah, interpretar papéis mais sensuais não foi algo que ela escolheu, mas uma imagem na qual acabou sendo colocada e que, por muito tempo, aceitou.

- Fui totalmente colocada durante um grande período. Vamos aceitando papéis que aparecem. Minha primeira mulher sexy foi Daniel Filho quem me deu, Marina de Suave veneno. Não tinha consciência de que me encaixava ali. Achava que ia fazer sempre a estranha, meio feia, a coadjuvante. Para uma adolescente de 17 anos, encanta. Ganhei o aval que toda menina quer, de bonita, desejada. Vieram outros personagens e nunca me incomodou porque eram bons. A Íris de Laços de família era uma Lolita que tinha dramaticidade profunda; A Darlene de "Celebridade" flertava com a comédia e descobri que também sei fazer rir. Entro no rol das mocinhas com a Sol, de América. Nunca achei esse lugar fosse ruim.

Em outro momento, Deborah comentou sobre seu afastamento da TV. Segundo ela, todas as decisões são pensadas em prol do seu bem-estar e de passar mais tempo ao lado da filha.

- Uma novela significa menos duas viagens com minha filha. Tive convite agora de um autor amigo que amo, queria estar junto, mas minha filha precisa de mim. Por que botar fichinhas no meu ego? Venho de família humilde, olho para tudo que conquistei... Sou uma mulher de muitos pódios e vitórias. É hora de dar palco para para outras histórias. Não que não vá mais fazer novela. Daqui a pouco a Maria Flor cresce ou vem um grande papel.

Deborah também compartilhou um momento mais íntimo ao falar sobre sua terapia. A atriz contou como sua terapeuta transformou sua vida e a ajudou a se enxergar de uma maneira diferente.

- Minha terapeuta transformou minha vida, entrou para fazer uma revolução. Ela falava assim: Te conheço pouco, não acompanho o mundo dos artistas assim, mas o pouco que te conheço, por que você se vende tão mal? Por que mostra uma pessoa tão diferente do que é? Você é tão incrível. Eu falei: Será?. E ela: É! A imagem que eu tinha era o extremo oposto do que você é. E ela briga, é brava, fala: Não vai me enganar não.

Outro assunto abordado na terapia foi a morte da irmã de Deborah, que morreu quando a atriz tinha apenas um ano de idade. Questionada sobre como essa perda definiu sua existência, ela declarou:

- Eu dormia na cama dela, vestia as roupas que eram dela. Fui substituta numa dor que hoje, sendo mãe, não consigo mensurar. Como a minha mãe segue viva, bem e sendo feliz? Vim com a obrigação de fazer meus pais felizes e, talvez, esse seja o maior peso que um filho possa ter. Falo para Maria: Você não é obrigada a me fazer feliz, essa é minha responsabilidade. Você é obrigada a ser feliz. Minha terapeuta fala: Chega de um polo ou outro, de ser a que se encaixa para agradar ou a que grita liberdade afrontosamente. Vamos para o caminho do meio. Fui entendendo que muito dessa mulher que berra é reflexo desse aprisionamento.

Sobre a maternidade, Deborah falou sobre a guarda compartilhada e rasgou elogios ao pai de sua filha. Segundo ela, acompanhar a relação entre os dois é uma forma de cura.

- Guarda compartilhada foi a minha maior dor. Existe metade de uma vida da minha filha da qual não participo. Isso era inaceitável. Mas aprendi que é um recomeço. No início, ficava sozinha, chorava horrores, me sentia culpada. Era como se fosse uma mãe ausente. Mas a dinâmica foi se ajeitando. A paternidade do Hugo me cura, porque tive um pai que não esteve comigo. Acompanhar a experiência da Maria Flor com o pai presente, um pai afeto, que se preocupa e se responsabiliza tanto quanto eu, me cura. Passei anos da minha vida em busca desse pai que me escolhesse e escolhia 'pais' que não me escolhiam.

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