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Publicada em 02/09/2026 às 12:30 | Atualizada em 02/09/2026 às 13:16

Sabrina Sato fala sobre TDAH e revela que colava na escola quando era criança: - Eu tinha muitos amigos, então eles me ajudavam a colar

A apresentadora revelou como foi o seu processo de conhecimento até chegar ao diagnóstico

Helena Barboza

AgNews

Sabrina Sato já abriu o coração algumas vezes para falar sobre o fato de ter TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), um transtorno neurobiológico de origem genética que se manifesta na infância e pode acompanhar o indivíduo ao longo da vida. Agora, no entanto, a apresentadora passa a ser a nova embaixadora da campanha TDAH Levado à Sério, feito pela empresa APSEN, projeto apresentado para a imprensa na última terça-feira, dia 1, quando Sabrina novamente falou sobre o assunto.

No bate-papo, no qual o ESTRELANDO esteve presente, Sabrina entregou como foi receber o diagnóstico, assim como compartilhou algumas situações que a fizeram reconhecer que ela realmente tem o transtorno. Segundo ela, tudo começou depois de ler um livro que os pais, que são psicólogos, tinham em casa sobre o assunto, já que na infância dela ninguém falava muito a respeito. Com isso, ela reconheceu momentos durante a escola que já indicavam que ela poderia ter TDAH.

- Eu tinha uns 16, 17 anos na época, e parece que veio um filme na minha cabeça. Aí, claro, a gente foi procurar ajuda. Minha mãe e meu pai são psicólogos, mas dizem que casa de ferreiro, espeto é de pau. E sempre teve um doutor, um psiquiatra, que trabalhava com eles, juntos, no consultório. Mas ninguém falava sobre isso na minha infância. Ninguém falava sobre TDAH. E eu comecei a lembrar da minha infância. Eu falava: Gente, é por isso que todos os dias eu sou expulsa da sala de aula. Porque eu era aquela criança hiperativa, que tinha mil pensamentos ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo que o professor estava falando comigo, eu estava conversando com as minhas amigas, e prestando atenção em tudo. Todos os sons entravam no meu ouvido. Eu não conseguia prestar atenção na sala de aula, no professor. Ou o professor me mandava para fora da sala de aula porque achava que eu estava rindo da cara dele. Ou porque eu não estava prestando atenção. Eu era uma aluna que não era bom exemplo para os outros. Por mais que eles tinham afeto comigo até, porque eu era muito educada, sempre fui muito gentil. Só que eles não aguentavam. Aí eles falavam: Vai para fora, fica um pouquinho lá fora.

No entanto, ainda segundo o relato da apresentador, essas conversas paralelas ou o estar prestando atenção em tudo fizeram com que os pais e professores da apresentadora não percebessem que poderia ter algo diferente ali, já que, ao mesmo tempo, ela acabava sendo uma boa aluna na maior parte das vezes:

- A minha mãe demorou para achar que eu tinha, porque ela falava que eu ia muito bem na escola. Só que eu ia bem na escola porque eram dez da noite e eu inventava de estudar. E era só matéria que eu gostava. Eu adorava História, porque o professor era um gato. Então, eu tinha hiperfoco em História. E eu adorava a forma como ele explicava, como ele contava. Então, eu prestava muita atenção na aula de História. Eu era a melhor aluna. Mas as outras matérias, coitada de mim. E eu colava também. Eu tinha muitos amigos, então eles me ajudavam a colar.

Sabrina também relembrou conselhos da mãe, Dona Kika, sobre os diversos rótulos que sempre recebeu ao longo da vida e a maneira de encará-los, o que fez com que a apresentadora visse nisso uma forma de cuidar melhor de si:

- Eu acho que meus pais sempre me ajudaram muito nesse sentido. A minha mãe sempre falava assim para mim: Vamos nomear e não rotular. Nomear é importante para você entender o que você tem. Rotular não é legal porque você fica presa a isso. A gente não pode se prender a isso. Você não é só isso. Você não é só uma menina extrovertida, engraçada, criativa. Você também é outras coisas. Então eu acho que eu aprendi a nomear para poder cuidar de mim melhor. E encontrar ferramentas para cuidar desse meu diagnóstico. Mas eu sempre procurei não me desligar desses rótulos. É claro que são muitos rótulos. A gente vai receber muitos rótulos ao longo da vida. Até hoje.

Por fim, Sabrina mostrou que, mesmo com as dificuldades que ela tem por conta do TDAH, isso nunca a impediu de ter uma carreira de sucesso, dizendo que sempre tentou encontrar mecanismos para usar as dificuldades a seu favor.

- Eu sempre escutei falar que as pessoas com TDAH não conseguem, muitas vezes, serem bem sucedidas. Mas, na verdade, eu acho que eu fui encontrando mecanismos. E fui me ajudando através do meu próprio diagnóstico. E depois fui no médico também. Sempre com bons médicos cuidando de mim.

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Sabrina Sato fala sobre TDAH e revela que colava na escola quando era criança: - <i>Eu tinha muitos amigos, então eles me ajudavam a colar</i>

Sabrina Sato fala sobre TDAH e revela que colava na escola quando era criança: - Eu tinha muitos amigos, então eles me ajudavam a colar

02/Set/

Sabrina Sato já abriu o coração algumas vezes para falar sobre o fato de ter TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), um transtorno neurobiológico de origem genética que se manifesta na infância e pode acompanhar o indivíduo ao longo da vida. Agora, no entanto, a apresentadora passa a ser a nova embaixadora da campanha TDAH Levado à Sério, feito pela empresa APSEN, projeto apresentado para a imprensa na última terça-feira, dia 1, quando Sabrina novamente falou sobre o assunto.

No bate-papo, no qual o ESTRELANDO esteve presente, Sabrina entregou como foi receber o diagnóstico, assim como compartilhou algumas situações que a fizeram reconhecer que ela realmente tem o transtorno. Segundo ela, tudo começou depois de ler um livro que os pais, que são psicólogos, tinham em casa sobre o assunto, já que na infância dela ninguém falava muito a respeito. Com isso, ela reconheceu momentos durante a escola que já indicavam que ela poderia ter TDAH.

- Eu tinha uns 16, 17 anos na época, e parece que veio um filme na minha cabeça. Aí, claro, a gente foi procurar ajuda. Minha mãe e meu pai são psicólogos, mas dizem que casa de ferreiro, espeto é de pau. E sempre teve um doutor, um psiquiatra, que trabalhava com eles, juntos, no consultório. Mas ninguém falava sobre isso na minha infância. Ninguém falava sobre TDAH. E eu comecei a lembrar da minha infância. Eu falava: Gente, é por isso que todos os dias eu sou expulsa da sala de aula. Porque eu era aquela criança hiperativa, que tinha mil pensamentos ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo que o professor estava falando comigo, eu estava conversando com as minhas amigas, e prestando atenção em tudo. Todos os sons entravam no meu ouvido. Eu não conseguia prestar atenção na sala de aula, no professor. Ou o professor me mandava para fora da sala de aula porque achava que eu estava rindo da cara dele. Ou porque eu não estava prestando atenção. Eu era uma aluna que não era bom exemplo para os outros. Por mais que eles tinham afeto comigo até, porque eu era muito educada, sempre fui muito gentil. Só que eles não aguentavam. Aí eles falavam: Vai para fora, fica um pouquinho lá fora.

No entanto, ainda segundo o relato da apresentador, essas conversas paralelas ou o estar prestando atenção em tudo fizeram com que os pais e professores da apresentadora não percebessem que poderia ter algo diferente ali, já que, ao mesmo tempo, ela acabava sendo uma boa aluna na maior parte das vezes:

- A minha mãe demorou para achar que eu tinha, porque ela falava que eu ia muito bem na escola. Só que eu ia bem na escola porque eram dez da noite e eu inventava de estudar. E era só matéria que eu gostava. Eu adorava História, porque o professor era um gato. Então, eu tinha hiperfoco em História. E eu adorava a forma como ele explicava, como ele contava. Então, eu prestava muita atenção na aula de História. Eu era a melhor aluna. Mas as outras matérias, coitada de mim. E eu colava também. Eu tinha muitos amigos, então eles me ajudavam a colar.

Sabrina também relembrou conselhos da mãe, Dona Kika, sobre os diversos rótulos que sempre recebeu ao longo da vida e a maneira de encará-los, o que fez com que a apresentadora visse nisso uma forma de cuidar melhor de si:

- Eu acho que meus pais sempre me ajudaram muito nesse sentido. A minha mãe sempre falava assim para mim: Vamos nomear e não rotular. Nomear é importante para você entender o que você tem. Rotular não é legal porque você fica presa a isso. A gente não pode se prender a isso. Você não é só isso. Você não é só uma menina extrovertida, engraçada, criativa. Você também é outras coisas. Então eu acho que eu aprendi a nomear para poder cuidar de mim melhor. E encontrar ferramentas para cuidar desse meu diagnóstico. Mas eu sempre procurei não me desligar desses rótulos. É claro que são muitos rótulos. A gente vai receber muitos rótulos ao longo da vida. Até hoje.

Por fim, Sabrina mostrou que, mesmo com as dificuldades que ela tem por conta do TDAH, isso nunca a impediu de ter uma carreira de sucesso, dizendo que sempre tentou encontrar mecanismos para usar as dificuldades a seu favor.

- Eu sempre escutei falar que as pessoas com TDAH não conseguem, muitas vezes, serem bem sucedidas. Mas, na verdade, eu acho que eu fui encontrando mecanismos. E fui me ajudando através do meu próprio diagnóstico. E depois fui no médico também. Sempre com bons médicos cuidando de mim.

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