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Divulgação Abigail Izquierdo Ferreira, mais conhecida pelo nome artístico de Bibi Ferreira, morreu no dia 13 de fevereiro aos 96 anos de idade, vítima de uma parada cardíaca. Ela ficou famosa por ser atriz, cantora e compositora. Filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina Aída Izquierdo, ela possuía descendências portuguesa, espanhola e argentina. A seguir, conheça alguns dos principais momentos de sua trajetória de vida. Na foto acima, ela aparece com Carmen Miranda.
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Divulgação Segundo informações do Estadão, Bibi fez sua estreia como atriz quando tinha apenas 24 dias de vida, você acredita? Na peça Manhãs de Sol, ela, como um bebê, substituiu uma boneca que havia desaparecido pouco antes do espetáculo começar. Na imagem acima, Bibi posa com Sidney Magal e Ney Matogrosso.
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Divulgação Porém, sua estreia oficial mesmo nos palcos aconteceu em 1941, quando atuou na peça La Locandiera. Na época, ela havia acabado de voltar ao Brasil, após passar um período com a mãe na Espanha, logo após a separação dos pais.
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Divulgação Em 1944, ela resolveu montar sua própria companhia teatral e, um tempo depois, se mudou para Portugal, onde dirigiu peças por cerca de quatro anos. Lá, trabalhou em produções como Há Horas Felizes!, Curvas Perigosas, Com o Amor Não se Brinca, Minha Filha é de Gritos!, dentre outras.
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Divulgação Na década de 60, estrelou ao lado de Paulo Autran uma versão brasileira do musical My Fair Lady. Além disso, apareceu na TV Excelsior, apresentando um programa ao vivo, que levava alguns dos grandes nomes do teatro.
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Divulgação Em 1970, dirigiu Brasileiro, Profissão: Esperança, peça de Paulo Pontes, tendo trabalhado com grandes nomes da música, como Maria Bethânia e Clara Nunes. Já em 1972, reviveu sua parceria com Paulo Autran, dessa vez no musical O Homem de la Mancha e, quatro anos depois, dirigiu Walmor Chagas, Marília Pêra, Marco Nanini e muitos outros artistas em Deus Lhe Pague.
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Divulgação Os anos seguintes foram marcados por diversas outras produções, como Toalhas Quentes, Um Rubi no Umbigo, Calúnia, todas como diretora. Em 1983, porém, ela voltou aos palcos como atriz, estrelando Piaf, a Vida de uma Estrela da Canção, que foi grande sucesso de público e crítica, e permaneceu em cartaz por seis anos. Foi por causa desse trabalho que Bibi ganhou grandes prêmios, como o Troféu Mambembe, Prêmio Molière, Prêmio Apetesp e o Prêmio Pirandello.
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Divulgação Bibi celebrou seus 50 anos de carreira com o Bibi In Concert, mais precisamente em 1991. O especial, gravado em um teatro do Rio de Janeiro, explorou a versatilidade da artista, que cantou, prestou homenagens e falou de sua própria trajetória. Ela foi acompanhada da Orquestra Sinfônica Brasileira e pelo coro do Theatro Municipal do Rio e fez suas versões das músicas Eu Sei que Vou te Amar, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, Palpite Infeliz, de Noel Rosa, e até trechos de óperas como La Traviata, de Giuseppe Verdi. O sucesso foi tão grande que, anos depois, ela ainda criou o Bibi in Concert 2, o que lhe rendeu o Prêmio Sharp.
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Divulgação Em 2003, ela recebeu homenagem na Marquês de Sapucaí da escola de samba Unidos do Viradouro. Foi nessa época que ela realizou espetáculos focando em apenas um artista, como Edith Piaf e Frank Sinatra. Mais especificamente em 2007, Bibi voltou aos palcos e, após 50 anos, para o mundo da comédia, em Às Favas com os Escrúpulos, peça de Juca de Oliveira, que trouxe ainda a direção de Jô Soares. Em 2017, aos 95 anos de idade, ficou em cartaz no Rio de Janeiro com sua peça Bibi Ferreira – Por toda a minha vida. No espetáculo, ela cantava canções de Noel Rosa, Carmem Miranda, Clara Nunes, Dalva de Oliveira e muitos outros.
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Divulgação Quando o assunto é sua vida pessoal, Bibi foi casada seis vezes: com Carlos Martins Lage, de 1943 a 1953, depois com Armando Magno, de 1954 a 1955, em seguida com Herval Rossano, de 1956 a 1958, depois com Édson França, de 1963 a 1965, com Paulo Porto, de 1966 a 1967 e, por fim, com Paulo Pontes, com quem teve seu relacionamento mais duradouro, de 1968 a 1976. Ela teve apenas uma filha, Tereza Cristina, fruto de seu relacionamento com Armando Magno.
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Divulgação De acordo com o Estadão, Bibi creditava o segredo de sua saúde ao fato de não beber e nem fumar, apesar de não ser contra. Porém, seus vícios eram outros: sapatos de saltos altos, para compensar sua baixa estatura, um batom sempre vermelho e Coca-Cola, que gostava de tomar devagar, enquanto conversava.