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Montagem-Divulgação Baseado em um dos poemas épicos mais famosos da história, A Odisseia marca o aguardado retorno de Christopher Nolan aos cinemas após o sucesso de Oppenheimer. Com um elenco estrelado, tecnologia inédita e uma produção grandiosa, o longa reúne diversos detalhes curiosos de bastidores. Confira algumas curiosidades sobre o novo filme do diretor:
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Divulgação Caso você não conheça a obra original, Odisseia é um poema atribuído a Homero, um autor que viveu na Grécia Antiga, antes de Cristo. A obra faz parte de outro grande clássico, Ilíada, e retrata a volta de Odisseu para casa após a Guerra de Troia. Inclusive, se esse nome não lhe é estranho, é porque você já deve ter ouvido as muitas histórias do Cavalo de Troia, quando os gregos simularam ter desistido do cerco ao redor da cidade de Troia e, como símbolo da vitória dos rivais, os presentearam com um cavalo de madeira. No entanto, escondidos dentro do artefato, guerreiros ultrapassaram pela primeira vez os portões da cidade e conseguiram conquistá-la.
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Divulgação Na obra de Nolan, iremos acompanhar o retorno de Odisseu para casa após a vitória gloriosa em Tróia. Acontece que, antes de chegar em casa, o personagem de Matt Damon enfrentará um ciclope, monstros marinhos, tempestades orquestradas por Poseidon e uma feiticeira que transforma homens em animais, para dizer o mínimo. Em entrevista para a revista Time, o ator falou um pouco sobre como a história foi adaptada pelo diretor: O roteiro era muito específico sobre o que ele deveria fazer. Ele é muito fiel a Homero porque não é alguém que se reescreve. Mas, tematicamente, o que ele analisou foi realmente interessante.
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Divulgação E não seria uma obra de Christopher Nolan se os cenários fossem os mais reais possíveis, não é? Além de gravar o filme inteiro usando uma câmera IMAX, para maximizar a experiência do público no cinema, o diretor também focou grande parte da verba em objetos em cena, como o navio que transportou Odisseu e sua tripulação. Segundo o Time, a embarcação era realmente navegável, tanto que, além de sobreviver às gravações, também precisou viajar do Marrocos para a Grécia e então para Itália, acompanhando o diretor enquanto ele mudava os cenários das filmagens. Filmes como este não são mais feitos. Fazer isso sem tela verde, do jeito que David Lean faria, eu não conheço ninguém, com exceção do Chris, que esteja sequer tentando, contou Matt Damon. Já Nolan declarou: Eu criei uma reputação de não gostar de efeitos visuais. Mas, sabe, meus filmes ganharam três Oscars de efeitos visuais. Eu entendo muito sobre isso e sou realmente fascinado. Mas gosto de fazer filmes com um tom bem realista.
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Divulgação O diretor aposta tanto em efeitos práticos para o filme que outras áreas acabam sendo afetadas, como a locação dos atores. Em entrevista para o Time, Anne Hathaway contou que todos ficaram hospedados em hotéis simples na Sicília durante as filmagens: Eles guardam o dinheiro para a tela. Temos Tom Holland, Robert Pattinson, uma série de outros atores excelentes, eu, e todos nós estamos hospedados em acomodações econômicas em uma pequena ilha na Sicília porque não há espaço para extravagâncias. É só trabalho, e estamos todos muito felizes por estarmos lá.
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Divulgação Ao todo, o filme foi gravado em seis países diferentes e, se teve uma coisa que a equipe não encontrou em cada locação, foi paz. Matt Damon, que esteve presente na grande maioria dos sets enfrentou longas caminhadas, tempestades, e todo tipo de empecilho causado pela natureza: A piada era que, em cada locação, você pensava: Bem, a próxima locação vai ser mais fácil, porque normalmente em todo filme há um momento em que as coisas melhoram. Mas não melhoraram. Foi implacável. As cenas finais do ator aconteceriam em uma praia no Marrocos, ao lado de Charlize Theron, intérprete de Calipso na trama. No entanto, o que poderia ser um dia tranquilo logo se tornou um caos: Acabou sendo tipo a capital mundial do kitesurf. Estava ventando muito. A areia simplesmente nos atingia os olhos. E não havia absolutamente nada que pudéssemos fazer para bloquear a areia.
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Divulgação E foi uma longa jornada. Segundo a GQ, Nolan e a equipe passaram 91 dias apenas filmando. Eles passaram por Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e fizeram uma parada para gravar em um tanque de água nos estúdios da Universal, nos Estados Unidos.
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Divulgação Tom Holland, que interpreta Telêmaco, filho de Odisseu, uniu-se à equipe durante a passagem deles por Marrocos. Ao chegar para gravar, sendo o ator contou para a GQ, ele se surpreendeu com a produção: Me lembro de caminhar por essa praia durante meia hora e só via soldados gregos, barcos gregos, soldados gregos, a Guerra de Troia, barcos gregos, soldados gregos... Não sei se estou exagerando, mas parecia que eram quilômetros. E eu disse para o assistente de produção: Onde está a equipe? Não vi nenhum sinal de um set de filmagem. Isso parece mais uma reconstituição histórica do que um set de filmagem.
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Divulgação Ao todo, o filme custou cerca de 250 milhões de dólares, cerca de um bilhão e 200 milhões de reais na cotação atual do dólar. Um baita investimento, não é?