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Carolina Dieckmmann já abriu o coração em diversas ocasiões sobre a dor de perder uma pessoa amada e como o luto é um processo enfrentado diariamente. Recentemente, a atriz falou sobre o aniversário de morte da mãe e da avó, Maíra e Marly, que morreram no mesmo dia, mas com cinco anos de diferença. Em publicação nas redes sociais, a artista começou escrevendo sobre como é difícil saber que a mesma data marca duas grandes perdas na família: Minha mãe morreu faz sete anos hoje. Esse verbo terrível conjugado assim na terceira pessoa pra falar dela ainda soa estranho demais. Aliás, pra falar delas, porque cinco anos depois, no mesmo 24 de agosto, morreu minha vó. Minha ancestralidade ceifada em datas iguais, de gosto único e amargo, duro de engolir, difícil aceitar. Em seguida, refletiu sobre o luto e falou sobre a saudade enorme que sente: O luto assim cheio de simbolismo, torna tudo ainda pior,porque parece um combinado do qual eu não fiz parte, mas que mudou tudo em mim. Eu sei que a vida anda , sei da beleza das coisas invisíveis, mas que acontecem pra me roubar um sorriso, aqui, acolá, ou só mesmo pra dar esperança. Sei dos dias impossíveis que ainda hei de viver, sei do coração que tenho miúdo por hoje e imenso já já, sei de tudo; só não sei aprender a viver sem vocês; e nem sei se quero. Mamãe, vovó, vocês nem sabem como está doendo hoje; ou sabem... é possivel; mas o colo morreu com vocês. Eu sinto muito. A seguir, relembre mais vezes em que Carolina falou sobre o luto.
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Em outro momento em que homenageou a mãe, Carolina falou sobre o aniversário de quatro anos da morte de Maíra Dieckmann, que sofreu um mal súbito e morreu nos braços da atriz. Ao compartilhar uma série de fotos ao lado da mãe, Carol começou escrevendo: Uma pausa numa viagem para entrar em outra; viver a memória que mais me dói, há quatro anos. Ao mesmo tempo que o tempo alivia, ele traz uma sensação de distância cada vez maior do último dia. É como querer que passe logo, na mesma dose que se deseja voltar ali, a qualquer custo, no último abraço. Comprei um tamanco como o que minha mãe usava na minha infância… Scholl, de madeira; e a cada passo que eu dou, ouço o mesmo som que faziam as pegadas dela, como se eu pudesse estar misturada sendo ela, sendo eu num tempo/espaço que não existe, assim como esse sentimento doido que é perder de vista quem te trouxe par o mundo. E continuou: Mamãe, sei que você anda comigo, e até mesmo quando não estou de tamanco… Eu sinto. Sei também que não te vejo fora… Há quatro anos que eu só te encontro DENTRO te amo.
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Em 6 de junho, data do aniversário de sua mãe, Carolina deixou palavras carinhosas sobre a Maíra e abriu o coração sobre a saudade que sente dela: Hoje, nesse portal do amor -06/06- nasceu minha mãe e ela faria 75 anos. Pensei tanto nela esses dias... Atravessar qualquer tipo de dor, quando falta o colo da mãe é outra parada. Mas senti, mesmo que só lá no fundo do peito, que ela estava, e estará sempre. Mãe, que o infinito que te acolhe te cubra de luz
ainda mais. Te amo.
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No dia 20 de julho de 2025, Carolina perdeu a melhor amiga, Preta Gil, que morreu nos Estados Unidos aos 50 anos de idade após complicações do câncer. Ao se despedir da cantora, a atriz relembrou os últimos dias que passou ao lado dela: Eu não sei o que dizer... estou sozinha no aeroporto, indo embora sem você. Te fazer carinho - incessantemente - esses últimos quatro dias, estar tão perto, com você...foi o maior presente do mundo. O universo se abriu para que eu estivesse aqui. Nossa conexão me chamou...e eu vim. Eu ainda estou aqui, Preta. Eu vim, eu vim. Descansa, meu amor. Como você lutou... Ao final do texto publicado nas redes sociais, deu um conselho aos seguidores: Vai ser muito difícil, mas é uma benção o tempo que tivemos...e nosso amor é muito maior. Vou morrer de saudade; mas vou viver com você aqui, dentro!!! Amores, obrigada pelas mensagens. Digam eu te amo a quem vocês amam...essa é a lição. Esse é o legado. Isso é Preta Gil.
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Dez dias após a morte de Preta Gil, Carolina usou as redes sociais para fazer um desabafo sobre a dor da perda. Junto a uma selfie, ela começou escrevendo: Oi gente... Vim botar a fuça aqui, com frio, mas com garra, porque, afinal, para levantar é preciso cair. Os últimos dez dias mudaram a minha vida... Não pela guinada, mas pela ausência. Mas esses momentos em que a gente se sente cru, quando a dor chega na carne, trazem uma espécie de lucidez, uma lente super potente, uma hiper sensibilidade mesmo, capaz de enxergar tudo diferente; é quando o olho vê junto, e em sintonia, com o coração. Em seguida, lamentou: Estou vendo tudo. De quem vem com ternura, a quem se aproveita com maldade... É incrível como isso tudo coexiste. Eu sempre achei, no meu jeito doce e inocente de escolher o modo de ver, que uma grande dor, ou um grande amor, fossem capaz de neutralizar toda ruindade das pessoas... Porque desse modo, a empatia seria então uma opção unânime, como que um passaporte, para se ser mais humano. Mas não é assim. De todo jeito, é nessas horas que a gente escolhe o lado que quer alimentar no bicho que somos. É nessa hora que eu tenho vontade de escrever, para sublinhar mesmo, tudo que venho sentindo, assimilar o que entra e o que sai, e fica tão claro, transparente, que não existe nada mais potente do que escolher ser bom, no sentido de emanar coisas boas, de fiscalizar e se certificar que essas escolhas estejam sendo feitas de modo consciente, e com eficiência. E finalizou: Tudo é escolha. O mundo está muito doente, qualquer um vê... Mas existe uma possibilidade divina para que a gente acorde enquanto estivermos vivos. Hoje eu acordei com força de levantar. E vim aqui, porque acho mesmo que tendo uma voz, isso deve servir ao coletivo. Não importa se é uma pessoa, ou mil... Que a gente acorde todos os dias não só para o dia, mas para chance de fazer sempre o bem. Com amor…
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Em agosto de 2025, ao abrir uma caixinha de perguntas nas redes sociais, Carolina foi questionada sobre como conseguia seguir em frente durante um luto tão intenso após a perda de Preta Gil. Ao responder, Carolina relembrou da morte de sua mãe. - Eu perdi a minha mãe seis anos atrás e meio que eu entendi a minha maneira de processar o luto, muito através dessa perda. Pra mim é uma coisa totalmente irregular. Ele não é reto, nem crescente, nem decrescente, cada dia melhor, cada dia pior. Ele é como uma onda: tem dia que você tá numa onda de não acreditar, que você entra em negação, e aí você consegue passar melhor por aquele dia. Ela ainda contou: - Tem dia que você já acorda chorando, com uma dor, com uma angústia, com um peso no peito. Tem dia que você acha que acordou bem e ele fica ruim, tem dia que você acha que acordou ruim e ele fica bom.
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Também em agosto de 2025, Carolina postou um vídeo nas redes sociais no qual surgiu fazendo skincare e falou sobre a rotina de cuidado pessoal após a perda de Preta Gil. No desabafo, revelou que estava evitando se olhar no espelho: - Eu me dei conta que estava evitando me olhar no espelho. É muito doido isso, porque quando acontece alguma coisa triste, que nos deixa mexida, uma perda de uma pessoa ou às vezes pode ser outro motivo que deixa você triste, querendo se conectar com essa dor. A gente, automaticamente, parece que fica com menos vontade de se cuidar. E continuou, falando sobre o luto: - A gente fica tão conectado com aquilo que a gente tem dentro, que acaba que o que tem fora, você se dá conta que aquilo não é tão importante… Acho que o luto pede um olhar para uma outra coisa. Fiquei longe desse lugar que eu gosto. É o momento que eu me olho, me aceito… Fiquei sem querer vir aqui… Hoje fiquei com vontade de limpar meu rosto, de me olhar e me cuidar, mas pode ser que ele venha de novo. Acho que o importante mesmo é respeitar. Se cuidar precisa ser uma coisa que fazemos com prazer. Não pode ser uma obrigação, todo dia igual, tem dia que você está afim. Nem sempre é fácil encarar o espelho.
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Três meses após a morte de Preta, Carolina e voltou a abrir o coração sobre o luto: É a coisa mais estranha do mundo, o próprio mundo, sem ELA aqui. Três meses, aquela coisa do luto, né? Tem horas que parece uma eternidade, noutras, que foi ontem. Às vezes, me pego sorrindo, com alguma lembrança ou com a borboleta-amarela, que traz ela. Às vezes, me pego chorando, assim, do nada, num assalto de emoção.. A famosa finalizou, dizendo que sempre coloca a melhor amiga em todas as ações de sua vida, como se ela ainda estivesse aqui, e honrando a vida da cantora: Sigo tentando pôr a Preta nas coisas inéditas em que ela só pode estar se eu chamar... E eu chamo. Você é para sempre.
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Em outro momento, Carolina foi sincera ao falar sobre a dificuldade de enfrentar o luto diariamente após a morte de Preta: Cinco meses. O luto é um soco todo dia. Às vezes você está mais forte e aguenta firme. Noutros é nocaute... Mas todo dia é um soco, o luto.
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Às vésperas de completar um ano da morte de Preta Gil, Carolina concedeu uma entrevista à revista ELA, na qual conta que viveu um susto durante as filmagens do filme A Viagem ao ser internada após desenvolver uma infecção urinária que chegou a atingir outros órgãos e exigiu tratamento com antibiótico venoso. A artista acredita que o episódio aconteceu em um momento de grande desgaste emocional, já que o filme aborda temas ligados à morte e à espiritualidade: - Acho a morte meio incompreensível. Não entendo por que umas pessoas vivem tanto e outras, pouco. Desde a perda da minha mãe, passei a questionar minhas fé e existência. Não posso dizer que tenha processado os lutos, e senti isso durante A viagem. Percebi estar no jardim da infância dessa compreensão, tentando apaziguar em mim os sentimentos. Na sequência, Carolina falou sobre a perda de Preta e admitiu que ainda custa a acreditar no que aconteceu: - Não realizei a morte da Preta. Para mim, é uma coisa inacreditável. Ao refletir sobre tudo o que viveu ao lado da cantora, a atriz disse que aprendeu uma importante lição sobre a vida: - Que a gente não tem controle sobre nada. Gravei um vídeo para o Instagram falando sobre isso: podemos saber quanto dinheiro temos, mas não quanto tempo.
Divulgação-TV Globo
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