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Publicada em 13/08/2012 às 02:00 | Atualizada em 08/05/2015 às 08:38

- É uma boa hora para parar, diz autora dos livros que inspiraram Gossip Girl sobre o cancelamento

Marcela Bonazzi

Milhares de fãs se reuniram no sábado, dia 11, para ver mais de pertinho Cecily Von Ziegesar, autora dos livros que deram origem à série Gossip Girl. Ela está promovendo seu novo trabalho, Psycho Killer, que mostra a mesma trama do primeiro volume da obra que narra a história de Blair e Serena, mas com as duas sendo psicopatas que matam todos.

Entre um compromisso e outro na Bienal do Livro, que acontece em São Paulo, a escritora bateu um papo exclusivamente com o ESTRELANDO e agora você confere como foi!

ESTRELANDO: Como foi voltar para o começo de toda a história de Gossip Girl para reescrever tudo e criar Psycho Killer?

Cecily: Eu peguei o primeiro livro e mudei para que a Blair e a Serena se tornassem psicopatas e assassinas. Eu reli o primeiro livro como se fosse novo para mim e me surpreendi, disse para mim mesma: Eu adoro isso! Mas também foi interessante ver como eu envolui. O primeiro livro é mais curto que os outros e se passa ao longo de uma semana. Ele é muito contido, eu acredito. Foi estranho, fiquei pensando: Eu escrevi mesmo isso?. Mas foi um exercício divertido voltar para algo que eu tinha escrito e ser capaz de mudar. É uma experiência muito rara para um escritor. O que você escreve é muito precioso, então decidi que não teria nada de precioso. Se eu queria mudá-lo essa era a minha chance.

ESTRELANDO: Como você recebeu a notícia do cancelamento de Gossip Girl?

Cecily: O programa decidiu mostrar os personagens envelhecendo. Eles até pularam alguns anos, eles não fizeram todos os anos de faculdade. Eles envelheceram. [..] Não acho que queremos ver a Blair, a Serena, o Dan ou o Nate se casando, sossegando e tendo filhos. Eu não quero ver isso. Eu quero que eles sejam adolescentes para sempre. É uma boa hora para parar.

ESTRELANDO: O que você acha das torcidas que tem para que determinados casais fiquem juntos, como Blair e Dan ou Blair e Chuck?

Cecily: Tem Chair [nome que os fãs inventaram para o casal Chuck e Blair] e Dair [nome que os fãs inventaram para o casal Dan e Blair]. Eu nem sabia do que eles estavam falando! Eles me perguntavam se eu era fã de Chair e eu dizia: Cadeiras? Eu gosto de cadeiras. [diz ela brincando com a palavra Chair, que tem a mesma grafia de cadeira em inglês]. Demorei um pouco para perceber sobre o que eles estavam falando. Mas para mim é estranho porque no livro eu sinto que criei esse ótimo romance entre a Blair e o Nate, como se eles fossem o casal que vai terminar junto. Na série eles criaram isso entre o Chuck e a Blair. Acho que quero que eles terminem juntos. Mas agora você vai escrever que sou uma fã de Chair! Mas não acho que tenha tanta animação entre Dan e Blair, é mais esse romance melancólico, Chuck e Blair são mais animados. Mas eu gosto da Serena e do Dan. Eu adoro eles. Não sei, fiquei tão surpresa quanto todos da audiência quando eles fizeram isso no programa, porque não tenho idéia do que eles vão fazer.

ESTRELANDO: Você gostou de como foi a feita a adaptação das histórias do livro para a série? De como eles mudaram algumas coisas e mantiveram outras?

Cecily: Eu fiquei feliz que foi ótima [a série]. Eu gostei que foi boa. Poderia ter sido cancelada antes da primeira temporada, então eu não posso reclamar. É uma série muito boa, eu assistiria a ela mesmo que não tivesse escrito os livros. Acho que os atores são ótimos e é programa ótimo de se assistir.

ESTRELANDO: Você ficou contente com a escalação dos atores para a série?
Cecily: Eu não tinha ninguém em mente. Mas agora, quando penso nos personagens eu penso nos atores. A Blake para mim é a Serena e a Leighton é a Blair. Eu nunca tive uma imagem de como eles deveriam ser. A Jenny[que foi vivida por Taylor Momsen na série] não se parece em nada com a Jenny do livro, mas eu gostei do que eles fizeram com a personagem

ESTRELANDO: E o que você achou do Brasil? Planeja voltar?

Cecily: Quando eu vim para o Rio de Janeiro para a Bienal em 2007 eu nunca tinha experimentado algo como aquilo. Agora, vindo da sala [onde ela participou de um bate papo com fãs], as pessoas se empurravam para me ver e é algo que não acontece. Os fãs costumam ser mais privados e se comunicam por redes sociais. Autores não são como se fossem uma celebridade. Talvez apenas a J.K. Rowling [autora de Harry Potter]. Mas é diferente e é incrível. É como ser uma autora famosa de verdade. Fico me perguntando: O quê vocês estão fazendo? Mas eu adoro, é ótimo. Talvez eu arrume minhas malas e me mude para o Brasil.

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