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Publicada em 22/05/2017 às 10:41 | Atualizada em 22/05/2017 às 11:24

Titi Müller abre o jogo sobre polêmica com Danilo Gentili e fala sobre o feminismo em sua vida

Apresentadora trocou alfinetadas com o humorista, que a criticou sobre a forma como ela levanta a bandeira da luta da mulher

Da Redação

Divulgação

Titi Müller já tem uma carreira consagrada como apresentadora, no entanto, a irmã de Tainá Müller vem cada vez mais aparecendo na mídia desde que passou a falar abertamente na televisão sobre as questões feministas e o machismo enraizado na cultura brasileira. Em entrevista à colunista Patricia Kogut, Titi comentou a recente polêmica em que se envolveu com Danilo Gentili, que criticou a forma como Titi levanta a bandeira:

- Daqui a pouco passa. O que ele falou não tem nada a ver. Tenho amigas feministas filiadas a partidos de direita e de esquerda. O feminismo é um movimento apartidário. Já estou acostumada com as pessoas me chamando de feminazi, mas é um absurdo ele querer me encaixotar num movimento partidário.

A apresentadora ainda falou sobre como o tema se tornou parte de sua vida:

- Eu sempre abordei esse tema porque ele faz parte da minha vida. Depois do Lollapalooza (quando disse que as músicas do DJ Asaf Borgore têm cunho machista), ganhei uma bandeira oficial. Tenho participado de vários debates e pretendo descobrir o meu espaço na mídia em relação a esse assunto. Minha ideia é passar o microfone para o máximo de mulheres que eu puder e dar voz a elas. Eu já ocupo um lugar privilegiado, minha voz já é ouvida.

E falou sobre a importância do assunto estar em pauta hoje em dia:

- Muitas meninas me procuraram dizendo que começaram a pensar diferente depois que me ouviram falar. Além disso, muita gente faz denúncia de abusos, que eu direciono para uma rede de apoio. Muitos adolescente da época da MTV cresceram assistindo aos meus programas e vendo apresentadores falando de feminismo, empoderamento, homofobia, gordofobia etc.

Prestes a estrear com a quarta temporada do Anota aí - Os 10 Mais, a apresentadora, que já conheceu mais de 30 países, conta que seu sonho é conhecer um lugar onde as mulheres se sintam seguras:

- Isso independe da riqueza do país. Ainda não conheci um lugar onde as mulheres se sintam seguras andando sozinhas tarde da noite na rua. Já passei por situações complicadas em Nova Iorque, por exemplo. Na Nova Zelândia, considerado um país superseguro, presenciei uma estupro e passei 12 horas na delegacia como testemunha. Acontece em todos os lugares do mundo.

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