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Publicada em 26/06/2017 às 11:55 | Atualizada em 26/06/2017 às 12:22

Cássia Kis conta como ajuda os moradores de rua: - Dou cinquenta reais, cem reais, um sorriso, peço um abraço

A atriz ainda comentou o quanto a supersérie Os Dias Eram Assim contribuí para o conhecimento histórico do público

Da Redação

Divulgação

Cássia Kis está no elenco de Os Dias Eram Assim como Vera. A atriz já fez parte de muitos sucessos na televisão e no cinema, mas garante que a trama, que quebrou recorde de audiência recentemente, tem algo de especial. Em entrevista ao colunista Bruno Astuto, ela comenta o motivo. 

- Discutimos outro dia uma cena por 45 minutos, vendo como poderíamos deixá-la melhor. Isso demanda generosidade. Quando saio e vou ao supermercado, fazem uma roda em torno de mim para comentar. Há gente que não tem a menor ideia do que foi o AI-5. Somos um povo sem educação, que não sabe brigar direito. Acho que o projeto reeduca em todos os sentidos. Contar bem uma história faz a diferença. Nunca vi uma equipe tão unida e feliz.

Ela ainda diz que leva uma vida normal no dia a dia, sem deixar que a fama influencie diretamente em sua rotina. 

Claro, ando de metrô, sempre foi assim. Nunca disse que queria ser famosa e ganhar dinheiro, mas a fama é consequência. Tenho uma responsabilidade muito grande, preciso levar questões às pessoas. Quando deito em meu edredom fofinho, em minha cama maravilhosa, lembro as 15 mil pessoas que moram na rua [no Rio de Janeiro] e sinto que preciso ajudá-las.

Cássia ainda compartilhou o modo como ajuda os moradores de rua.

Às vezes, ando pelo centro da cidade e converso com mendigos, dou cinquenta reais, cem reais, um sorriso, peço um abraço. Converso com meus filhos quando conseguimos reunir todo mundo na hora da refeição. Arranco matérias de jornal e prego na cara deles. Eles me acham arrogante, dizem assim: Ela sabe tudo!. Eu pergunto: E aí, vamos fazer alguma coisa?

Mesmo com os problemas, a atriz tem uma visão otimista do futuro

- Quando eu tinha 16 anos e minha mãe me botou no olho da rua, eu já tinha um guru. Acho que ela sabia a responsabilidade que eu tinha. Trabalhava e fazia teatro, participava da Convergência Socialista, meditava. Corro atrás de saber das coisas, da compaixão. Estamos no mesmo barco neste planeta. E este país tem solução se nos unirmos.

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Cássia Kis conta como ajuda os moradores de rua: - Dou cinquenta reais, cem reais, um sorriso, peço um abraço

24/Mar/

Cássia Kis está no elenco de Os Dias Eram Assim como Vera. A atriz já fez parte de muitos sucessos na televisão e no cinema, mas garante que a trama, que quebrou recorde de audiência recentemente, tem algo de especial. Em entrevista ao colunista Bruno Astuto, ela comenta o motivo. 

- Discutimos outro dia uma cena por 45 minutos, vendo como poderíamos deixá-la melhor. Isso demanda generosidade. Quando saio e vou ao supermercado, fazem uma roda em torno de mim para comentar. Há gente que não tem a menor ideia do que foi o AI-5. Somos um povo sem educação, que não sabe brigar direito. Acho que o projeto reeduca em todos os sentidos. Contar bem uma história faz a diferença. Nunca vi uma equipe tão unida e feliz.

Ela ainda diz que leva uma vida normal no dia a dia, sem deixar que a fama influencie diretamente em sua rotina. 

Claro, ando de metrô, sempre foi assim. Nunca disse que queria ser famosa e ganhar dinheiro, mas a fama é consequência. Tenho uma responsabilidade muito grande, preciso levar questões às pessoas. Quando deito em meu edredom fofinho, em minha cama maravilhosa, lembro as 15 mil pessoas que moram na rua [no Rio de Janeiro] e sinto que preciso ajudá-las.

Cássia ainda compartilhou o modo como ajuda os moradores de rua.

Às vezes, ando pelo centro da cidade e converso com mendigos, dou cinquenta reais, cem reais, um sorriso, peço um abraço. Converso com meus filhos quando conseguimos reunir todo mundo na hora da refeição. Arranco matérias de jornal e prego na cara deles. Eles me acham arrogante, dizem assim: Ela sabe tudo!. Eu pergunto: E aí, vamos fazer alguma coisa?

Mesmo com os problemas, a atriz tem uma visão otimista do futuro

- Quando eu tinha 16 anos e minha mãe me botou no olho da rua, eu já tinha um guru. Acho que ela sabia a responsabilidade que eu tinha. Trabalhava e fazia teatro, participava da Convergência Socialista, meditava. Corro atrás de saber das coisas, da compaixão. Estamos no mesmo barco neste planeta. E este país tem solução se nos unirmos.