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Publicada em 20/09/2017 às 13:40 | Atualizada em 20/09/2017 às 13:46

Fernanda Gentil conta como assumiu a sexualidade para a família

A jornalista confessou que todo o processo foi bastante natural

Da Redação

Divulgação

Fernanda Gentil participou do programa Papo de Almoço na última terça-feira, dia 19, e contou a história de quando se assumiu homossexual para a família. A apresentadora, que namora a jornalista Priscila Montandon, usou como argumento o fato de que foi criada sem preconceitos e que, agora, pedia que seus pais praticassem tudo o que passaram à ela. 

- A gente tem uma relação muito próxima e esse processo todo foi muito junto, eu e eles. Olho no olho. Minha mãe foi a primeira pessoa a saber. Conversamos, sentamos várias vezes para conversar lá em casa. Agora, a gente até então, tinha uma estrutura padrão. E os valores e princípios, os ensinamentos, a educação, sempre foram muito presentes. Falamos sobre tudo: virgindade, drogas. O diálogo sempre foi muito presente. Então quando aconteceu, eu disse Mas vocês não disseram sempre que o preto não é menor, que o pobre não é menor, que o gay não é menor? Agora está acontecendo em casa e vocês vão me decepcionar muito se forem por outro caminho. Eu vou ter que nascer de novo para aprender a viver assim, porque tudo que eu aprendi em 30 anos de vida, agora que a gente tem que exercer. 

Foi então que Fernanda deu três opções aos pais.

- Essa foi uma das últimas conversas. Falei Vão para casa, pensem. Vocês têm o tempo de vocês, eu tenho o meu. A gente tem três opções claras. Primeira: não querem conviver e não querem saber, e aí vai ser uma nova vida para mim a partir de agora, mas eu vou sobreviver. Porque eu mereço. Eu tenho a minha casa, o meu trabalho, os meus filhos, eu ajudo os outros, eu tenho uma associação beneficente, eu faço tudo como cidadã, então eu vou sobreviver a isso. A segunda opção: o meio-termo; não quero estar perto, porém quero saber. E a terceira opção, que é conhecendo vocês desde que eu nasci, que é a que eu espero que vocês tomem, é: eu quero conviver e saber. Então vamos estar juntos. 

Surpreendentemente, depois dessa conversa, tudo aconteceu da forma mais natural possível

- Eles ficaram calados e eu esperava a primeira opção desde já. Não responderam. Foram para casa. Depois de umas duas semanas, o meu pai me deu uma resposta, perguntando se ela estava comigo em casa e que iria comer uma pizza com a gente. E aí chegou como se nada tivesse acontecido, claramente tendo absorvido a notícia, a mensagem e escolhido a terceira opção. E minha mãe logo depois, eu ia viajar para onde o namorado dela mora, e ela perguntou se não gostaríamos de ficar na casa dele. Nunca mais tocamos no assunto. E é isso. Fui eu entender que eles precisavam de um tempo e eles entenderem que o quê eles ensinam, não é da boca para fora. 

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Fernanda Gentil conta como assumiu a sexualidade para a família

Fernanda Gentil conta como assumiu a sexualidade para a família

21/Fev/

Fernanda Gentil participou do programa Papo de Almoço na última terça-feira, dia 19, e contou a história de quando se assumiu homossexual para a família. A apresentadora, que namora a jornalista Priscila Montandon, usou como argumento o fato de que foi criada sem preconceitos e que, agora, pedia que seus pais praticassem tudo o que passaram à ela. 

- A gente tem uma relação muito próxima e esse processo todo foi muito junto, eu e eles. Olho no olho. Minha mãe foi a primeira pessoa a saber. Conversamos, sentamos várias vezes para conversar lá em casa. Agora, a gente até então, tinha uma estrutura padrão. E os valores e princípios, os ensinamentos, a educação, sempre foram muito presentes. Falamos sobre tudo: virgindade, drogas. O diálogo sempre foi muito presente. Então quando aconteceu, eu disse Mas vocês não disseram sempre que o preto não é menor, que o pobre não é menor, que o gay não é menor? Agora está acontecendo em casa e vocês vão me decepcionar muito se forem por outro caminho. Eu vou ter que nascer de novo para aprender a viver assim, porque tudo que eu aprendi em 30 anos de vida, agora que a gente tem que exercer. 

Foi então que Fernanda deu três opções aos pais.

- Essa foi uma das últimas conversas. Falei Vão para casa, pensem. Vocês têm o tempo de vocês, eu tenho o meu. A gente tem três opções claras. Primeira: não querem conviver e não querem saber, e aí vai ser uma nova vida para mim a partir de agora, mas eu vou sobreviver. Porque eu mereço. Eu tenho a minha casa, o meu trabalho, os meus filhos, eu ajudo os outros, eu tenho uma associação beneficente, eu faço tudo como cidadã, então eu vou sobreviver a isso. A segunda opção: o meio-termo; não quero estar perto, porém quero saber. E a terceira opção, que é conhecendo vocês desde que eu nasci, que é a que eu espero que vocês tomem, é: eu quero conviver e saber. Então vamos estar juntos. 

Surpreendentemente, depois dessa conversa, tudo aconteceu da forma mais natural possível

- Eles ficaram calados e eu esperava a primeira opção desde já. Não responderam. Foram para casa. Depois de umas duas semanas, o meu pai me deu uma resposta, perguntando se ela estava comigo em casa e que iria comer uma pizza com a gente. E aí chegou como se nada tivesse acontecido, claramente tendo absorvido a notícia, a mensagem e escolhido a terceira opção. E minha mãe logo depois, eu ia viajar para onde o namorado dela mora, e ela perguntou se não gostaríamos de ficar na casa dele. Nunca mais tocamos no assunto. E é isso. Fui eu entender que eles precisavam de um tempo e eles entenderem que o quê eles ensinam, não é da boca para fora.