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Publicada em 17/12/2017 às 11:49 | Atualizada em 17/12/2017 às 12:09

Preta Gil relembra consumismo que a fez perder apartamento: Meu vício era comprar e comer

Cantora abriu o coração ao falar sobre fase difícil em que era compulsiva por fazer compras

Da Redação

Divulgação

Preta Gil confessou que já foi uma pessoa compulsiva por compras. Em entrevista ao jornal Extra, a cantora, que promove neste domingo, dia 17, seu brechó de luxo a preços populares, contou que há 20 anos seu consumismo se tornou uma doença. Desde 2007 estimulando o consumo consciente, Preta revela que já se endividou por causa do vício e chegou a perder seu apartamento. 

- Estou 100% curada. Não compro mais nada por impulso. Quando eu era compulsiva, aquilo foi virando uma bola de neve, fui adquirindo dívidas e mais dívidas. Fiquei devendo muito ao cartão de crédito. Lembro até hoje do meu pai me dizendo: Você tem um apartamento, então venda. Eu não vou te ajudar, você deixou isso acontecer” Naquela época, ninguém achava que aquilo era doença, até hoje é um problema visto com preconceito, mas é, sim, uma doença da alma. Eu não tinha vício em bebida, drogas, nada disso. O meu vício era comprar e comer. Foi quando eu fiquei mais gorda na vida, cheguei a pesar mais de 100kg. Eram as duas válvulas de escape para a minha tristeza. Tive que me tratar e me sacrificar. Vendi o apartamento pelo qual lutei tanto. Comprava três pares de sapatos iguais, porque tinha medo de um estragar.

A filha de Gilberto Gil relembrou que durante o tratamento, com terapia e acompanhamento médico, teve uma recaída e acabou comprando numa loja de grife três bolsas de mais de 15 mil reais. Com a ajuda de Ivete Sangalo e da mãe, Sandra, Preta conseguiu sair do fundo do poço:

- Um dia, cheguei ao apartamento que eu tinha acabado de comprar, o mesmo que eu havia vendido dois anos antes, e dei de cara com Ivete e minha mãe. Elas colocaram as bolsas na sala, marcando os lugares dos móveis, e disseram: Para cá, você poderia ter comprado um sofá; para lá, uma mesinha de centro... Eu tinha dinheiro, estava me tratando, e minha prioridade não deveriam ser três bolsas. Meu problema nem era peça cara, era a quantidade. Uma bolsa de 15/20 mil, quem pode, compra uma vez por ano; não duas, três. Não tem necessidade. Me dava uma excitação na hora, mas logo vinha um vazio absurdo. Hoje, eu penso muito antes de comprar algo de valor. Não tenho mais essa compulsão. Para eu comprar uma bolsa cara, por exemplo, penso se preciso mesmo. E, automaticamente, já pego uma ou duas e doo..

Com o sonho de lançar sua própria grife, Preta ainda contou que usa número 44, mas que isso nunca foi um problema para criar seu próprio estilo:

Sempre fui muito vaidosa, mas nunca refém. Quando eu era magra, e fui por muitos anos, tinha estilo próprio. Conforme fui ficando gordinha, tive que ir aumentando meu grau de criatividade porque, infelizmente, a gente não tem no mercado roupas bonitas para as gordinhas. Hoje, até tem o início de uma história, mas há dez anos isso não existia. Eu não conseguia comprar tão facilmente como agora. Também tenho parceiros que desenvolvem peças para o meu tamanho, e isso foi gerando nas marcas uma transformação. A moda plus size é uma conquista, mas a gente ainda vive numa ditadura muito forte. A moda ainda não é para todos. 

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