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Publicada em 03/05/2018 às 10:25 | Atualizada em 03/05/2018 às 11:51

Zizi Possi dispara: - As gravadoras preferiram tratar com gente menos complicada, que tem talento, mas é acéfala

A cantora foi entrevistada por Fábio Porchat na última quarta-feira, dia 2

Da Redação

Divulgação

Zizi Possi, ocupou a poltrona roxa do Programa do Porchat na última quarta-feira, dia 2, e abriu o jogo em relação ao atual cenário musical, sem poupar críticas. Durante a entrevista, a mãe de Luiza Possi falou sobre a dificuldade de ser um artista que não se encaixa em um único estilo musical e disse que, ao contrário da postura adotada por ela, os cantores atualmente estão condicionados a seguirem ordens:

- Quando você é um artista que tem muitos talentos, plural, que você pode fazer várias coisas, é complicado pra caramba, porque eles não conseguem colocar um rótulo [...] Tratar com gente como matéria prima de indústria é complicado. Tão complicado que as gravadoras preferiram tratar com gente menos complicada, que tem talento, mas é acéfala. Você manda, ela faz.

E disparou:

- Com gente assim, eu tenho até inveja. Juro. Porque é muito mais fácil viver assim. Ter opinião, pensar, sentir dá um trabalho.

Zizi ainda se sentir uma pessoa vitoriosa, porque, vindo de uma formação musical acadêmica, se recusou a repetir padrões de sucesso:

- Comecei a fazer o que meu coração mandava. E o que meu coração mandava era completamente oposto do que estava rolando.

Saltando para uma análise do cenário atual, a cantora falou sobre a MPB e cutucou o funk:

- Acho que a MPB está em stand-by, porque não tem público hoje. Quer dizer, existe público, é que é mais difícil de você chegar até esse público [...] Os espaços de rádio, por exemplo, não tem MPB. A gente está vivendo um momento funk, onde tem agressões, ritmo, coisa gostosa, mas tem muito perigo, onde tem tudo. Todos esses comportamentos sociais é o que dita o que vai ser tocado.

E concluiu:

- Eu não desqualifico o mundo porque ele está diferente daquilo que eu vi e quando eu vi era mais bacana. Lógico que eu acho que o que eu vivi era mais bacana, mas vocês estão vivendo agora, para vocês, isso é o bacana. Eu só fico rezando, torcendo para que vocês encontrem sentido, porque tudo o que é vendido para essa geração é vendido como forma, não tem conteúdo dentro. E você não para mais, não tem essa coisa de você parar e realmente prestar atenção em alguma coisa.

Relembre alguns dos melhores momentos do Programa do Porchat!


Outro feito inédito que Fábio conseguiu fazer em seu programa foi bagunçar o cabelo de Roberto Justus. O apresentador do Power Couple é conhecido por estar sempre com os fios arrumados de maneira impecável, mas acabou deixando Porchat realizar o sonho de bagunçar suas madeixas e ainda revelou que ele foi o único homem que já tocou nos fios.

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Zizi Possi dispara: <i>- As gravadoras preferiram tratar com gente menos complicada, que tem talento, mas é acéfala</i>

Zizi Possi dispara: - As gravadoras preferiram tratar com gente menos complicada, que tem talento, mas é acéfala

A cantora foi entrevistada por Fábio Porchat na última quarta-feira, dia 2

03/Mai/2018

Da Redação

Zizi Possi, ocupou a poltrona roxa do Programa do Porchat na última quarta-feira, dia 2, e abriu o jogo em relação ao atual cenário musical, sem poupar críticas. Durante a entrevista, a mãe de Luiza Possi falou sobre a dificuldade de ser um artista que não se encaixa em um único estilo musical e disse que, ao contrário da postura adotada por ela, os cantores atualmente estão condicionados a seguirem ordens:

- Quando você é um artista que tem muitos talentos, plural, que você pode fazer várias coisas, é complicado pra caramba, porque eles não conseguem colocar um rótulo [...] Tratar com gente como matéria prima de indústria é complicado. Tão complicado que as gravadoras preferiram tratar com gente menos complicada, que tem talento, mas é acéfala. Você manda, ela faz.

E disparou:

- Com gente assim, eu tenho até inveja. Juro. Porque é muito mais fácil viver assim. Ter opinião, pensar, sentir dá um trabalho.

Zizi ainda se sentir uma pessoa vitoriosa, porque, vindo de uma formação musical acadêmica, se recusou a repetir padrões de sucesso:

- Comecei a fazer o que meu coração mandava. E o que meu coração mandava era completamente oposto do que estava rolando.

Saltando para uma análise do cenário atual, a cantora falou sobre a MPB e cutucou o funk:

- Acho que a MPB está em stand-by, porque não tem público hoje. Quer dizer, existe público, é que é mais difícil de você chegar até esse público [...] Os espaços de rádio, por exemplo, não tem MPB. A gente está vivendo um momento funk, onde tem agressões, ritmo, coisa gostosa, mas tem muito perigo, onde tem tudo. Todos esses comportamentos sociais é o que dita o que vai ser tocado.

E concluiu:

- Eu não desqualifico o mundo porque ele está diferente daquilo que eu vi e quando eu vi era mais bacana. Lógico que eu acho que o que eu vivi era mais bacana, mas vocês estão vivendo agora, para vocês, isso é o bacana. Eu só fico rezando, torcendo para que vocês encontrem sentido, porque tudo o que é vendido para essa geração é vendido como forma, não tem conteúdo dentro. E você não para mais, não tem essa coisa de você parar e realmente prestar atenção em alguma coisa.

Relembre alguns dos melhores momentos do Programa do Porchat!