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Publicada em 09/09/2019 às 16:40 | Atualizada em 09/09/2019 às 17:51

Emanuelle Araújo revela tristeza profunda após perda do pai e dispara: Pessoas não querem olhar para os problemas

A atriz ainda comenta sobre gravidez aos 16 anos de idade, machismo e a aborto

Da Redação

Divulgação

Emanuelle Araújo fez um longo desabafo sobre perdas, aborto e feminismo em entrevista para O Globo. De início, a artista deixa claro a angústia da perda de seu pai em fevereiro, que a acompanhava em sua paixão pela música e se diz no ano mais triste de sua vida.

A cantora ainda traz à tona a questão de ter se tornado mãe aos 16 anos de idade, mesmo se declarando pró-aborto, e revela sobre o machismo que sofreu por parte de seu pai na época:

- Meu pai era sertanejo, machista e, quando engravidei, foi um horror, ficou arrasado, a filhinha dele grávida, o que vão dizer? A crise durou dois meses, aí veio acolhimento.

E continua:

- Eu era líder de classe, lutava pelos direitos coletivos. Meu discurso era: se engravidar, aborto, não tô pronta para isso. Quando engravidei, não consegui pensar assim nem por um segundo. Era mais discurso do intelecto do que do coração. Mas sou a favor de que a mulher tenha o direito pelo seu próprio corpo.

Atualmente, a atriz interpreta Zuleika na novela Órfãos da Terrae se arriscou em fazer uma comparação com sua própria vida.

- Temos vivências parecidas, mas estruturalmente diferentes. Ela foi criada em padrões machistas, mas não entende isso como machismo. É uma feminista instintiva, questiona por não se adequar. Minha mãe é educadora, tem um feminino potente, fui criada assim. O que me interessa é comunicar com pessoas que não têm a cultura do feminino potente, mas não se encaixam no padrão. Tá cheio de mulher assim. E ela tem honestidade emocional, o que mais pedi este ano.

A honestidade emocional que a atriz comenta tem muito a ver com a fase pela qual ela está passando agora, que se diz ser a pior que já teve:

- Meu pai tinha falecido e pensei: Isso vai acompanhar este ano. Tô triste e pronto. Porque a nossa sociedade exige que a gente esteja sempre ok. Sou uma pessoa alegre por natureza, mas esse está sendo o ano mais triste da minha vida, complementou.

Para finalizar, Emanuelle discorre sobre especulações de que ela estaria namorando Andreia Horta, por ter postado uma foto juntas. Ela nega e ainda faz uma crítica:

Já disseram que namorava a Nanda Costa, parece que pego todas as minhas amigas. A Andreia é minha irmã. Eu tenho preguiça disso. Por que temos que sexualizar tudo, até o afeto? O que importa se é homem, mulher ou poste? Estamos confusos, tem muita coisa acontecendo, as pessoas não querem olhar para os problemas e a bobagem alivia.


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Emanuelle Araújo revela tristeza profunda após perda do pai e dispara: <i>Pessoas não querem olhar para os problemas</i>

Emanuelle Araújo revela tristeza profunda após perda do pai e dispara: Pessoas não querem olhar para os problemas

30/Mar/

Emanuelle Araújo fez um longo desabafo sobre perdas, aborto e feminismo em entrevista para O Globo. De início, a artista deixa claro a angústia da perda de seu pai em fevereiro, que a acompanhava em sua paixão pela música e se diz no ano mais triste de sua vida.

A cantora ainda traz à tona a questão de ter se tornado mãe aos 16 anos de idade, mesmo se declarando pró-aborto, e revela sobre o machismo que sofreu por parte de seu pai na época:

- Meu pai era sertanejo, machista e, quando engravidei, foi um horror, ficou arrasado, a filhinha dele grávida, o que vão dizer? A crise durou dois meses, aí veio acolhimento.

E continua:

- Eu era líder de classe, lutava pelos direitos coletivos. Meu discurso era: se engravidar, aborto, não tô pronta para isso. Quando engravidei, não consegui pensar assim nem por um segundo. Era mais discurso do intelecto do que do coração. Mas sou a favor de que a mulher tenha o direito pelo seu próprio corpo.

Atualmente, a atriz interpreta Zuleika na novela Órfãos da Terrae se arriscou em fazer uma comparação com sua própria vida.

- Temos vivências parecidas, mas estruturalmente diferentes. Ela foi criada em padrões machistas, mas não entende isso como machismo. É uma feminista instintiva, questiona por não se adequar. Minha mãe é educadora, tem um feminino potente, fui criada assim. O que me interessa é comunicar com pessoas que não têm a cultura do feminino potente, mas não se encaixam no padrão. Tá cheio de mulher assim. E ela tem honestidade emocional, o que mais pedi este ano.

A honestidade emocional que a atriz comenta tem muito a ver com a fase pela qual ela está passando agora, que se diz ser a pior que já teve:

- Meu pai tinha falecido e pensei: Isso vai acompanhar este ano. Tô triste e pronto. Porque a nossa sociedade exige que a gente esteja sempre ok. Sou uma pessoa alegre por natureza, mas esse está sendo o ano mais triste da minha vida, complementou.

Para finalizar, Emanuelle discorre sobre especulações de que ela estaria namorando Andreia Horta, por ter postado uma foto juntas. Ela nega e ainda faz uma crítica:

Já disseram que namorava a Nanda Costa, parece que pego todas as minhas amigas. A Andreia é minha irmã. Eu tenho preguiça disso. Por que temos que sexualizar tudo, até o afeto? O que importa se é homem, mulher ou poste? Estamos confusos, tem muita coisa acontecendo, as pessoas não querem olhar para os problemas e a bobagem alivia.