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Publicada em 07/02/2020 às 00:04 | Atualizada em 06/02/2020 às 19:05

Olivia Araujo fala sobre a sua personagem em Malhação - Toda Forma de Amar: - Todo mundo conhece uma Vânia

A atriz ainda revelou os seus planos para 2020

Carolina Rocha

Divulgação-TV Globo

Olivia Araujo vem encantando o público na pele de Vânia, sua personagem em Malhação - Toda Forma de Amar! E em entrevista ao ESTRELANDO, Olivia contou tudo sobre a sua profissão - e revelou, inclusive, como optou por seguir a carreira de atriz. 

- A minha escolha aconteceu ainda criança, por eu ter assistido um filme em casa com os meus pais. Eu nem sabia que aquela profissão era a de atriz, mas eu sabia que aquele universo me encantou. Então durante aquela fase da infância, pré-adolescência e adolescência, sonhei em ser atriz. Mas junto com isso, vieram outras vontades também. A minha família não é uma família de artistas, e sim de outras profissões. Então eu pensei em ser fisioterapeuta e atriz. Até que surgiu uma oportunidade de entrar para o teatro amador e dali eu não saí mais! Eu já fiz algumas outras coisas para me bancar na vida, né, mas a profissão de atriz e o teatro sempre estiveram ali. 

A artista ainda fez uma reflexão e afirmou que Vânia é uma personagem que representa milhares de brasileiros. 

- Eu não tenho filhos, mas tenho essa vivência da Vânia. Eu acho que a Vânia é um personagem muito próximo de todos nós brasileiros. Todo mundo conhece uma Vânia, ou tem uma Vânia na família, ou até várias Vânias na família. Ou amigos, enfim, pessoas que bancaram sozinhas as suas filhas porque sua relação não deu certo. São mulheres populares, trabalhadoras, então é um universo próximo, apesar de não ser a minha vida. 

Olivia também revelou o que tem em comum com Vânia. 

- Talvez o que eu tenha em comum com ela é a perseverança. Eu admiro isso, essa coisa que todos nós brasileiros temos. Acontece uma coisa ruim, aí a gente vai lá e reconstrói, com esperança, com um sorriso no rosto. Apesar do momento não estar favorável, a perseverança ainda está lá. Talvez seja o nosso maior bem e o nosso maior pecado. 

E o racismo que Vânia e sua filha, Jaqueline, enfrentam na novela, vem chamando a atenção do público para a causa. 

- O que eu tenho percebido, é que nas últimas temporadas, é um assunto que tem vindo com uma certa constância. É um assunto que a gente tem que falar sempre, lógico, porque essa questão não é só no Brasil, mas mundial, e acho que temos que ficar atentos com isso. Os momentos que a Vânia e a Jaqueline viveram tiveram uma resposta muito positiva do público. 

E por causa de Malhação, Olivia está cada vez mais próxima do público jovem. 

- É uma relação ótima! É importante também saber que o mundo se transforma através dos jovens, né? É uma relação de troca e de aprendizado também. 

A atriz aproveitou para citar todos os atores que ela admira - e que fizeram diferença em sua carreira.

- Eu digo sempre que a Ruth de Souza é a minha musa inspiradora. É uma atriz que me encantou no cinema, ainda criança. Mas tem muita gente... Tem a Chica Xavier, Milton Gonçalves, Eva Wilma, Fernanda Montenegro, é claro, tem tanta gente... Ana Lúcia Torre, que eu acho maravilhosa, Vera Holtz... São pessoas que a gente cresceu vendo, né? Tenho profunda admiração e agradecimento, porque eles abriram portas para mim e tantas outras atrizes que estão trabalhando agora. 

Sincera, Olivia contou qual a maior dificuldade da sua profissão.

- É reconhecer que o trabalho cultural é importante para a formação do país. Para a educação, o conhecimento, a troca. E eu acho que às vezes as pessoas colocam a arte só no lugar do entretenimento. A arte vem para questionar, causar discussões, polêmicas, fazer com que a gente entenda um mesmo assunto de várias formas. Acho que para todos nós, a principal dificuldade é quando não se reconhece o trabalho que fazemos para o nosso país, e isso afeta todos nós: atores, diretores, artistas plásticos, bailarinos... todos nós. 

Em 2001, Olivia ganhou dois prêmios de Melhor Atriz por seu trabalho em Domésticas. Agora, ela acaba de ganhar o Prêmio Ubuntu de Cultura Negra, também na categoria Melhor Atriz.

- Foi muito legal, um reconhecimento muito positivo. É uma alegria, foi tão surpreendente ter sido indicada. Só me dá satisfação e vontade de trabalhar ainda mais, de estar presente dentro da minha profissão. É uma maneira também de encontrar os colegas.

Por fim, a artista revelou quais são os seus planos para este ano. 

- Eu não tenho nenhum papel [em mente], não, eu quero continuar trabalhando! Todo papel tem seu mérito, é bom fazer. É muito bom criar personagem, muito bom provocar, ter a reação do público. Então meu desejo como atriz é continuar ter oportunidades de trabalho. 2020 está começando e temos Malhação até maio. Depois disso, eu quero voltar a fazer teatro também, e dar ideias, fazer roteiro. E tem outras coisas que estamos pensando mais para frente. É um ano, se Deus quiser, de muito trabalho!

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