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Publicada em 07/05/2020 às 11:00 | Atualizada em 07/05/2020 às 13:08

Flávio Migliaccio morreu e não recebeu indenização de causa ganha - após lutar por 20 anos na Justiça

O ator processou a extinta TVE por conta da série Tio Maneco, que protagonizou no começo de sua carreira

Da Redação

Divulgação-TV Globo

O ator Flávio Migliaccio morreu na última segunda-feira, dia 4, aos 85 anos de idade e estava brigando judicialmente há 20 anos com inicialmente a extinta TVE, e que depois veio a ser sucedida pela Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (ACERP). A causa já estava ganha, mas a associação, com a morte do ator, entrou com um pedido de suspensão da ação até que se apresente um sucessor de Flávio.

Agora, segundo informações da colunista Fábia Oliveira, esse sucessor seria o filho do ator, Marcelo Migliaccio. O advogado da família, Sylvio Guerra, informou o seguinte:

- A ACERP deu uma de urubu na carniça, meramente para fins procrastinatórios, já que o processo está com o perito e não depende de nenhum ato das partes ou da juíza, não havendo qualquer necessidade de suspensão. Comportamento desrespeitoso, desleal, odioso e que tangencia a má fé processual.

O processo, movido por Flávio há 20 anos, diz respeito à destruição das fitas de rolo que continham os mais de 400 capítulos da série Tio Maneco, interpretado por ele na TVE. Além dessa indenização, que essa empresa lutou por esses anos todos para não pagar, Migliaccio ganhou na Justiça o direito de receber 50% da obra, que foi perdida por causa do desgaste causado pelo tempo.

O valor da indenização ainda será apurado por um perito.

Logo abaixo, relembre os famosos que lamentaram a morte de Flávio:


Lúcio Mauro Filho escreveu um lindo texto para falar sobre a morte do artista: O dia amanheceu com a triste notícia do falecimento do meu querido companheiro Flávio Migliaccio, mais um mestre que parte para o outro plano. Fui fã de primeira hora de seu mítico personagem Tio Maneco e tive a honra de fazer seu filho no espetáculo “Os Ratos do Ano 2030”, de sua autoria, uma história que se passava no futuro em que pai e filho só podiam se comunicar por videochamada. Alguma semelhança com os tempos em que estamos vivendo? Flávio era assim, visionário, louco, gentil e rabugento. Juntos fizemos a comédia infanto-juvenil “Os Porralokinhas”, na Chapada dos Guimarães. Mesmo quando estávamos no set ralando (põe ralação nisso!), ele sempre me divertia com suas histórias. No filme éramos rivais e ele interpretava Tio Maneco, depois de trinta anos! Eu amei poder ser o vilão de um filme de um dos meus primeiros ídolos e viver com ele essa experiência maluca de filmar em plena floresta, cuidados pelo índios. Vi ali um artista de 70 anos, cheio de energia e disponibilidade, dando o sangue (quase que literalmente) e mostrando que o ator pode tudo! Obrigado por tanto, Flávio! Descansa em paz!

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