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Publicada em 01/12/2021 às 14:52 | Atualizada em 01/12/2021 às 15:31

Cleo, Karol Conká e Azzy lançam clipe de Tormento e falam sobre o poder feminino: - É sobre a gente ressurgir

A música fala sobre a opressão que o patriarcado exerce sobre as mulheres

Yasmin Luara

Divulgação

Os fãs de Cleo, Karol Conká e Azzy certamente têm motivos para comemorar nesta quarta-feira, dia 1°! Isso porque o trio lançou, na última terça-feira, dia 30, o single Tormento, que fará parte do primeiro disco da filha de Fábio Jr., previsto para 2022. O clipe, por sua vez, foi disponibilizado na tarde desta quarta, pouco depois de uma coletiva de imprensa sobre o projeto da qual o ESTRELANDO participou.

No clipe, que você confere ao final do texto, as três cantoras assumem o papel de feiticeiras e usam magia para mostrar que não terão sua voz calada por homens. O vídeo vem com uma série de referências à trajetória profissional e pessoal das artistas - antes da parte de Karol Conká, por exemplo, é possível ver uma lápide na qual está escrito Mamacita e tem como data de morte o dia 23 de fevereiro de 2021, quando foi eliminada do BBB com 99,17% dos votos -, além de aspectos que remetem a caça às bruxas da Idade Média.

De acordo com Cleo, a ideia da letra veio junto com algumas reflexões em meio à pandemia, principalmente relacionadas a como a mulher costuma ser estereotipada, a opressão que o patriarcado exerce sobre as mulheres, e como a potência do poder feminino pode romper esse ciclo:

- Eu estou trabalhando nesse álbum há uns 2 anos, estava quase pronto antes da pandemia, mas durante o isolamento outros processos de autoconhecimento acabaram se revelando para mim e daí eu quis adicionar e mudar muita coisa do álbum. Tormento veio junto dessa nova leva de ideias, a gente queria falar sobre as várias facetas que a gente tem dentro da gente como ser humano, mas que como mulher é tão difícil viver elas, porque estão sempre tentando colocar a gente dentro de uma caixa. Eu queria falar sobre isso, sobre renascimento, de uma forma divertida, mas um pouco sombria também.

A participação de Conká e Azzy, inclusive, foi pensada desde o começo pelo fato de as duas terem uma trajetória que conversa com a proposta de Cleo para a faixa. Para Karol, o convite da participação veio como um presente, já que a artista diz que conseguiu expressar sentimentos que ainda não havia conseguido colocar para fora. Já Azzy entrega que Cleo sempre foi uma inspiração a nível profissional, justamente por ser pioneira na questão da representatividade feminina no meio da música:

- Vou tietar! A Cleo traz uma representatividade desde muito tempo, a Karol também dentro do rap nacional tem uma representatividade absurda, e fazer parte desse projeto principalmente com a proposta que ele traz é muito importante pra mim, porque é sobre vozes que foram caladas. A gente fez uma união entre todos os problemas que a gente teve que enfrentar, e colocou isso em música. É realmente sobre a gente ressurgir e mostrar que independente de tudo, a gente está aí.

Durante a coletiva, o trio ainda comentou sobre as dificuldades das mulheres em serem respeitadas dentro do meio da música, tanto por colegas de profissão quanto por membros da equipe. Além disso, as três entregam que, mesmo com a carreira consagrada, ainda se sentem deslegitimadas e que isso é comum entre muitas mulheres, de modo que é importante que as mulheres se unam cada vez mais nesse cenário. Com isso, as letras que transformam a dor em arte e expõe essas questões também acabam sendo uma válvula de escape para esse grito que, muitas vezes, representam a situação de muitas mulheres. Essa situação, para Cleo, tem tudo a ver com a perseguição à mulheres na Idade Média, coisa que ela buscou inserir no clipe:

- Quando a gente compôs tormento, já veio uma coisa na minha cabeça porque assim, esse tema de ser calada, ser objetificada, ser colocada dentro de uma caixa é uma coisa recorrente pra mim. De não ser dado o direito de se reinventar, ou de renascer e crescer, e querer falar das suas dores,e de não ser levada a sério. E isso pra mim remete muito à caça às bruxas, a queima de mulheres que eram caçadas por simplesmente não se encaixarem nos padrões de uma sociedade.

O clipe ainda vem carregado de coreografias, que combinam com a batida mais pesada do que os fãs estão acostumados a ver nas produções de Cleo, e traz um elemento muito comum às produções da artista, o fogo, tanto na letra quanto nos efeitos do vídeo.

- Eu sinto que o fogo é um elemento de muita transformação, e essa música é sobre isso. Tormento é mais sobre um renascimento, e o fogo traz essa possibilidade, de você queimar pra nascer algo novo, e tem a expansão também, o fogo também expande, ele também alcança. E é um elemento que eu tenho muito no meu mapa astral [risos] então pra mim é um tema muito recorrente, eu tenho muito essa ideia do fogo. Principalmente por conta dessa questão da queima das mulheres, do fogo usado como forma de extinguir as mulheres, e acho que usar o fogo como renascimento é tomar o poder de volta.

Confira o vídeo abaixo!


A seguir, veja 40 atrizes e atores que, como Cleo, também são músicos!


Robert Pattinson também é guitarrista, mas não para por aí. Quando morava em Londres, conciliava a carreira no teatro com a de músico e se apresentava pelos bares da cidade. Duas de suas canções estão na trilha sonora oficial do primeiro filme da saga Crepúsculo, Never Think e Let Me Sign.

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