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Publicada em 06/04/2022 às 23:00 | Atualizada em 06/04/2022 às 11:40

Filho de Flavio Cavalcanti transforma legado do apresentador em livro e mostra lado desconhecido: Estava mais do que na hora de trazê-lo de volta

A obra reúne passagens da trajetória pessoal e profissional de Flavio Cavalcanti, uma das figuras mais importantes e polêmicas da TV brasileira

Letícia Giollo

Divulgação

Nossos comerciais, por favor! Quem aí se lembra da célebre frase de Flavio Cavalcanti? Desvendar um dos maiores e mais polêmicos apresentadores da televisão brasileira, não deve ser fácil, mas para Flavio Cavalcanti Jr. a tarefa foi nostálgica e prazerosa. O motivo? Ele o chamava de pai. No livro Senhor TV - A Vida Com o Meu Pai, o autor abre o baú de memória e navega pela mente brilhante, criativa, batalhadora e controversa que comandava programas de rádio e de televisão entre as décadas de 1950 e 1980. 

Carioca, nascido em 1923, Cavalcanti se consagrou como uma das lendas da mídia ao lado de Chacrinha e Silvio Santos. O comunicador apresentou o primeiro programa exibido em rede nacional, na TV Tupi, lançou grandes artistas, como Alcione, Emílio Santiago e Fafá de Belém, e (pasmem!) conseguiu uma entrevista exclusiva com o presidente norte-americano John F. Kennedy.

Mas, como nem tudo são flores, principalmente naquela época, o seu estilo polêmico de dizer tudo o que pensava lhe rendeu problemas e até desafetos. Diante disso, no livro recém-lançado, o filho do apresentador promete mostrar um lado nunca visto do pai, dando acesso aos bastidores da rotina pessoal e profissional da figura icônica. Afinal, além dos feitos criado em vida, sua morte também foi para lá de marcante. Em maio de 1986, os telespectadores foram pegos de surpresa. Após chamar os famosos comerciais, Flavio Cavalcanti não voltou do intervalo pois sofreu uma isquemia miocárdica, morrendo quatro dias depois. Quando soube do ocorrido, o SBT ficou fora do ar o dia inteiro em sinal de luto. Baita influência, não é mesmo?

O ESTRELANDO teve um conversa exclusiva com Flavio Cavalcanti Jr. e descobriu como foi o processo de construção da obra. Confira:

Como surgiu a ideia de escrever um livro sobre a história de seu pai? Conta pra gente como foi o processo para reunir tantos anos de trabalho.

O livro nasceu do meu desejo de recuperar a memória do meu pai. Ele faleceu e lá se vão 36 anos. Estava mais do que na hora de trazê-lo de volta. Recordar o seu estilo de fazer televisão, misturar uma carga de emoção e polêmica.

No decorrer de 200 páginas, o que o público descobrirá sobre Flavio Cavalcanti? Tem algum detalhe inédito?

Espero que o público conheça os diferentes Flávio Cavalcanti que tanto sucesso fez na televisão brasileira desde sua estreia em 1956 até o falecimento - 30 anos depois. Flávio foi um inovador da televisão, criou, dirigiu e apresentou mais de dez programas diferentes, como o Instante Maestro, Noite de Gala, Sua Majestade a Lei, A Grande Chance, Polícia as Suas Ordens, Elza, Miltinho e Samba.

O livro promete desvendar como funcionava a cabeça dele. Se você pudesse resumi-la em apenas duas palavra, quais seriam?

Determinação e Coragem.

Para você, qual foi o maior legado que seu pai deixou para a TV brasileira?

A ânsia de sempre inovar e enfrentar - com suas opiniões - temas difíceis que seria mais cômodo não mexer.

Como foi a época em que vocês trabalharam juntos? 

Ele foi um grande líder, me ensinando a não desistir dos meus sonhos, ser sincero e verdadeiro. Conseguia separar com sabedoria o filho do assessor próximo que ajudava no desafiante trabalho de realizar no ar os seus sonhos de programas e quadros.

E qual é o maior aprendizado que você levou?

Acho que a maior lição que ele me deixou, além da educação, foi uma formação segura que misturava carinho com cobranças por atitudes corretas, onde mentiras e covardias não eram admitidas.

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