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Publicada em 14/06/2022 às 00:00 | Atualizada em 14/06/2022 às 07:08

Marcos Mion celebra novo projeto e comenta a polêmica de que estaria substituindo Briggs em Lightyear: - Não estou no lugar dele

O ESTRELANDO foi ao infinito e além para bater um papo exclusivo com a nova voz do Buzz, além do diretor de dublagem, Thiago Longo, e o intérprete de Sox, César Marchetti

Letícia Giollo

Divulgação

Atenção, patrulheiros espaciais: isso não é um treinamento! Marcos Mion irá ao infinito e além com o novo projeto. A nostalgia chegará aos cinemas na próxima quinta-feira, dia 16, com Lightyear, a história do herói por trás do boneco. A galera que viveu os anos 90 e 2000 deve se lembrar perfeitamente do estouro que foi o lançamento de Toy Story, certo? A primeira vez que Andy trouxe Buzz para o quarto de brinquedos, fazendo com que o xerife Woody morresse de ciúmes, e as tiradas engraçadas do astronauta, que acreditava ser membro da unidade de Patrulha Espacial, são apenas algumas cenas que ficarão para sempre na memória dos mais fanáticos. Porém, quem aí já parou para pensar no motivo de Andy ter ficado tão animado em ganhar o Buzz de presente? Lightyear e Toy Story estão diretamente interligados exatamente por isso. Antes de ser o brinquedo do Andy, Lightyear era o protagonista de seu filme favorito - e, agora, o público terá a oportunidade de conferir o mesmo longa que o garoto viu e reviu na infância. 

Apesar de se passar no mesmo universo de Toy Story, a animação é completamente inovadora e traz uma versão do patrulheiro espacial nunca antes vista por nós. Sendo assim, novas vozes foram escaladas para darem vida aos personagens - e é aí que entra Marcos Mion. Logo que foi anunciado como o novo dublador do astronauta, os admiradores mais árduos da franquia estranharam o fato dele estar supostamente assumindo o posto de Guilherme Briggs, a voz do personagem no quatros filmes da saga. E claro, alguns narizes até se torceram. Todavia, segundo Mion, em nenhum momento ele teve a intenção de substituir Briggs pois não estamos nem mesmo falando do mesmo personagem. O ESTRELANDO bateu um papo com o apresentador e descobriu como foi a troca de ideias entre os dois profissionais, o maior desafio do projeto e a reação dos filhos de Mion ao saberem que o papai seria o novo Buzz.

- Um trabalho como esse tem muitas camadas e uma das mais legais, não querendo ser egocêntrico, é poder chegar em casa e falar: Molecada, vocês não estão entendendo o que vai acontecer [risos]. Era uma das coisas que eu mais queria fazer. Eles ficaram em choque, mas, no primeiro momento, pareceu que seria apenas mais uma coisa legal que o papai iria fazer. Quando eles viram o trailer, aí sim caiu a ficha. Vi a minha filha falando com as amigas no celular… Foi lindo, é o tipo de coisa que deixa o coração muito quentinho. Eu também fiquei deslumbrado, né. Afinal, sou super fã e vivi o lançamento do primeiro Toy Story, aquele choque de ver uma animação feita no computador e tudo mais. E muito louco isso que está acontecendo comigo, celebrou.

Não é novidade que o apresentador tem um timbre de voz muito conhecido e característico. Sendo assim, o principal desafio como dublador era se livrar de todas as terminações e fazer com que o público sentado no cinema nem percebesse que ele era o Lightyear. E olha, o ESTRELANDO já assistiu ao filme e pode confirmar que todo o trabalho árduo do artista valeu a pena. 

- Conseguimos fazer algo bem legal de suavizar a minha voz. O primeiro trailer que foi lançado é de uma das primeiras sessões que eu fiz, evoluiu muito da primeira para a última. No quesito de eu pegar o tom de voz e as terminações do personagens. Eu tenho terminações de frases muito características - os olas e eiras. E paramos em todas as falas para checar. 

Thiago Longo, o diretor de dublagem do elenco nacional, também conversou com a gente e entregou que o apresentador era detalhista e muito paciente durante as gravações, chegando até a surpreender a produção ao revelar seu lado sério nas cenas dramáticas.

O Mion me surpreendeu de vários jeitos: na entrega, na paciência… Afinal, é um trabalho muito minucioso, a gente grava fala por fala, reação por reação. Tem hora que os dubladores cansam, eu canso. E o Mion começou a me ganhar, ele falava: Você não ficou feliz, deixa eu fazer mais uma. Ele era incansável para ficar perfeito. Então, foi um prazer mesmo. Me surpreendi, principalmente, nas cenas dramáticas porque é um registro do Mion que quase ninguém tem. Ele é ator, fez novela e peça de teatro, mas já tem muito tempo, então, acho que foi gostoso para ele trabalhar isso e para a gente também poder ver. Todo mundo que assistir ao filme vai se impressionar. Vai olhar e pensar: Cara, não sabia que o Mion conseguia ser tão sério. Ele está sempre animado e a gente esquece que tem esse outro lado [risos]. Ele entregou um ótimo trabalho. Concentrado, denso, dramático…

Como nem tudo são flores, o artista enfrentou uma série de críticas quando foi anunciado como protagonista do projeto. Questionado se ele chegou a trocar ideias com Guilherme Briggs, o dublador de Buzz na versão brinquedo, ele disparou:

- Eu sou um cara que gosto de me cercar de pessoas que são melhores do que eu para que eu possa aprender cada vez mais e o Guilherme é o cara. Ele foi muito legal comigo desde o primeiro momento. Me recebeu de braços abertos, com toda a humildade e carinho. Apesar de eu já ter dublado e ser ator, nunca tinha enfrentado um desafio com essa grandiosidade - e ele tem PhD [risos]. Me deu vários toques muito legais. Gostaria de ter trocado muito mais ideia com ele, mas chega uma hora do processo que você precisa mergulhar e ficar com a sua equipe. No entanto, é uma sabedoria se cercar de pessoas que são melhores do que você para elevar o seu jogo, a sua performance, e entregar o melhor resultado possível. 

Mion ainda comentou sobre a polêmica de que estaria tentando substituir Briggs na saga do patrulheiro espacial:

- Acho necessário falar que o Guilherme é insubstituível. Eu não estou aqui no lugar dele e nunca estaria. Eu também nunca quero ver o boneco Buzz sem ser com a voz dele. Eu faço outro personagem. Esse é o filme que o Andy assistiu no início de tudo. Uma outra história. Um Buzz muito diferente do que já foi visto.

E não pense que foi só o Lightyear que encontrou desafios no espaço, viu. Lidar com as memórias e o imaginário de milhões de pessoas é uma baita missão, ainda mais quando estamos falando de uma franquia tão icônica. Thiago Longo, por exemplo, teve uma tarefa extra: 

- Fazer as pessoas entenderem que não é o boneco. Como um grande fã de Toy Story, eu encarei a tarefa de passar para o público que estamos falando da história que inspirou o Buzz do Andy, mas, ao mesmo tempo, trazendo a nostalgia do antigo personagem. Em diversos momentos, os grandes admiradores vão perceber isso nas falas - que são as mesmas que o boneco usava. Afinal, não é o boneco, mas é o Buzz, disse o diretor de dublagem.

Já Mion acredita que o desafio começou muito antes de entrar na cabine de gravação:

- O processo todo foi muito desafiador. O meu time já vinha conversando com a Disney para fazermos um personagem icônico e quando veio o convite eu meio que já esperava os narizes torcidos, mas também sabia que aos poucos as pessoas iam entender o processo e perceberem que é outra história. Eu consegui imaginar todo esse processo acontecendo antes mesmo de acontecer. É um tremendo desafio. O momento mais desafiador nem foi na cabine, foi ter falado sim para o projeto [risos].

Pensa que acabou? Naninanão. O que seria de um herói sem o seu fiel escudeiro, não é mesmo? A trama acompanha o lendário patrulheiro espacial após ser abandonado em um planeta hostil. Enquanto Buzz tenta encontrar um caminho de volta para casa através do espaço e tempo, um grupo de recrutas ambiciosos e o encantador gato-robô de companhia, Sox, se juntam ao personagem. Destinado a facilitar a sua transição emocional após o tempo fora, ele basicamente existe para fazer Lightyear feliz, mas acaba roubando a maior parte das cenas com suas habilidades em fazer cálculos complicados. Conversamos também com César Marchetti, a voz do bichano, que revelou: 

- Apesar de ser um robô, foi muito divertido fazer a voz do Sox porque ele tem esse lado tão humano. Como dublador, no entanto, chegar no tom de voz foi um baita desafio. O Thiago [diretor de dublagem] me ajudou a tirar um pouco a questão do gatinho fofinho e trazer mais informação. Ele tem esse lado bem-humorado em momentos desesperadores. Foi uma alegria participar do projeto, demos muita risada.

A seguir, confira o trailer:


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