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Publicada em 23/08/2022 às 18:56 | Atualizada em 23/08/2022 às 19:08

Conheça as mulheres por trás da produção de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis

A nova série da Disney+ está cercada por mulheres extremamente admiráveis, dentro e fora dos sets

Da Redação

Divulgação

Não é novidade que os papéis das mulheres em Hollywood vem mudando ao longo dos anos.A conquista feminista tem ganhado força para além da vida real. Prova disso é que o público já pode conhecer a nova heroína da Marvel Studios na série para o Disney+ que promete colecionar fãs e provocar boas risadas, Mulher-Hulk, Defensora de Heróis, que chegou exclusivamente na plataforma na última quinta-feira, 18 de agosto. Quem estrela a história recheada de ação, comédia e aventura - e tem como pano de fundo o universo dos tribunais - é Tatiana Maslany, atriz que também protagonizou a série Orphan Black, em 2013, interpretando oito personagens. 

No Universo Cinematográfico Marvel, ela vive Jennifer Walters, uma advogada especialista em casos de leis super-humanas, defensora de super-heróis, que após um grave acidente precisa receber uma transfusão de sangue do primo, momento em que acaba ganhando algumas características sobre-humanas contidas no DNA do doador. O primo? Ninguém menos que o cientista atômico Bruce Hulk Banner, interpretado por Mark Ruffalo

O elenco ainda é formado por Charlie Cox, de volta como Demolidor para a alegria do público; Jameela Jamil, a grande antagonista da série, que ficou famosa com seu papel em The Good Place, Benedict Wong, como o Feiticeiro Wong; Tim Roth, o Abominação; entre outros bons nomes como Ginger Gonzaga, Renée Elise Goldsberry e Josh Segarra. A trama traz o conflito de Walters, que renega suas novas habilidades – distribuídas em mais de dois metros de altura, coberta por uma pele verde e músculos não conquistados na academia –, tendo que aprender a controlar intensos poderes, conviver com a visibilidade inesperada e enfrentar alguns vilões por aí. 

Ela realmente é a antítese da maioria das narrativas de super-heróis, disse Tatiana à revista Empire

A personagem não tem o menor interesse em ser uma super-heroína e esse dilema, mesclado com questões do dia a dia dos meros mortais, rendem uma linguagem cômica para a série, ainda mais pelo fato de o público poder contar com a quebra da quarta parede, que adiciona pitadas bem engraçadas ao enredo. 

Tirando o uniforme de super-heroína, que faz com que a história configure uma ficção, por trás das câmeras essa narrativa se repete. Elenco e equipe de produção contam com nomes importantes e um time feminino de muita qualidade e vigor. Não só pela protagonista, a canadense Tatiana Maslany - filha de um marceneiro e uma tradutora, que começou a dançar aos quatro anos e hoje exibe uma lista numerosa de trabalhos, personagens, estilos de interpretação, indicações e prêmios, como o Emmy Awards, em 2016 - mas também outros nomes, como a roteirista principal, Jessica Gao. Ela foi a criadora do episódio favorito dos fãs do desenho cult Rick and Morty, o Pickle Rick, que também lhe rendeu um Emmy. A americana iniciou a carreira com programas infantis e seguiu na televisão. Já a dupla Kat Coiro e Anu Valia se divide na direção e também soma uma filmografia de peso. Não à toa os espectadores estão contando os dias para a estreia de Mulher-Hulk, a atração está cercada por mulheres extremamente admiráveis, dentro e fora dos sets.

Por aqui, em terras brasileiras, há também bons exemplos de Mulheres-Hulk em versões mais cotidianas, mas não menos louváveis. É o caso das advogadas, produtoras de conteúdo e influenciadoras digitais Gabriela Prioli, Carol Novaes e Bia Napolitano. Juntas, elas somam milhões de seguidores e transitam em territórios importantes e delicados, como política, educação, empoderamento social, moda, beleza e lifestyle. 

No ar com o programa À Prioli, na CNN, a advogada mestra em Direito Penal, professora universitária, colunista, comentarista política, ativista, grande influenciadora, entre outros atributos, Gabriela tem fãs ávidos por suas explanações didáticas a favor da conscientização da sociedade. Por vezes ela já usou suas pautas para tratar de temas em defesa da mulher e das minorias. Carol Novaes, presidente da Comissão de Igualdade Racial, ficou conhecida após participar de um reality show. Hoje ela também conta um perfil robusto nas redes sociais. 

Sem dúvidas me sinto, sim, uma heroína. Não só por ser mulher, porque na verdade todas somos heroínas pelo peso que carregamos em uma sociedade um tanto quanto machista, mas também por poder ajudar outras mulheres injustiçadas com a minha profissão. 

Formada e pós-graduada em Direito, Bia Napolitano ingressou na área pelo seu aflorado senso de justiça, mas com o tempo, entendeu que aquele universo não lhe satisfazia mais. Resolveu deixar a carreira de advogada após viralizar com um vídeo de uma viagem com o marido. Foi assim que descobriu seu lado comunicadora e agora aposta no humor, com a divulgação de conteúdos leves e divertidos. 

Hoje, eu me sinto uma heroína. Eu me sinto corajosa por ter deixado para trás uma carreira sólida, que muitos entendem como tradicional e mergulhado num sonho que eu ainda não sabia se tornaria realidade. Que bom que tive esse momento heroico, esse momento que eu lutei por mim, pela minha felicidade. Que bom que não me mantive na inércia... Logo eu, que sempre gostei de garantias... Que bom que eu lutei por mim! Entendo que todas as mulheres deveriam ter a mesma oportunidade de se entregar ao mercado de trabalho naquilo que amam e serem reconhecidas de forma igual, sem os preconceitos que existem em volta da maternidade e trabalho, sobre o mito de que cabe à mulher a maior parte do cuidado com o filho, que mulher não consegue equilibrar todas as suas incumbências. Já demonstramos diversas vezes que conseguimos e somos capazes de equilibrar de forma heroica todas as nossas tarefas e que lugar de mulher é exatamente onde ela quiser estar! Sou muito feliz em ser mulher e poder falar isso!, analisou.

Esses são apenas três exemplos, mas grandes modelos de como é possível transformar suas vidas e a das pessoas ao redor para melhor, com conhecimento, atitude, coragem e cuidado. Não seriam esses ingredientes para uma receita digna de super-heroína?

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Conheça as mulheres por trás da produção de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis

14/Jun/

Não é novidade que os papéis das mulheres em Hollywood vem mudando ao longo dos anos.A conquista feminista tem ganhado força para além da vida real. Prova disso é que o público já pode conhecer a nova heroína da Marvel Studios na série para o Disney+ que promete colecionar fãs e provocar boas risadas, Mulher-Hulk, Defensora de Heróis, que chegou exclusivamente na plataforma na última quinta-feira, 18 de agosto. Quem estrela a história recheada de ação, comédia e aventura - e tem como pano de fundo o universo dos tribunais - é Tatiana Maslany, atriz que também protagonizou a série Orphan Black, em 2013, interpretando oito personagens. 

No Universo Cinematográfico Marvel, ela vive Jennifer Walters, uma advogada especialista em casos de leis super-humanas, defensora de super-heróis, que após um grave acidente precisa receber uma transfusão de sangue do primo, momento em que acaba ganhando algumas características sobre-humanas contidas no DNA do doador. O primo? Ninguém menos que o cientista atômico Bruce Hulk Banner, interpretado por Mark Ruffalo

O elenco ainda é formado por Charlie Cox, de volta como Demolidor para a alegria do público; Jameela Jamil, a grande antagonista da série, que ficou famosa com seu papel em The Good Place, Benedict Wong, como o Feiticeiro Wong; Tim Roth, o Abominação; entre outros bons nomes como Ginger Gonzaga, Renée Elise Goldsberry e Josh Segarra. A trama traz o conflito de Walters, que renega suas novas habilidades – distribuídas em mais de dois metros de altura, coberta por uma pele verde e músculos não conquistados na academia –, tendo que aprender a controlar intensos poderes, conviver com a visibilidade inesperada e enfrentar alguns vilões por aí. 

Ela realmente é a antítese da maioria das narrativas de super-heróis, disse Tatiana à revista Empire

A personagem não tem o menor interesse em ser uma super-heroína e esse dilema, mesclado com questões do dia a dia dos meros mortais, rendem uma linguagem cômica para a série, ainda mais pelo fato de o público poder contar com a quebra da quarta parede, que adiciona pitadas bem engraçadas ao enredo. 

Tirando o uniforme de super-heroína, que faz com que a história configure uma ficção, por trás das câmeras essa narrativa se repete. Elenco e equipe de produção contam com nomes importantes e um time feminino de muita qualidade e vigor. Não só pela protagonista, a canadense Tatiana Maslany - filha de um marceneiro e uma tradutora, que começou a dançar aos quatro anos e hoje exibe uma lista numerosa de trabalhos, personagens, estilos de interpretação, indicações e prêmios, como o Emmy Awards, em 2016 - mas também outros nomes, como a roteirista principal, Jessica Gao. Ela foi a criadora do episódio favorito dos fãs do desenho cult Rick and Morty, o Pickle Rick, que também lhe rendeu um Emmy. A americana iniciou a carreira com programas infantis e seguiu na televisão. Já a dupla Kat Coiro e Anu Valia se divide na direção e também soma uma filmografia de peso. Não à toa os espectadores estão contando os dias para a estreia de Mulher-Hulk, a atração está cercada por mulheres extremamente admiráveis, dentro e fora dos sets.

Por aqui, em terras brasileiras, há também bons exemplos de Mulheres-Hulk em versões mais cotidianas, mas não menos louváveis. É o caso das advogadas, produtoras de conteúdo e influenciadoras digitais Gabriela Prioli, Carol Novaes e Bia Napolitano. Juntas, elas somam milhões de seguidores e transitam em territórios importantes e delicados, como política, educação, empoderamento social, moda, beleza e lifestyle. 

No ar com o programa À Prioli, na CNN, a advogada mestra em Direito Penal, professora universitária, colunista, comentarista política, ativista, grande influenciadora, entre outros atributos, Gabriela tem fãs ávidos por suas explanações didáticas a favor da conscientização da sociedade. Por vezes ela já usou suas pautas para tratar de temas em defesa da mulher e das minorias. Carol Novaes, presidente da Comissão de Igualdade Racial, ficou conhecida após participar de um reality show. Hoje ela também conta um perfil robusto nas redes sociais. 

Sem dúvidas me sinto, sim, uma heroína. Não só por ser mulher, porque na verdade todas somos heroínas pelo peso que carregamos em uma sociedade um tanto quanto machista, mas também por poder ajudar outras mulheres injustiçadas com a minha profissão. 

Formada e pós-graduada em Direito, Bia Napolitano ingressou na área pelo seu aflorado senso de justiça, mas com o tempo, entendeu que aquele universo não lhe satisfazia mais. Resolveu deixar a carreira de advogada após viralizar com um vídeo de uma viagem com o marido. Foi assim que descobriu seu lado comunicadora e agora aposta no humor, com a divulgação de conteúdos leves e divertidos. 

Hoje, eu me sinto uma heroína. Eu me sinto corajosa por ter deixado para trás uma carreira sólida, que muitos entendem como tradicional e mergulhado num sonho que eu ainda não sabia se tornaria realidade. Que bom que tive esse momento heroico, esse momento que eu lutei por mim, pela minha felicidade. Que bom que não me mantive na inércia... Logo eu, que sempre gostei de garantias... Que bom que eu lutei por mim! Entendo que todas as mulheres deveriam ter a mesma oportunidade de se entregar ao mercado de trabalho naquilo que amam e serem reconhecidas de forma igual, sem os preconceitos que existem em volta da maternidade e trabalho, sobre o mito de que cabe à mulher a maior parte do cuidado com o filho, que mulher não consegue equilibrar todas as suas incumbências. Já demonstramos diversas vezes que conseguimos e somos capazes de equilibrar de forma heroica todas as nossas tarefas e que lugar de mulher é exatamente onde ela quiser estar! Sou muito feliz em ser mulher e poder falar isso!, analisou.

Esses são apenas três exemplos, mas grandes modelos de como é possível transformar suas vidas e a das pessoas ao redor para melhor, com conhecimento, atitude, coragem e cuidado. Não seriam esses ingredientes para uma receita digna de super-heroína?