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Publicada em 11/04/2023 às 00:00 | Atualizada em 10/04/2023 às 16:08

Paulo Ricardo comenta repercussão de sua fala sobre bissexualidade: Sempre foi uma coisa aberta

O cantor revelou que cresceu lidando bem com liberdade sexual

Larissa Isabella

AgNews

Recentemente uma fala de Paulo Ricardo sobre bissexualidade circulou na web. Em entrevista ao ESTRELANDO, o músico contou que a questão sempre foi uma coisa natural em sua vida, principalmente por conta da forma que cresceu.

Ricardo, marcado pela música de abertura do BBB, relatou que nem tinha a intenção se manifestar sobre o assunto, e apenas falou sobre ao ser questionado em uma entrevista. Inclusive, a pergunta foi motivada pela ação de Pedro Sampaio no Lollapalooza. Caso você esteja por fora, o cantor se assumiu bissexual no festival. 

- Para mim isso é muito natural, essa coisa da bissexualidade vem da minha infância quando eu convivia com o auge do movimento andrógino. Nós tivemos no começo do rock, uma explosão de liberdade, não só musical, mas racial e também, sobretudo, uma liberdade sexual. Tudo fluído, carregado de metáforas sexuais e o banimento, a censura do rebolado do Elvis é uma manifestação extremamente autoritária contra essa liberdade que o rock já trazia.

Paulo Ricardo, que já foi membro do RPM, contou que sempre teve contato com pessoas que faziam parte da comunidade LGBTQIA+, como era o caso dos cantores Cazuza e Renato Russo. Vale lembrar que o artista era amigo muito próximo dos dois, que revolucionaram a música brasileira, assim como a voz marcante de Olhar 43.

- Nos anos 60 a gente tem tanto na literatura quanto na música o movimento hippie, que traz e prega o amor livre e tudo coincide com a liberdade sexual, a descoberta da pílula. Desde os anos 70 a questão da bissexualidade sempre foi uma coisa aberta, eu cresci vendo Caetano e Gil beijarem seus músicos na boca e aquilo não tinha nada demais. Não estava impregnado de um preconceito. Eu fui amigo intimo de Renato e Cazuza. 

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Paulo Ricardo comenta repercussão de sua fala sobre bissexualidade: <I>Sempre foi uma coisa aberta</I>

Paulo Ricardo comenta repercussão de sua fala sobre bissexualidade: Sempre foi uma coisa aberta

30/Ago/

Recentemente uma fala de Paulo Ricardo sobre bissexualidade circulou na web. Em entrevista ao ESTRELANDO, o músico contou que a questão sempre foi uma coisa natural em sua vida, principalmente por conta da forma que cresceu.

Ricardo, marcado pela música de abertura do BBB, relatou que nem tinha a intenção se manifestar sobre o assunto, e apenas falou sobre ao ser questionado em uma entrevista. Inclusive, a pergunta foi motivada pela ação de Pedro Sampaio no Lollapalooza. Caso você esteja por fora, o cantor se assumiu bissexual no festival. 

- Para mim isso é muito natural, essa coisa da bissexualidade vem da minha infância quando eu convivia com o auge do movimento andrógino. Nós tivemos no começo do rock, uma explosão de liberdade, não só musical, mas racial e também, sobretudo, uma liberdade sexual. Tudo fluído, carregado de metáforas sexuais e o banimento, a censura do rebolado do Elvis é uma manifestação extremamente autoritária contra essa liberdade que o rock já trazia.

Paulo Ricardo, que já foi membro do RPM, contou que sempre teve contato com pessoas que faziam parte da comunidade LGBTQIA+, como era o caso dos cantores Cazuza e Renato Russo. Vale lembrar que o artista era amigo muito próximo dos dois, que revolucionaram a música brasileira, assim como a voz marcante de Olhar 43.

- Nos anos 60 a gente tem tanto na literatura quanto na música o movimento hippie, que traz e prega o amor livre e tudo coincide com a liberdade sexual, a descoberta da pílula. Desde os anos 70 a questão da bissexualidade sempre foi uma coisa aberta, eu cresci vendo Caetano e Gil beijarem seus músicos na boca e aquilo não tinha nada demais. Não estava impregnado de um preconceito. Eu fui amigo intimo de Renato e Cazuza.