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Publicada em 06/04/2026 às 15:00 | Atualizada em 06/04/2026 às 15:52

Suzane von Richthofen relembra infância em documentário: Não tinha demonstração de amor

O longa-metragem, produzido pela Netflix, ainda não tem uma data de estreia

Da Redação

Divulgação

Em 2002, o país parou com o caso da menina que mandou matar os pais, Suzane von Richthofen. Hoje, com 42 anos de idade, a condenada revisitou sua infância e o passado em um documentário produzido pela Netflix, ainda sem data de estreia.

De acordo com Ullisses Campbell, de O Globo, que teve acesso ao conteúdo de quase duas horas, Suzane deu sua própria versão sobre o caso que chocou o país. Ela relatou que os pais, Manfred e Marísia von Richthofen, não eram acostumados a demonstrar afeto, nem para ela e nem para o irmão Andreas. 

- Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão. Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando, disse. 

Suzane recordou que o relacionamento entre Manfred e Marísia era muito conturbado, relembrando uma situação em que o pai supostamente teria enforcado a mãe.

- O relacionamento dos meus pais era muito ruim. Eu era criança. Meus pais botavam a gente pra dormir muito cedo. Ouvi uma discussão e desci pra ver o que era. Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível

Além da falta de afeto, Suzane contou que nunca teve uma conversa de tema íntimo com a mãe:

- Eu nunca conversei sobre sexo com a minha mãe. Nenhuma vez. Zero. Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa. Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós. 

Sobre a arma do crime, Suzane afirmou que não participou da construção do objeto usado por Daniel e Cristian Cravinhos: 

Eu não construí a arma do crime. Não tenho nada a ver com isso. Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha, ciente da sua culpa, ela ainda afirmou que não participou diretamente da execução, já que ficou no andar debaixo, com as mãos no ouvido:

- Eu não estava em mim. Era como um robô, sem sentimento. Se eu parasse pra pensar, aquilo não aconteceria. (...) Quando tudo terminou, o impacto veio de forma imediata. Não tinha mais como voltar atrás. O que eu fiz não tem mais volta, reforçou.

Sobre o antigo relacionamento com Daniel, Suzane pontou que a falta de amor dos pais deu espaço para que o ex ocupasse espaço em sua vida. 

- O Daniel passou a ocupar todos os espaços da minha vida. Eu saía de casa dizendo que ia pro karatê, mas ia pra casa do Daniel. Escondida dos meus pais, conheci todo o litoral de São Paulo. A gente alugava carro e seguia viagem. O Daniel me mostrou o mundo que eu queria viver, declarou.

No documentário, ela comentou ainda as brigas com o pai:

- Virou uma guerra dentro de casa. Qualquer coisa era briga. Ele [Manfred] me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado.

No final, Suzane falou sobre sua nova vida, casada e com um filho:

- Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais. Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou.

Vale lembrar que Suzane foi condenada a 39 anos de prisão, pena atualmente cumprida em regime aberto. 

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Suzane von Richthofen relembra infância em documentário: <i>Não tinha demonstração de amor</i>

Suzane von Richthofen relembra infância em documentário: Não tinha demonstração de amor

06/Abr/

Em 2002, o país parou com o caso da menina que mandou matar os pais, Suzane von Richthofen. Hoje, com 42 anos de idade, a condenada revisitou sua infância e o passado em um documentário produzido pela Netflix, ainda sem data de estreia.

De acordo com Ullisses Campbell, de O Globo, que teve acesso ao conteúdo de quase duas horas, Suzane deu sua própria versão sobre o caso que chocou o país. Ela relatou que os pais, Manfred e Marísia von Richthofen, não eram acostumados a demonstrar afeto, nem para ela e nem para o irmão Andreas. 

- Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão. Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando, disse. 

Suzane recordou que o relacionamento entre Manfred e Marísia era muito conturbado, relembrando uma situação em que o pai supostamente teria enforcado a mãe.

- O relacionamento dos meus pais era muito ruim. Eu era criança. Meus pais botavam a gente pra dormir muito cedo. Ouvi uma discussão e desci pra ver o que era. Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível

Além da falta de afeto, Suzane contou que nunca teve uma conversa de tema íntimo com a mãe:

- Eu nunca conversei sobre sexo com a minha mãe. Nenhuma vez. Zero. Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa. Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós. 

Sobre a arma do crime, Suzane afirmou que não participou da construção do objeto usado por Daniel e Cristian Cravinhos: 

Eu não construí a arma do crime. Não tenho nada a ver com isso. Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha, ciente da sua culpa, ela ainda afirmou que não participou diretamente da execução, já que ficou no andar debaixo, com as mãos no ouvido:

- Eu não estava em mim. Era como um robô, sem sentimento. Se eu parasse pra pensar, aquilo não aconteceria. (...) Quando tudo terminou, o impacto veio de forma imediata. Não tinha mais como voltar atrás. O que eu fiz não tem mais volta, reforçou.

Sobre o antigo relacionamento com Daniel, Suzane pontou que a falta de amor dos pais deu espaço para que o ex ocupasse espaço em sua vida. 

- O Daniel passou a ocupar todos os espaços da minha vida. Eu saía de casa dizendo que ia pro karatê, mas ia pra casa do Daniel. Escondida dos meus pais, conheci todo o litoral de São Paulo. A gente alugava carro e seguia viagem. O Daniel me mostrou o mundo que eu queria viver, declarou.

No documentário, ela comentou ainda as brigas com o pai:

- Virou uma guerra dentro de casa. Qualquer coisa era briga. Ele [Manfred] me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado.

No final, Suzane falou sobre sua nova vida, casada e com um filho:

- Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais. Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou.

Vale lembrar que Suzane foi condenada a 39 anos de prisão, pena atualmente cumprida em regime aberto. 

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