X

NOTÍCIAS

Publicada em 11/06/2026 às 00:00 | Atualizada em 10/06/2026 às 16:14

Em clima de Copa do Mundo, Caio Horowicz celebra sucesso de Brasil 70: A Saga do Tri e compartilha bastidores

O ator conversou com exclusividade com o ESTRELANDO

Bárbara More

Maria Magalhães

Já separou o look verde e amarelo para acompanhar a Copa do Mundo 2026? Nesta quinta-feira, dia 11, começa oficialmente o campeonato sediado no Canadá, Estados Unidos e México - e o Brasil inteiro está na expectativa para saber como será o desempenho do país, inlcuindo as celebridades. Caio Horowicz faz parte do time de atores apaixonados por futebol e agora tem uma conexão muito especial com o esporte. 

O artista integrou o elenco da série Brasil 70: A Saga do Tri, produção da Netflix que retrata o momento histórico em que a nação fez a campanha do tricampeonato na Copa do Mundo de 1970, que aconteceu no México. Caio aparece em cena interpretando o jornalista Mazetti. Em entrevista exclusiva ao ESTRELANDO, ele fala sobre a alegria de ter feito parte do trabalho. 

- Foi demais, primeiro que eu tive a oportunidade de reviver a Copa de 70 de dentro do campo. O Mazetti, que é a personagem que eu faço, tem algumas cenas em que eu acompanho os treinos, acompanho alguns jogos, é muito legal. Simplesmente pelo fato de que eu revejo lances da Copa de 70 meio ao vivo, é como viajar no tempo, começa declarando. 

Ele conta que o elenco contou com jogadores de futebol que se tornaram atores para a série e ficou deslumbrado ao vê-los em ação. Além disso, viveu a incrível experiência de pisar no Allianz Park pela primeira vez e ainda poder bater bola no campo como parte o evento de lançamento da produção. 

- Além dos atores que já eram atores e jogavam futebol, tem outros que eram jogadores e se tornaram atores para a série. Então, era muito impressionante ver eles jogando. Como torcedor entusiasta do futebol, era muito apaixonante mesmo, porque a qualidade dos caras era impressionante. Poder estar ali dentro do campo... O lançamento da série teve um evento lá no Allianz Park. Eu nunca tinha entrado no campo lá. A gente entrou no campo, aí eu bati pênalti, bati falta. É uma viagem, é super, super divertido.

Ao revelar o que aprendeu durante o processo de pesquisa e estudo para interpretar o jornalista e fazer parte do universo da Copa de 1970, Caio conta que achou muito interessante explorar como eram feitas as coberturas esportivas da época: 

- Eu acho que tudo que envolve as diferenças entre 1970 e agora, em termos da Copa, de como a população se envolvia diante da Copa, mas acho que principalmente o que eu pesquisei em relação ao jornalismo. Era muito diferente o jornalismo de hoje, do jornalismo que eu acompanhei, que eu conheço, do jornalismo esportivo. Então, por exemplo, naquela época, os jornalistas estavam muito mais próximos dos jogadores. Literalmente mais próximos, fisicamente mais próximos. Você podia entrar no vestiário, você frequentava o hotel que os jogadores estavam, no treino você estava ali na grade, podia fazer perguntas para os jogadores, para os técnicos. Tinha um nível de documentarismo no jornalismo, que hoje em dia não existe mais por uma série de questões.

Em seguida, completa: 

- Eu acho que naquela época tinha uma coisa que era muito legal, que era essa proximidade. Os jogadores, a maioria deles jogavam no Brasil, em times do Brasil, então eles se conheciam, conheciam os repórteres, conheciam os jornalistas. Tinha uma relação com os jornalistas esportivos. Eu acho que seria muito legal acompanhar esse nível documental, como se você estivesse fazendo um documentário mesmo sobre a Copa. Então, isso me surpreendeu, eu fiquei impressionado com isso. 

Ao elencar alegrias que acompanharam o trabalho, Caio cita ainda o o clima de entusiasmo nos bastidores e a oportunidade de não apenas contracenar com Rodrigo Santoro, como também ter trocas nos sets de gravação com o astro, que interpreta João Saldanha

-  Tm um astral, um entusiasmo de eu estar ali, vestir uma roupa de época, entrar num campo com os jogadores e ver eles todos com aquele uniforme de 70. Essa coisa da viagem no tempo, para mim, foi muito legal. E, para falar dos bastidores, conhecer o Rodrigo [Santoro], poder contracenar com ele, que é um ator que fez muita coisa pelo cinema brasileiro, fez muita coisa pela televisão brasileira, que foi, talvez, um dos primeiros ali que teve uma carreira internacional e que colocou o Brasil e a atuação brasileira em um outro patamar, lá fora. Então, isso foi muito legal, poder conhecer o Rodrigo, poder criar uma relação com ele, embora as nossas personagens tenham uma relação antagônica, a gente tinha uma ótima relação no set. 

Ele conta ainda que, ao fazer parte da produção, também embarcou no clima de concentração de futebol e teve a experiência de fazer parte de um time, mergulhando profundamente nos sentimentos que acompanham uma Copa:  

- É uma série, obviamente, sobre a Copa de 70, sobre futebol, mas, mais do que isso, acho que é uma série sobre coletivo, uma série sobre um grupo de pessoas. E o cinema é muito isso. O cinema é uma indústria que é fundamentalmente coletiva, não existe se essa força, esse ímpeto do coletivo não estiver muito presente, muito bem construído. Acho que o Paulo [Morelli], o Pedro [Morelli], o Quico [Meirelles], os diretores, construíram um ambiente ali de coletivo muito forte. Então, os bastidores eram muito assim. Nos bastidores, a gente estava nesse clima de concentração de futebol. Você vê esses vídeos da Seleção Brasileira agora para a Copa, que vai começar, e você vê esse clima, ao mesmo tempo, de tensão, mas de descontração. Era muito isso que a gente tinha no set, com esse grupo de pessoas, um time mesmo. Isso foi muito legal. 

O intérprete de Mazetti ainda celebra a boa recepção da série, que segue no Top 10 das mais assistidas do dia na Netflix

- É uma série que está sendo muito bem recebida pela crítica, pelo público. Eu estou recebendo várias mensagens, e ficando muito alegre, contente, feliz com a recepção. Foi um projeto feito muito rápido. O Rafa [Rafael Dornellas] e a Naná [Xavier], que são os casais de criadores, autores da série, apresentaram esse projeto, O2 Filmes amou, na semana seguinte já estava apresentando na Netflix, a Netflix comprou e fizeram para estrear antes da Copa. Então, teve essa inteligência, eu acho, de poder correr com a produção para poder estrear antes da Copa, e não à toa, agora a recepção está sendo muito boa, porque a gente está aquecido para isso. 

Caio finaliza refletindo: 

- Acho que em algum programa de TV estava falando sobre o Brasil 70 e falando que os jogadores deveriam assistir, porque tem um paralelo entre a Copa de 70 e a Copa de agora, que é muito louco. Embora tenha sido a Seleção Brailira de 1970 tenha sido eleita a maior Seleção de todos os tempos, o povo estava muito descrente antes da Copa, estava achando que não ia rolar, não estava um clima de: Nossa, somos favoritos. Pelé estava também no fim de uma carreira, já tinha se machucado na Copa anterior, então tinha esse grande ídolo que estava machucado, podendo se machucar no fim de uma carreira brilhante, tinha uma seleção descredibilizada... Acho que tem vários paralelos, e não à toa o público está recebendo bem. Dá um ânimo. Para mim, pelo menos como torcedor, deu um ânimo ver a série e falar: Pode ser que dê certo.



Deixe um comentário

Atenção! Os comentários do portal Estrelando são via Facebook, lembre-se que o comentário é de inteira responsabilidade do autor, comentários impróprios poderão ser denunciados pelos outros usuários, acarretando até mesmo na perda da conta no Facebook.

Enquete

Quem você acha que matou Arthur Brandão em Quem Ama Cuida?

Obrigado! Seu voto foi enviado.

Em clima de Copa do Mundo, Caio Horowicz celebra sucesso de <i>Brasil 70: A Saga do Tri</i> e compartilha bastidores

Em clima de Copa do Mundo, Caio Horowicz celebra sucesso de Brasil 70: A Saga do Tri e compartilha bastidores

10/Jun/

Já separou o look verde e amarelo para acompanhar a Copa do Mundo 2026? Nesta quinta-feira, dia 11, começa oficialmente o campeonato sediado no Canadá, Estados Unidos e México - e o Brasil inteiro está na expectativa para saber como será o desempenho do país, inlcuindo as celebridades. Caio Horowicz faz parte do time de atores apaixonados por futebol e agora tem uma conexão muito especial com o esporte. 

O artista integrou o elenco da série Brasil 70: A Saga do Tri, produção da Netflix que retrata o momento histórico em que a nação fez a campanha do tricampeonato na Copa do Mundo de 1970, que aconteceu no México. Caio aparece em cena interpretando o jornalista Mazetti. Em entrevista exclusiva ao ESTRELANDO, ele fala sobre a alegria de ter feito parte do trabalho. 

- Foi demais, primeiro que eu tive a oportunidade de reviver a Copa de 70 de dentro do campo. O Mazetti, que é a personagem que eu faço, tem algumas cenas em que eu acompanho os treinos, acompanho alguns jogos, é muito legal. Simplesmente pelo fato de que eu revejo lances da Copa de 70 meio ao vivo, é como viajar no tempo, começa declarando. 

Ele conta que o elenco contou com jogadores de futebol que se tornaram atores para a série e ficou deslumbrado ao vê-los em ação. Além disso, viveu a incrível experiência de pisar no Allianz Park pela primeira vez e ainda poder bater bola no campo como parte o evento de lançamento da produção. 

- Além dos atores que já eram atores e jogavam futebol, tem outros que eram jogadores e se tornaram atores para a série. Então, era muito impressionante ver eles jogando. Como torcedor entusiasta do futebol, era muito apaixonante mesmo, porque a qualidade dos caras era impressionante. Poder estar ali dentro do campo... O lançamento da série teve um evento lá no Allianz Park. Eu nunca tinha entrado no campo lá. A gente entrou no campo, aí eu bati pênalti, bati falta. É uma viagem, é super, super divertido.

Ao revelar o que aprendeu durante o processo de pesquisa e estudo para interpretar o jornalista e fazer parte do universo da Copa de 1970, Caio conta que achou muito interessante explorar como eram feitas as coberturas esportivas da época: 

- Eu acho que tudo que envolve as diferenças entre 1970 e agora, em termos da Copa, de como a população se envolvia diante da Copa, mas acho que principalmente o que eu pesquisei em relação ao jornalismo. Era muito diferente o jornalismo de hoje, do jornalismo que eu acompanhei, que eu conheço, do jornalismo esportivo. Então, por exemplo, naquela época, os jornalistas estavam muito mais próximos dos jogadores. Literalmente mais próximos, fisicamente mais próximos. Você podia entrar no vestiário, você frequentava o hotel que os jogadores estavam, no treino você estava ali na grade, podia fazer perguntas para os jogadores, para os técnicos. Tinha um nível de documentarismo no jornalismo, que hoje em dia não existe mais por uma série de questões.

Em seguida, completa: 

- Eu acho que naquela época tinha uma coisa que era muito legal, que era essa proximidade. Os jogadores, a maioria deles jogavam no Brasil, em times do Brasil, então eles se conheciam, conheciam os repórteres, conheciam os jornalistas. Tinha uma relação com os jornalistas esportivos. Eu acho que seria muito legal acompanhar esse nível documental, como se você estivesse fazendo um documentário mesmo sobre a Copa. Então, isso me surpreendeu, eu fiquei impressionado com isso. 

Ao elencar alegrias que acompanharam o trabalho, Caio cita ainda o o clima de entusiasmo nos bastidores e a oportunidade de não apenas contracenar com Rodrigo Santoro, como também ter trocas nos sets de gravação com o astro, que interpreta João Saldanha

-  Tm um astral, um entusiasmo de eu estar ali, vestir uma roupa de época, entrar num campo com os jogadores e ver eles todos com aquele uniforme de 70. Essa coisa da viagem no tempo, para mim, foi muito legal. E, para falar dos bastidores, conhecer o Rodrigo [Santoro], poder contracenar com ele, que é um ator que fez muita coisa pelo cinema brasileiro, fez muita coisa pela televisão brasileira, que foi, talvez, um dos primeiros ali que teve uma carreira internacional e que colocou o Brasil e a atuação brasileira em um outro patamar, lá fora. Então, isso foi muito legal, poder conhecer o Rodrigo, poder criar uma relação com ele, embora as nossas personagens tenham uma relação antagônica, a gente tinha uma ótima relação no set. 

Ele conta ainda que, ao fazer parte da produção, também embarcou no clima de concentração de futebol e teve a experiência de fazer parte de um time, mergulhando profundamente nos sentimentos que acompanham uma Copa:  

- É uma série, obviamente, sobre a Copa de 70, sobre futebol, mas, mais do que isso, acho que é uma série sobre coletivo, uma série sobre um grupo de pessoas. E o cinema é muito isso. O cinema é uma indústria que é fundamentalmente coletiva, não existe se essa força, esse ímpeto do coletivo não estiver muito presente, muito bem construído. Acho que o Paulo [Morelli], o Pedro [Morelli], o Quico [Meirelles], os diretores, construíram um ambiente ali de coletivo muito forte. Então, os bastidores eram muito assim. Nos bastidores, a gente estava nesse clima de concentração de futebol. Você vê esses vídeos da Seleção Brasileira agora para a Copa, que vai começar, e você vê esse clima, ao mesmo tempo, de tensão, mas de descontração. Era muito isso que a gente tinha no set, com esse grupo de pessoas, um time mesmo. Isso foi muito legal. 

O intérprete de Mazetti ainda celebra a boa recepção da série, que segue no Top 10 das mais assistidas do dia na Netflix

- É uma série que está sendo muito bem recebida pela crítica, pelo público. Eu estou recebendo várias mensagens, e ficando muito alegre, contente, feliz com a recepção. Foi um projeto feito muito rápido. O Rafa [Rafael Dornellas] e a Naná [Xavier], que são os casais de criadores, autores da série, apresentaram esse projeto, O2 Filmes amou, na semana seguinte já estava apresentando na Netflix, a Netflix comprou e fizeram para estrear antes da Copa. Então, teve essa inteligência, eu acho, de poder correr com a produção para poder estrear antes da Copa, e não à toa, agora a recepção está sendo muito boa, porque a gente está aquecido para isso. 

Caio finaliza refletindo: 

- Acho que em algum programa de TV estava falando sobre o Brasil 70 e falando que os jogadores deveriam assistir, porque tem um paralelo entre a Copa de 70 e a Copa de agora, que é muito louco. Embora tenha sido a Seleção Brailira de 1970 tenha sido eleita a maior Seleção de todos os tempos, o povo estava muito descrente antes da Copa, estava achando que não ia rolar, não estava um clima de: Nossa, somos favoritos. Pelé estava também no fim de uma carreira, já tinha se machucado na Copa anterior, então tinha esse grande ídolo que estava machucado, podendo se machucar no fim de uma carreira brilhante, tinha uma seleção descredibilizada... Acho que tem vários paralelos, e não à toa o público está recebendo bem. Dá um ânimo. Para mim, pelo menos como torcedor, deu um ânimo ver a série e falar: Pode ser que dê certo.