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Publicada em 26/06/2026 às 00:00 | Atualizada em 25/06/2026 às 18:20

Caio Horowicz celebra carreira e dá detalhes sobre inspiração para projeto musical: - Sou muito fascinado por ficção científica

O ator conversou com exclusividade com o ESTRELANDO

Bárbara More

Crédito: Maria Magalhães

Caio Horowicz está com um 2026 repleto de projetos incrúveis - alguns já disponíveis para serem assistidos e outros a caminho! Além de ter integrado o elenco da série Brasil 70: A Saga do Tri, ele ainda recebeu carinho pelo filme O Rei da Internet, conta com o filme Isabel em circuito internacional, também aguarda o lançamento de Vitória Régia e ainda prepara a estreia no cenário da música com o lançamento de um álbum.

Além de ter conversado com ESTRELANDO sobre a produção que retratou o histórico momento em que o Brasil conquistou o tricampeonato na Copa do Mundo de 1970, o artista ainda celebrou na entrevista exclusiva a martona de trabalhos, compartilhou detalhes sobre a ideia por trás do projeto musical e refletiu sobre o capítulo da vida que está vivendo agora.

Rei da Internet

Caio começa falando sobre ter trabalhado novamente ao lado de João Guilherme em O Rei da Internet e comentando sobre a amizade que tem com o ator: 

- O Rei da Internet também é um projeto diferente de outras coisas que eu já fiz. É um projeto mais popular, mais pop. Fiz com o João Guilherme, já tinha feito uma série com ele, que é o Da Ponte Para Lá, a gente se tornou grandes amigos depois da série. O João e o Fabrício, que é o diretor, me convidaram para fazer o Rei da Internet. Faço um hacker, uma gangue de hackers. O João faz o Daniel Nascimento, foi um hacker conhecido brasileiro, e aí eu faço um hacker que tem paralelos com pessoas que existiram, mas é uma personagem fictícia, que é o Noturno. 

Em seguida, destaca como a produção é carrega no clima de nostalgia, já que se passa no início dos anos 2000. 

- Foi muito divertido, as pessoas estão vindo falar, e acho que é legal porque tem esse lugar mais entretenimento mesmo, que é muito divertido. E também tem um lugar de nostalgia. Diferente de 1970, o Rei da Internet se passa ali no começo dos anos 2000, então tem essa coisa de começo da internet, internet discada, Orkut, que foram coisas que eu vivi quando era pequeno, no começo ali. Então meio que essas pessoas da minha geração, dos 30 anos. Essa nostalgia coletiva é muito divertida.

Sequência de sucessos 

Caio está curtindo um 2026 marcado por muitos projetos, que chegam dando sequência ao sucesso que o artista está fazendo nos últimos anos, já que o ator apareceu na Forbes Under 30, integrou o elenco do premiado Ainda Estou Aqui, equilibrou trabalhos em séries, filmes, teatro e ainda realizou assistência de direção no espetáculo de Hamlet. Diante da maratona, ele reflete:

- Eu amo fazer o que eu faço. Acho que quanto mais coisa, melhor, porque eu sinto que as diferentes coisas que eu faço, não só ser ator, mas, por exemplo, a assistência de direção no Hamlet, que é a peça que está rolando no Cine Copan, que é mais do que uma peça, é um evento mesmo, cultural, teatral. Sou formado em direção nas artes cênicas da USP, sou formado na Escola de Arte Dramática de Atuação na USP, então sempre tive esse plano de ser um artista que concilia diferentes linguagens: a escrita, a direção, a atuação. Sempre foi um pouco esses três pilares que eu mirei. Fazer várias coisas e olhar para trás esses últimos anos e realmente viver essas conquistas mesmo, das quais eu me orgulho bastante, só alimenta a minha ambição. Sou uma pessoa muito ambiciosa e tenho certeza que continuar no movimento só ajuda a ser o artista que eu quero ser.

O ator conta que uma das maiores alegrias é poder olhar para trás e ver os grandes nomes com quem teve a oportunidade de trabalhar:

- Eu estava ontem olhando para trás e falando: Caramba. Eu vi o Brasil 70 e, modéstia à parte, não falando de mim, mas estou muito feliz de ter podido estar em cena com essas pessoas. Tem Rodrigo Santoro, Alice Braga em Vitória Régia, olho para trás e fui filho da Andréia Beltrão, da Denise Fraga, contracenei com o Selton Mello, outro dia estava jantando com ele também. São pessoas que olho para trás e eu falo: Que sorte de ter estado em cena com essas pessoas que, para mim, estão no hall dos maiores atores do Brasil e do mundo. Quero ainda poder contracenar com muita gente e trabalhar com muitos diretores que eu admiro, para mim isso me faz ser o artista que eu quero ser.

E frisa como ter contracenado com os talentosos artistas o enche de orgulho e também o emociona:

- Olhar para trás e ver essas pessoas, artistas com quem eu pude trabalhar, me emociona bastante. Me diga com quem tu andas que te direi quem és. É um pouco isso para mim. Quando eu olho para trás e vejo que tem essas pessoas na minha trajetória, eu falo: Tá, acho que está certa a parada, o caminho está bom. Continuar nesse caminho me motiva.

Se Caio, que interpretou o escritor Fernando Sabino quando integrou o elenco do espetáculo Cartas a um jovem poeta, também fosse autor literário e estivesse escrevendo um livro sobre a sua vida, qual título será que ele daria ao capítulo que está vivendo agora? Ele nos conta: 

- Dar título sempre é muito difícil, mas eu acho que o título tem a ver um pouco com colher os frutos. Acho que estou num momento de colher frutos de sementes que eu plantei nos últimos dois anos, então as estreias desses projetos têm a ver com isso. E ao mesmo tempo, começando outros projetos. Um pouco piegas, mas tudo bem, o Fernando sabe, não daria esse título, mas tá tudo bem, vou pedir uma licença para ele, porque eu não sou tão bom escritor quanto ele.

Parceria com Marina Person

No filme Isabel, Caio Horowicz volta a trabalhar com Marina Person, mas dessa vez como parceiros de cena, já que a atriz que aparece no longa-metragem como a protagonista. Os dois se conheceram quando fizeram Califórnia, produção que completou 10 anos em 2025 e tinha a artista como diretora. 

Na conversa, ele fala sobre a alegria de dividir os sets com Marina, que também é sua grande amiga: 

- A Ma é a melhor amiga, e a gente sempre está junto, desde que a gente fez o Califórnia. A gente se conheceu lá, na sala do teste, e a gente é melhores amigos desde então, a gente fez treinamento de palhaço juntos por muitos anos. A gente está junto, viaja junto, faz um monte de coisa junto, então essa relação com a Ma sempre esteve muito viva, mas a relação dentro de cena, não tanto. A gente nunca contracenou, ela me dirigiu no Califórnia, então poder revisitar esse lugar de trabalhar com a Ma e agora trabalhar em cena com ela, é muito legal. 

E aproveita para rasgar elogios: 

- Acho a Ma uma grande atriz, acho ela brilhante. Ela já tinha feito alguns filmes, fez o Canção da Volta, que é um filme do Gustavo Moura, que é marido dela também, um filmaço e ela é brilhante no filme. Está brilhante no Isabel também, tenho certeza que vai ser muito bem recebido, e poder estar em cena com ela, é muito gostoso, dá para ver o nosso amor em cena, é muito nítido, então estou muito feliz também para quando o filme estrear no segundo semestre. Tem novidades, só que eu não posso contar ainda.

Caio ainda compartilha o que mais pode deixar o público ansioso para o filme além da sinergia entre os dois:

- É um filme rodado em película, tem uma textura muito bonita, a fotografia é muito bonita. O filme é muito bem pensada, muito bem feito. A trilha sonora é muito bonita. A história é uma tragicomédia, então é muito divertida. Apesar de ser melancólico, é um filme que tira sarro das personagens, tira sarro da própria história, ri do próprio fracasso. Eu acho que isso é uma coisa que é muito bem recebida, muito bem-vinda, as pessoas, e eu particularmente. As pessoas e eu, particularmente, gostam de comédia, as pessoas estão interessadas nisso, em poder rir um pouco, em poder rir do próprio fracasso. É um filme que traz uma história de uma sommelier de vinhos naturais que quer abrir o próprio restaurante, e nessas, de tentar abrir o próprio restaurante, ela vai se afundando num buraco ali, e levanta as pessoas que estão ao redor dela meio junto, assim, nesse buraco, mas sem perder o humor. Acho que essa qualidade do humor no filme vai trazer muita gente para a sala do cinema.

Lançamento de disco 

Caio se anima ao falar sobre os planos de lançar um disco em 2027. Ele explica que, antes de disponibilizar o álbum, realizará um show ainda em 2026. A coletânia chegará com uma ideia original e muito interessante para aqueles que, como ele, são grandes amantes de ficcção científica. O artista começa explicando que tem forte conexão com o gênero e este influencia seu mais novo projeto: 

- Tenho esse plano de lançar um disco ano que vem. E antes de fazer isso, eu vou fazer um show esse ano, provavelmente no final desse ano. Mas o que é o disco? Eu sou muito fascinado por ficção científica. Todos os meus projetos como diretor, na minha faculdade, na USP, tiveram a ver com ficção científica. Depois eu fui fazer uma peça com a Companhia Iato, direção do Thiago e da Aline, que tinha a ver com ficção científica. Era eu conversando com um mofo da parede do meu banheiro, uma coisa bem louca, e a peça era toda sonora. Então eu comandava sons e fazia sons na hora, com pedal de loop, enfim. 

Foi em 1977 que a NASA lançou no espaço o chamado Golden Record, traduzido para o português como Disco Dourado, que foi colocado a bordo das sondas Voyager 1 e Voyager 2. O objetivo da agêncioa espacial é que civilizações alienígenas encontrassem a gravação, que eternizava imagens, sons e músicas da Terra. 

- Tenho uma história que para mim é muito fascinante, que é a da Voyager, uma sonda espacial que foi lançada pela NASA nos anos 1980. E aí, na carcaça dessa sonda, que foi lançada com o intuito de fotografar planetas e sistemas e tal, foi enviado um disco de ouro que tinha músicas, sons da humanidade, um mapa da Terra no sistema solar. Para quê foi enviado? Para que, se algum ser extraterrestre um dia encontrasse essa sonda, ele pudesse pegar esse disco e talvez tivesse a capacidade de decodificá-lo e entender um pouco da humanidade na Terra e, quiçá, se comunicar com a gente, explica Caio.

É a partir desse fato que o ator teve a ideia de fazer a sua versão do disco: 

- Para mim, essa ideia, que parece um filme, mas realmente aconteceu, é muito fascinante. E aí eu peguei essa ideia da Voyager e me perguntei: Se eu lançasse um disco de ouro para o espaço, o que estaria nele? Então o disco parte dessa pergunta, dessa premissa. 

Caio então dá mais detalhes sobre a mensagem da coletânea, que trará músicas à base de violão e sintetizador: 

- Ao mesmo tempo com uma pessoa que tenta se comunicar com alguém que já está indo embora, alguém muito distante, alguém com quem não consegue mais se comunicar. Pode ser um término de relação, pode ser uma pessoa que está indo embora da sua vida, que está morrendo. Então tem essa coisa meio Lucas Silva e Silva, de um cara dentro de um quarto, e ao mesmo tempo essa coisa épica de um universo, de alguém que tenta enviar alguma coisa para o universo. As canções estão dentro desse universo. O disco é violão e sintetizador. Eu toco violão, que é o meu instrumento principal hoje em dia, violão de nylon. Então tem muita influência da música brasileira mesmo, do violão brasileiro. Baden Powell, Kiko Dinucci, o próprio Caetano, o Gil, enfim, os grandes violonistas. E o sintetizador, que é uma parada eletrônica, então tem outros timbres. É nesse encontro do sintetizador com o violão que o disco se faz.

Novela

Questionado, Caio ainda revela se é noveleiro e confessa que está acompanhando os capítulos de Quem Ama Cuida, trama de Walcyr Carrasco e Claudia Souto que está sendo exibida no horário das nove da TV Globo. 

- Nos últimos anos sim, sabia? Eu não era, mas eu comecei a ver novela nos últimos anos. Inclusive agora estou acompanhando Quem Ama Cuida, está genial para mim, está muito bom. É muito emocionante ver o Antonio Fagundes e o Tony Ramos juntos, esses colossos da atuação. 

Ele completa contando que também está de olho na reprise de Avenida Brasil e se interessa muito por melodramas e pela linguagem usada em folhetins. Inclusive, o ator tem vontade de fazer parte do elenco de novelas e explorar mais o universo da teledramaturgia: 

- Eu estava revendo agora Avenida Brasil. Tem um tipo de linguagem do melodrama que me interessa muito. E o próprio treinamento da novela, o treinamento de atuação que envolve uma novela, é muito interessante. Eu sempre fiz muito cinema, uma linguagem mais cinematográfica mesmo. Acho que as pessoas sempre me viram como esse ator de cinema nacional e tal. Só que eu, na verdade, não sou só isso. Eu sempre fiz palhaço, sou uma pessoa que sempre lidei com o humor também nas coisas que eu faço. Eu gosto muito do melodrama e durante a faculdade lidei com isso muitas vezes. Inclusive fiz filmes e fiz séries que tocam mais no melodrama. Então estou com vontade de explorar mais esse universo. Acho que as novelas são muito boas.



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25/Jun/

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Além de ter conversado com ESTRELANDO sobre a produção que retratou o histórico momento em que o Brasil conquistou o tricampeonato na Copa do Mundo de 1970, o artista ainda celebrou na entrevista exclusiva a martona de trabalhos, compartilhou detalhes sobre a ideia por trás do projeto musical e refletiu sobre o capítulo da vida que está vivendo agora.

Rei da Internet

Caio começa falando sobre ter trabalhado novamente ao lado de João Guilherme em O Rei da Internet e comentando sobre a amizade que tem com o ator: 

- O Rei da Internet também é um projeto diferente de outras coisas que eu já fiz. É um projeto mais popular, mais pop. Fiz com o João Guilherme, já tinha feito uma série com ele, que é o Da Ponte Para Lá, a gente se tornou grandes amigos depois da série. O João e o Fabrício, que é o diretor, me convidaram para fazer o Rei da Internet. Faço um hacker, uma gangue de hackers. O João faz o Daniel Nascimento, foi um hacker conhecido brasileiro, e aí eu faço um hacker que tem paralelos com pessoas que existiram, mas é uma personagem fictícia, que é o Noturno. 

Em seguida, destaca como a produção é carrega no clima de nostalgia, já que se passa no início dos anos 2000. 

- Foi muito divertido, as pessoas estão vindo falar, e acho que é legal porque tem esse lugar mais entretenimento mesmo, que é muito divertido. E também tem um lugar de nostalgia. Diferente de 1970, o Rei da Internet se passa ali no começo dos anos 2000, então tem essa coisa de começo da internet, internet discada, Orkut, que foram coisas que eu vivi quando era pequeno, no começo ali. Então meio que essas pessoas da minha geração, dos 30 anos. Essa nostalgia coletiva é muito divertida.

Sequência de sucessos 

Caio está curtindo um 2026 marcado por muitos projetos, que chegam dando sequência ao sucesso que o artista está fazendo nos últimos anos, já que o ator apareceu na Forbes Under 30, integrou o elenco do premiado Ainda Estou Aqui, equilibrou trabalhos em séries, filmes, teatro e ainda realizou assistência de direção no espetáculo de Hamlet. Diante da maratona, ele reflete:

- Eu amo fazer o que eu faço. Acho que quanto mais coisa, melhor, porque eu sinto que as diferentes coisas que eu faço, não só ser ator, mas, por exemplo, a assistência de direção no Hamlet, que é a peça que está rolando no Cine Copan, que é mais do que uma peça, é um evento mesmo, cultural, teatral. Sou formado em direção nas artes cênicas da USP, sou formado na Escola de Arte Dramática de Atuação na USP, então sempre tive esse plano de ser um artista que concilia diferentes linguagens: a escrita, a direção, a atuação. Sempre foi um pouco esses três pilares que eu mirei. Fazer várias coisas e olhar para trás esses últimos anos e realmente viver essas conquistas mesmo, das quais eu me orgulho bastante, só alimenta a minha ambição. Sou uma pessoa muito ambiciosa e tenho certeza que continuar no movimento só ajuda a ser o artista que eu quero ser.

O ator conta que uma das maiores alegrias é poder olhar para trás e ver os grandes nomes com quem teve a oportunidade de trabalhar:

- Eu estava ontem olhando para trás e falando: Caramba. Eu vi o Brasil 70 e, modéstia à parte, não falando de mim, mas estou muito feliz de ter podido estar em cena com essas pessoas. Tem Rodrigo Santoro, Alice Braga em Vitória Régia, olho para trás e fui filho da Andréia Beltrão, da Denise Fraga, contracenei com o Selton Mello, outro dia estava jantando com ele também. São pessoas que olho para trás e eu falo: Que sorte de ter estado em cena com essas pessoas que, para mim, estão no hall dos maiores atores do Brasil e do mundo. Quero ainda poder contracenar com muita gente e trabalhar com muitos diretores que eu admiro, para mim isso me faz ser o artista que eu quero ser.

E frisa como ter contracenado com os talentosos artistas o enche de orgulho e também o emociona:

- Olhar para trás e ver essas pessoas, artistas com quem eu pude trabalhar, me emociona bastante. Me diga com quem tu andas que te direi quem és. É um pouco isso para mim. Quando eu olho para trás e vejo que tem essas pessoas na minha trajetória, eu falo: Tá, acho que está certa a parada, o caminho está bom. Continuar nesse caminho me motiva.

Se Caio, que interpretou o escritor Fernando Sabino quando integrou o elenco do espetáculo Cartas a um jovem poeta, também fosse autor literário e estivesse escrevendo um livro sobre a sua vida, qual título será que ele daria ao capítulo que está vivendo agora? Ele nos conta: 

- Dar título sempre é muito difícil, mas eu acho que o título tem a ver um pouco com colher os frutos. Acho que estou num momento de colher frutos de sementes que eu plantei nos últimos dois anos, então as estreias desses projetos têm a ver com isso. E ao mesmo tempo, começando outros projetos. Um pouco piegas, mas tudo bem, o Fernando sabe, não daria esse título, mas tá tudo bem, vou pedir uma licença para ele, porque eu não sou tão bom escritor quanto ele.

Parceria com Marina Person

No filme Isabel, Caio Horowicz volta a trabalhar com Marina Person, mas dessa vez como parceiros de cena, já que a atriz que aparece no longa-metragem como a protagonista. Os dois se conheceram quando fizeram Califórnia, produção que completou 10 anos em 2025 e tinha a artista como diretora. 

Na conversa, ele fala sobre a alegria de dividir os sets com Marina, que também é sua grande amiga: 

- A Ma é a melhor amiga, e a gente sempre está junto, desde que a gente fez o Califórnia. A gente se conheceu lá, na sala do teste, e a gente é melhores amigos desde então, a gente fez treinamento de palhaço juntos por muitos anos. A gente está junto, viaja junto, faz um monte de coisa junto, então essa relação com a Ma sempre esteve muito viva, mas a relação dentro de cena, não tanto. A gente nunca contracenou, ela me dirigiu no Califórnia, então poder revisitar esse lugar de trabalhar com a Ma e agora trabalhar em cena com ela, é muito legal. 

E aproveita para rasgar elogios: 

- Acho a Ma uma grande atriz, acho ela brilhante. Ela já tinha feito alguns filmes, fez o Canção da Volta, que é um filme do Gustavo Moura, que é marido dela também, um filmaço e ela é brilhante no filme. Está brilhante no Isabel também, tenho certeza que vai ser muito bem recebido, e poder estar em cena com ela, é muito gostoso, dá para ver o nosso amor em cena, é muito nítido, então estou muito feliz também para quando o filme estrear no segundo semestre. Tem novidades, só que eu não posso contar ainda.

Caio ainda compartilha o que mais pode deixar o público ansioso para o filme além da sinergia entre os dois:

- É um filme rodado em película, tem uma textura muito bonita, a fotografia é muito bonita. O filme é muito bem pensada, muito bem feito. A trilha sonora é muito bonita. A história é uma tragicomédia, então é muito divertida. Apesar de ser melancólico, é um filme que tira sarro das personagens, tira sarro da própria história, ri do próprio fracasso. Eu acho que isso é uma coisa que é muito bem recebida, muito bem-vinda, as pessoas, e eu particularmente. As pessoas e eu, particularmente, gostam de comédia, as pessoas estão interessadas nisso, em poder rir um pouco, em poder rir do próprio fracasso. É um filme que traz uma história de uma sommelier de vinhos naturais que quer abrir o próprio restaurante, e nessas, de tentar abrir o próprio restaurante, ela vai se afundando num buraco ali, e levanta as pessoas que estão ao redor dela meio junto, assim, nesse buraco, mas sem perder o humor. Acho que essa qualidade do humor no filme vai trazer muita gente para a sala do cinema.

Lançamento de disco 

Caio se anima ao falar sobre os planos de lançar um disco em 2027. Ele explica que, antes de disponibilizar o álbum, realizará um show ainda em 2026. A coletânia chegará com uma ideia original e muito interessante para aqueles que, como ele, são grandes amantes de ficcção científica. O artista começa explicando que tem forte conexão com o gênero e este influencia seu mais novo projeto: 

- Tenho esse plano de lançar um disco ano que vem. E antes de fazer isso, eu vou fazer um show esse ano, provavelmente no final desse ano. Mas o que é o disco? Eu sou muito fascinado por ficção científica. Todos os meus projetos como diretor, na minha faculdade, na USP, tiveram a ver com ficção científica. Depois eu fui fazer uma peça com a Companhia Iato, direção do Thiago e da Aline, que tinha a ver com ficção científica. Era eu conversando com um mofo da parede do meu banheiro, uma coisa bem louca, e a peça era toda sonora. Então eu comandava sons e fazia sons na hora, com pedal de loop, enfim. 

Foi em 1977 que a NASA lançou no espaço o chamado Golden Record, traduzido para o português como Disco Dourado, que foi colocado a bordo das sondas Voyager 1 e Voyager 2. O objetivo da agêncioa espacial é que civilizações alienígenas encontrassem a gravação, que eternizava imagens, sons e músicas da Terra. 

- Tenho uma história que para mim é muito fascinante, que é a da Voyager, uma sonda espacial que foi lançada pela NASA nos anos 1980. E aí, na carcaça dessa sonda, que foi lançada com o intuito de fotografar planetas e sistemas e tal, foi enviado um disco de ouro que tinha músicas, sons da humanidade, um mapa da Terra no sistema solar. Para quê foi enviado? Para que, se algum ser extraterrestre um dia encontrasse essa sonda, ele pudesse pegar esse disco e talvez tivesse a capacidade de decodificá-lo e entender um pouco da humanidade na Terra e, quiçá, se comunicar com a gente, explica Caio.

É a partir desse fato que o ator teve a ideia de fazer a sua versão do disco: 

- Para mim, essa ideia, que parece um filme, mas realmente aconteceu, é muito fascinante. E aí eu peguei essa ideia da Voyager e me perguntei: Se eu lançasse um disco de ouro para o espaço, o que estaria nele? Então o disco parte dessa pergunta, dessa premissa. 

Caio então dá mais detalhes sobre a mensagem da coletânea, que trará músicas à base de violão e sintetizador: 

- Ao mesmo tempo com uma pessoa que tenta se comunicar com alguém que já está indo embora, alguém muito distante, alguém com quem não consegue mais se comunicar. Pode ser um término de relação, pode ser uma pessoa que está indo embora da sua vida, que está morrendo. Então tem essa coisa meio Lucas Silva e Silva, de um cara dentro de um quarto, e ao mesmo tempo essa coisa épica de um universo, de alguém que tenta enviar alguma coisa para o universo. As canções estão dentro desse universo. O disco é violão e sintetizador. Eu toco violão, que é o meu instrumento principal hoje em dia, violão de nylon. Então tem muita influência da música brasileira mesmo, do violão brasileiro. Baden Powell, Kiko Dinucci, o próprio Caetano, o Gil, enfim, os grandes violonistas. E o sintetizador, que é uma parada eletrônica, então tem outros timbres. É nesse encontro do sintetizador com o violão que o disco se faz.

Novela

Questionado, Caio ainda revela se é noveleiro e confessa que está acompanhando os capítulos de Quem Ama Cuida, trama de Walcyr Carrasco e Claudia Souto que está sendo exibida no horário das nove da TV Globo. 

- Nos últimos anos sim, sabia? Eu não era, mas eu comecei a ver novela nos últimos anos. Inclusive agora estou acompanhando Quem Ama Cuida, está genial para mim, está muito bom. É muito emocionante ver o Antonio Fagundes e o Tony Ramos juntos, esses colossos da atuação. 

Ele completa contando que também está de olho na reprise de Avenida Brasil e se interessa muito por melodramas e pela linguagem usada em folhetins. Inclusive, o ator tem vontade de fazer parte do elenco de novelas e explorar mais o universo da teledramaturgia: 

- Eu estava revendo agora Avenida Brasil. Tem um tipo de linguagem do melodrama que me interessa muito. E o próprio treinamento da novela, o treinamento de atuação que envolve uma novela, é muito interessante. Eu sempre fiz muito cinema, uma linguagem mais cinematográfica mesmo. Acho que as pessoas sempre me viram como esse ator de cinema nacional e tal. Só que eu, na verdade, não sou só isso. Eu sempre fiz palhaço, sou uma pessoa que sempre lidei com o humor também nas coisas que eu faço. Eu gosto muito do melodrama e durante a faculdade lidei com isso muitas vezes. Inclusive fiz filmes e fiz séries que tocam mais no melodrama. Então estou com vontade de explorar mais esse universo. Acho que as novelas são muito boas.