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Publicada em 22/09/2026 às 11:15 | Atualizada em 22/09/2026 às 11:23

Morre Zuenir Ventura, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, aos 95 anos de idade

Jornalista e escritor, Zuenir morreu nesta terça-feira, dia 22, vítima de pneumonia

Da Redação

Divulgação

Morreu nesta terça-feira, dia 22, aos 95 anos de idade, o jornalista e escritor Zuenir Ventura. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual ele era membro desde 2015. Segundo a instituição, a causa da morte foi pneumonia.

O velório do jornalista será realizado nesta quarta-feira, dia 23, na sede da Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio de Janeiro. Depois da cerimônia, Zuenir será sepultado no Mausoléu dos Imortais, no Cemitério São João Batista.

Nascido em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba, Minas Gerais, Zuenir Carlos Ventura mudou-se com a família para Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, aos 11 anos. Filho de um pintor de paredes e de uma dona de casa, começou a trabalhar ainda jovem para ajudar a família, passando por diferentes funções antes de ingressar na carreira jornalística.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Zuenir passou por importantes veículos de comunicação, entre eles Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. O jornalista também se destacou como escritor e cronista.

Entre suas obras mais conhecidas está 1968: O Ano que Não Terminou, livro que revisitou acontecimentos políticos e sociais marcantes daquele período e que posteriormente inspirou a minissérie Anos Rebeldes, da TV Globo. Zuenir também publicou obras como Cidade Partida, em que abordou a violência e as desigualdades sociais no Rio de Janeiro.

Outro trabalho de destaque foi a série de reportagens O Acre de Chico Mendes, publicada pelo Jornal do Brasil, em 1989. O trabalho rendeu ao jornalista o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog.

Zuenir Ventura foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014, ocupando a Cadeira 32, e tomou posse no ano seguinte. Ao longo da trajetória, tornou-se um dos nomes de destaque do jornalismo literário brasileiro, aproximando a reportagem de temas históricos, políticos e sociais.

Zuenir deixa a esposa e dois filhos. Sua morte encerra uma trajetória marcada pelo jornalismo, pela literatura e pelo registro de diferentes momentos da história recente do Brasil.

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Morre Zuenir Ventura, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, aos 95 anos de idade

Morre Zuenir Ventura, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, aos 95 anos de idade

22/Set/

Morreu nesta terça-feira, dia 22, aos 95 anos de idade, o jornalista e escritor Zuenir Ventura. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual ele era membro desde 2015. Segundo a instituição, a causa da morte foi pneumonia.

O velório do jornalista será realizado nesta quarta-feira, dia 23, na sede da Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio de Janeiro. Depois da cerimônia, Zuenir será sepultado no Mausoléu dos Imortais, no Cemitério São João Batista.

Nascido em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba, Minas Gerais, Zuenir Carlos Ventura mudou-se com a família para Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, aos 11 anos. Filho de um pintor de paredes e de uma dona de casa, começou a trabalhar ainda jovem para ajudar a família, passando por diferentes funções antes de ingressar na carreira jornalística.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Zuenir passou por importantes veículos de comunicação, entre eles Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. O jornalista também se destacou como escritor e cronista.

Entre suas obras mais conhecidas está 1968: O Ano que Não Terminou, livro que revisitou acontecimentos políticos e sociais marcantes daquele período e que posteriormente inspirou a minissérie Anos Rebeldes, da TV Globo. Zuenir também publicou obras como Cidade Partida, em que abordou a violência e as desigualdades sociais no Rio de Janeiro.

Outro trabalho de destaque foi a série de reportagens O Acre de Chico Mendes, publicada pelo Jornal do Brasil, em 1989. O trabalho rendeu ao jornalista o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog.

Zuenir Ventura foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014, ocupando a Cadeira 32, e tomou posse no ano seguinte. Ao longo da trajetória, tornou-se um dos nomes de destaque do jornalismo literário brasileiro, aproximando a reportagem de temas históricos, políticos e sociais.

Zuenir deixa a esposa e dois filhos. Sua morte encerra uma trajetória marcada pelo jornalismo, pela literatura e pelo registro de diferentes momentos da história recente do Brasil.

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