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Publicada em 26/03/2021 às 00:00 | Atualizada em 25/03/2021 às 19:01

Em entrevista, Gregório Duvivier conta como foi viver um hipocondríaco na série 5x Comédia

O elenco também é composto por Rafael Portugal, Yuri Marçal, Gabriel Godoy e Katiuscia Canoro

Gabrielle Torquato

Divulgação

E tem novidade no catálogo da Amazon Prime Video! Nesta sexta-feira, dia 26, o streaming lançou sua primeira produção nacional de ficção Original Amazon - 5x Comédia. Com origem no teatro, a série acabou sendo adaptada para o audiovisual e suas histórias foram alteradas para abordar o cotidiano dos brasileiros durante a pandemia.

O elenco conta com nomes de peso no humor, como: Rafael Portugal, Yuri Marçal, Gabriel Godoy, Katiuscia Canoro e Samantha Schmütz. O ESTRELANDO esteve na coletiva de estreia da série e teve a chance de entrevistar a diretora, Monique Gardenberg, e a estrela do primeiro episódio, Gregório Duvivier. Confira!

Premissa 

De uma forma leve e descontraída, a série busca destrinchar cinco realidades distintas, mas que foram ocasionadas pela pandemia. Completamente isolados, os personagens enfrentam os desafios de lidar com o medo, a insegurança no trabalho, a convivência contínua com os familiares e outras questões que acabaram sendo intensificadas com a Covid-19.

Monique conta que desde o início teve a preocupação de manter o respeito, principalmente com as pessoas que perderam familiares ou que estão passando por momentos desafiadores. Ainda segundo a diretora, a pandemia está se tornando um tema importante no cinema, assim como outros grandes acontecimentos mundiais, como a Segunda Guerra Mundial. 

- Há temas que são primordiais e eles voltam sempre. É a maneira como você lida com eles que eu acho que é bem importante e, pra mim, esse foi o maior desafio. Trazer o riso de uma forma responsável.

Hipocondríaco

O primeiro episódio é estrelado por Gregório Duvivier, que interpreta um homem hipocondríaco que está sempre ao extremo. Paralisado pelo medo da contaminação, o personagem acaba se isolando até mesmo de sua própria família.

Questionado se já passou por momentos similares durante a pandemia, o ator respondeu:

- Eu me identifiquei em vários momentos. Essa pandemia me fez ter a impressão de que foram muitas e eu já tive uma fase realmente apavorada, hipocondríaca ao extremo e que volta todos os dias. E esse é o paradoxo que a gente vive na pandemia. Um certo nível de hipocondríaca é saudável, a paranoia é necessária. É fundamental que a gente fique apavorado, mas também é fundamental que a gente mantenha a nossa sanidade. A gente vive o tempo inteiro nesse lugar enlouquecedor e o que eu tento fazer é transformar isso em humor e crônica, que é o que o personagem não consegue. Ele não consegue transformar essa angústia em nada criativo.

Gravações remotas

Um pouco dessa paranoia saudável foi adotada pela equipe de gravação. Todas as cenas foram filmadas à distância e na casa dos próprios atores. Apesar de tudo, Monique conta que foi um desafio gostoso:

- Eu comecei a ficar muito animada quando eu descobri que eu podia fazer isso. A gente teve um rigor muito grande. Eu pensava: vamos fazer uma série remota, mas vamos arrebentar, não vamos deixar o figurino e a fotografia devendo. Houve muita tensão entre a criação e a produção porque eles falavam: você tá querendo parâmetros muito altos pra algo remoto.

A insistência da diretora deu certo e o primeiro episódio foi gravado em três casas diferentes.

 - A gente criou uma paleta de cores para cada episódio e no episódio do hipocondríaco nós criamos elementos que nós mandamos para as três casas. Katiuscia, por exemplo, estava em Florianópolis. Então a gente comprou a mesma bandeja, a mesma louça, o mesmo copo e a mesma fita zebrada.

Era importante que os elementos em cena fossem exatamente iguais para que o público não percebesse a mudança de cenário. Além disso, a produção conseguiu criar diversos ambientes diferentes na mesma casa.

 - Acho que uma das coisas importantes é a gente brincar um pouco com a magia do cinema para criar situações críveis. Rafael Portugal nunca saiu da casa dele e, no entanto, ele estava no hospital, estava no quartinho do porteiro, na portaria de um prédio ou dentro de um banheiro de hospital de luxo. Foi um pouco a nossa viagem, criar a dramaturgia que transcende a casa do ator. 

Os atores ficavam o dia todo em chamadas de vídeo com a direção, fotografia, maquiagem e figurino. Durante as cenas, familiares ajudavam a posicionar a câmera, arrumar a luz ou qualquer outra necessidade que aparecesse.

- Nós usamos a irmã do Gregório, a namorada do Gabriel, a namorada do Yuri, os irmãos da Roberta Rodrigues. Eles só precisavam segurar a câmera, porque o foco era feito remotamente. Era um trabalho lindo de colaboração.

Apesar disso, Monique conta que ainda tiveram vários imprevistos, principalmente devido ao delay das chamadas de vídeo.

 - Teve um momento que a gente ria muito. O som às vezes falhava, então eu ouvia o Gregório antes e a imagem dele chegava depois. Eu tinha que colar a imagem no rosto e pensar: meu deus, a expressão está correta? Essa sensação de delay entre o som e a imagem foi uma das maiores tragédias/comédias da série. E às vezes ela acontecia por oscilações da rede, não tinha controle. Um dia sumiu a rede em Florianópolis e o som não chegava, só chegava a imagem. Então eu comecei a dirigir a Katiuscia por leitura labial. A sorte é que era a Katiuscia e eu já tinha trabalhado com ela no teatro. É um encontro tão profundo, tão intenso que você passa a conhecer exatamente do que o ator é capaz, então ainda bem que isso aconteceu com ela.

Confira o trailer:


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