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Publicada em 22/10/2025 às 01:00 | Atualizada em 21/10/2025 às 16:04

Autores de Reencarne falam sobre o terror folclórico em nova série do Globoplay

Nova aposta de terror estreia na próxima quinta-feira, dia 23

Mariana Domingues

Divulgação-TV Globo

O Globoplay se prepara para mergulhar no terror psicológico com uma boa dose de brasilidade. Reencarne, a nova série original do streaming, promete provocar o público ao explorar temas como identidade, espiritualidade e o medo da morte em meio ao calor do cerrado goiano.

Durante coletiva de imprensa, os criadores Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr. e Juan Julian conversaram com o ESTRELANDO sobre o processo criativo da produção, que já estreou internacionalmente no Festival de Berlim.

- Acho que é um tema muito atual, né? Especialmente com as redes sociais, todos nós vestimos várias máscaras e Reencarne vai tratar disso. Qual é a máscara que você veste? E como a gente, no final das contas, acaba se prendendo a essas identidades, sendo que a morte sempre está à espreita?, refletiu Amanda.

- O Elisio tem uma frase muito boa, que é um ditado: Quando a morte chegar, que ela te encontre vivo, que ela te encontre bem. Acho que isso resume bem o que é Reencarne, continuou a autora.

Já Elisio Lopes Jr. explicou a essência do projeto, que ele define como um terror sertanejo; uma fusão entre o medo, o sertão e o melodrama.

- A gente gosta de chamar internamente Reencarne de terror sertanejo, porque é um diálogo entre esses dois universos. É uma história de terror clássico, mas também um thriller psicológico. Tem sensualidade, tem mistério, tem um monte de elementos que a gente foi brincando e construindo juntos, comentou.

Elisio ainda destacou que a série propõe uma reflexão profunda sobre identidade e existência:

- Basicamente, essa série traz um questionamento: o que é que caracteriza você como você? É o seu corpo, sua forma, sua matéria ou a sua alma, o seu espírito, o conjunto de memórias e opiniões que te formam? Se eu deslocar isso do corpo, quem você é? Você vai continuar sendo você ou está ligado a essa configuração do que pensa e sente com o seu corpo e sua matéria? É basicamente sobre isso que a série fala.

Falando sobre a escolha do Centro-Oeste brasileiro como cenário, ele ressalta o poder da cultura e a conexão com a música sertaneja:

- Tinha uma série de coisas desse interior de Goiás que nos interessava trazer para a série... Aquele lugar, o centro do país, a proximidade com o céu... todas essas contraposições são imagens muito fortes que fazem parte do universo da série. A música sertaneja de verdade conta histórias. Em sua essência, ela é feita de sentimentos e emoções muito exacerbadas, sempre narrativas de quem está cantando aquilo. A gente queria se aproximar dessa música melodrama, dessa dor verdadeira, explicou.

Ao final, Juan destacou como as referências cinematográficas ajudaram o time de criação a moldar o tom necessário para a série:

- Quando a gente fala dessa brincadeira dos subgêneros do terror, Reencarne pega um pouquinho na fonte do terror folclórico, esse subgênero popular na Europa e no cinema dos Estados Unidos, como O Homem de Palha e Midsommar - O Mal Não Espera a Noite. Só que, no Brasil, a gente subverte isso. O Centro-Oeste surge como opção porque ele é tudo o que esse folclore europeu não é: ele é quente, árido, vermelho, concluiu.

A nova aposta de terror do Globoplay chega na plataforma na próxima quinta-feira, dia 23.

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Autores de <i>Reencarne</i> falam sobre o terror folclórico em nova série do <i>Globoplay</i>

Autores de Reencarne falam sobre o terror folclórico em nova série do Globoplay

09/Mar/

O Globoplay se prepara para mergulhar no terror psicológico com uma boa dose de brasilidade. Reencarne, a nova série original do streaming, promete provocar o público ao explorar temas como identidade, espiritualidade e o medo da morte em meio ao calor do cerrado goiano.

Durante coletiva de imprensa, os criadores Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr. e Juan Julian conversaram com o ESTRELANDO sobre o processo criativo da produção, que já estreou internacionalmente no Festival de Berlim.

- Acho que é um tema muito atual, né? Especialmente com as redes sociais, todos nós vestimos várias máscaras e Reencarne vai tratar disso. Qual é a máscara que você veste? E como a gente, no final das contas, acaba se prendendo a essas identidades, sendo que a morte sempre está à espreita?, refletiu Amanda.

- O Elisio tem uma frase muito boa, que é um ditado: Quando a morte chegar, que ela te encontre vivo, que ela te encontre bem. Acho que isso resume bem o que é Reencarne, continuou a autora.

Já Elisio Lopes Jr. explicou a essência do projeto, que ele define como um terror sertanejo; uma fusão entre o medo, o sertão e o melodrama.

- A gente gosta de chamar internamente Reencarne de terror sertanejo, porque é um diálogo entre esses dois universos. É uma história de terror clássico, mas também um thriller psicológico. Tem sensualidade, tem mistério, tem um monte de elementos que a gente foi brincando e construindo juntos, comentou.

Elisio ainda destacou que a série propõe uma reflexão profunda sobre identidade e existência:

- Basicamente, essa série traz um questionamento: o que é que caracteriza você como você? É o seu corpo, sua forma, sua matéria ou a sua alma, o seu espírito, o conjunto de memórias e opiniões que te formam? Se eu deslocar isso do corpo, quem você é? Você vai continuar sendo você ou está ligado a essa configuração do que pensa e sente com o seu corpo e sua matéria? É basicamente sobre isso que a série fala.

Falando sobre a escolha do Centro-Oeste brasileiro como cenário, ele ressalta o poder da cultura e a conexão com a música sertaneja:

- Tinha uma série de coisas desse interior de Goiás que nos interessava trazer para a série... Aquele lugar, o centro do país, a proximidade com o céu... todas essas contraposições são imagens muito fortes que fazem parte do universo da série. A música sertaneja de verdade conta histórias. Em sua essência, ela é feita de sentimentos e emoções muito exacerbadas, sempre narrativas de quem está cantando aquilo. A gente queria se aproximar dessa música melodrama, dessa dor verdadeira, explicou.

Ao final, Juan destacou como as referências cinematográficas ajudaram o time de criação a moldar o tom necessário para a série:

- Quando a gente fala dessa brincadeira dos subgêneros do terror, Reencarne pega um pouquinho na fonte do terror folclórico, esse subgênero popular na Europa e no cinema dos Estados Unidos, como O Homem de Palha e Midsommar - O Mal Não Espera a Noite. Só que, no Brasil, a gente subverte isso. O Centro-Oeste surge como opção porque ele é tudo o que esse folclore europeu não é: ele é quente, árido, vermelho, concluiu.

A nova aposta de terror do Globoplay chega na plataforma na próxima quinta-feira, dia 23.