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Publicada em 24/10/2025 às 01:00 | Atualizada em 23/10/2025 às 16:49

Taís Araújo reflete sobre desafio de protagonizar série de terror: - Pensei: O que ainda falta fazer?

Atriz fala sobre o processo de criação, terror e a conexão entre o espiritual e o material em Reencarne

Mariana Domingues

Divulgação-TV Globo

Taís Araújo vai encarar o medo de frente em Reencarne, nova série do GloboplayAmbientada no cerrado goiano, a produção, criada por Elísio Lopes Jr., Juan Julian e Amanda Jordão, mistura suspense, terror e drama.

Durante coletiva de imprensa na qual o ESTRELANDO esteve presente, a atriz contou que sempre odiou filmes de terror, mas que aceitou o desafio justamente por isso.

- Quando o convite surgiu, o Zé Luiz me chamou e a minha primeira reação foi: Mas eu odeio terror! Mas logo pensei: O que ainda falta fazer? Dizendo que já são 30 anos de carreira… A gente gravou em 2023, e eu pensei: É isso, eu quero passear por outros gêneros.

Ao se deparar com o roteiro, a atriz conta que foi seduzida pelo novo:

- Quando li o roteiro, achei genial. São três homens pretos escrevendo, mais uma mulher, achei que tinha algo muito original ali, com essas vivências e essas origens. Fui seduzida porque havia muita coisa que eu ainda não tinha explorado para essa personagem. A preparação foi feita junto com o elenco, e foi muito curiosa, porque esse elenco todo morre de medo de terror e teve que lidar com o terror... Descobri uma coisa divertida, e não é à toa que essa palavra apareceu muito entre nós, de que fazer terror é, na verdade, um exercício de poder. Quando você é criança e dá susto em alguém, é um jeito de ter o outro na sua mão, de deixá-lo vulnerável. Então a gente entendeu que dar susto também é divertido, e foi por isso que nos divertimos tanto nas gravações.

A atriz destacou ainda como o gênero demanda um trabalho coletivo que vai além da atuação:

- O terror é um gênero em que tudo conta: o olhar, o corpo, o tempo da interpretação, a trilha, a edição, a câmera… Tudo ajuda a criar a atmosfera. Não é um terror feito só na pós-produção, com efeitos. A gente realmente criava essa energia no set... Tinha dia que a gente entrava em um cenário e falava: Meu Deus, como é que vamos fazer isso com esse olho branco? Era um exercício muito diferente, mas muito divertido, explicou.

Já sobre a temática espiritual de Reencarne, Taís refletiu sobre o que a série desperta no público e em si mesma.

- Eu acredito muito nessa conexão entre o material e o espiritual e ela pode ser vista de várias maneiras. Nesse caso, a gente está olhando com a lente do terror. Se eu tenho medo, é porque acredito. Se eu não acreditasse, eu simplesmente ignoraria, refletiu.

Por fim, a Taís deixou uma reflexão sobre o olhar para o sobrenatural sem medo:

- Gosto de pensar que existem outras camadas na vida, que não é só o que a gente vê. E não precisa ser olhado pela lente do medo, pode ser algo bonito também, de entender que existe algo além da gente. A série também fala sobre isso: sobre entender se a gente é só o que é material, ou se o espiritual se conecta e forma quem somos. Pensar sobre isso, para mim, é o que nos torna mais humanos.

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Taís Araújo reflete sobre desafio de protagonizar série de terror: - <i>Pensei</i>: O que ainda falta fazer?

Taís Araújo reflete sobre desafio de protagonizar série de terror: - Pensei: O que ainda falta fazer?

09/Mar/

Taís Araújo vai encarar o medo de frente em Reencarne, nova série do GloboplayAmbientada no cerrado goiano, a produção, criada por Elísio Lopes Jr., Juan Julian e Amanda Jordão, mistura suspense, terror e drama.

Durante coletiva de imprensa na qual o ESTRELANDO esteve presente, a atriz contou que sempre odiou filmes de terror, mas que aceitou o desafio justamente por isso.

- Quando o convite surgiu, o Zé Luiz me chamou e a minha primeira reação foi: Mas eu odeio terror! Mas logo pensei: O que ainda falta fazer? Dizendo que já são 30 anos de carreira… A gente gravou em 2023, e eu pensei: É isso, eu quero passear por outros gêneros.

Ao se deparar com o roteiro, a atriz conta que foi seduzida pelo novo:

- Quando li o roteiro, achei genial. São três homens pretos escrevendo, mais uma mulher, achei que tinha algo muito original ali, com essas vivências e essas origens. Fui seduzida porque havia muita coisa que eu ainda não tinha explorado para essa personagem. A preparação foi feita junto com o elenco, e foi muito curiosa, porque esse elenco todo morre de medo de terror e teve que lidar com o terror... Descobri uma coisa divertida, e não é à toa que essa palavra apareceu muito entre nós, de que fazer terror é, na verdade, um exercício de poder. Quando você é criança e dá susto em alguém, é um jeito de ter o outro na sua mão, de deixá-lo vulnerável. Então a gente entendeu que dar susto também é divertido, e foi por isso que nos divertimos tanto nas gravações.

A atriz destacou ainda como o gênero demanda um trabalho coletivo que vai além da atuação:

- O terror é um gênero em que tudo conta: o olhar, o corpo, o tempo da interpretação, a trilha, a edição, a câmera… Tudo ajuda a criar a atmosfera. Não é um terror feito só na pós-produção, com efeitos. A gente realmente criava essa energia no set... Tinha dia que a gente entrava em um cenário e falava: Meu Deus, como é que vamos fazer isso com esse olho branco? Era um exercício muito diferente, mas muito divertido, explicou.

Já sobre a temática espiritual de Reencarne, Taís refletiu sobre o que a série desperta no público e em si mesma.

- Eu acredito muito nessa conexão entre o material e o espiritual e ela pode ser vista de várias maneiras. Nesse caso, a gente está olhando com a lente do terror. Se eu tenho medo, é porque acredito. Se eu não acreditasse, eu simplesmente ignoraria, refletiu.

Por fim, a Taís deixou uma reflexão sobre o olhar para o sobrenatural sem medo:

- Gosto de pensar que existem outras camadas na vida, que não é só o que a gente vê. E não precisa ser olhado pela lente do medo, pode ser algo bonito também, de entender que existe algo além da gente. A série também fala sobre isso: sobre entender se a gente é só o que é material, ou se o espiritual se conecta e forma quem somos. Pensar sobre isso, para mim, é o que nos torna mais humanos.