Pequena Lô reflete sobre 10 anos de carreira e destaca maior aprendizado: - Nunca perder a minha essência
23/Jan/
Lorrane Silva, conhecida como Pequena Lô, comemora os 30 anos de idade e 10 de carreira de uma forma muito especial: o lançamento da segunda temporada de No Divã da Lô, que traz a mistura perfeita de entrevistas, desafios e leveza em um clima que faz alusão à psicanálise. O programa retorna com cinco episódios inéditos, que trazem Erika Hilton, Karol Conká, Vítor diCastro, Brino e Matheus Tet Trem Machado como convidados.
Em entrevista exclusiva ao ESTRELANDO, a apresentadora, psicóloga, palestrante e atriz nascida em Araxá, no interior de Minas Gerais, fala sobre a alegria de unir duas áreas que tanto ama, humor e psicologia, equilibrando assuntos sobre saúde mental com leveza na atração, que retorna ainda mais livre e divertida. Ela começa contando um pouco sobre seu amor à profissão:
- Eu acho que tudo muito fica ruim. E são duas coisas que eu amo. Eu acho que a psicologia é algo que nunca vai sair da minha vida. E o humor também não, porque eu sempre fui assim desde criança. É o que eu sou, na verdade. [...] Eu sempre falo que a psicologia é o curso que eu teria que ter feito para lidar com o que eu faço hoje e também com a minha vida pessoal como um todo. Como uma pessoa com deficiência, como eu vou lidar com a pessoa que fala algo sobre mim. E principalmente agora sobre o meu trabalho, que é a minha vida profissional, por ser conhecida como a Pequena Lô.
Ela ainda faz questão de esclarecer que não faz uma sessão de terapia com os convidados, mas faz com que se sintam acolhidos e confortáveis nas conversas.
- Unir os dois fala muito de quem eu sou. Ali eu faço a psicóloga, mas não de fato atuando como psicóloga. É sempre bom reforçar isso, porque seria antiético eu fazer uma sessão de terapia, de fato, com os meus convidados. Mas eu acho que o resumo é esse. É mostrar quem eu sou fazendo duas coisas que eu amo, que é o humor com a psicologia, que sempre vai estar presente na minha vida. E também fazendo com que as pessoas que estiveram ali comigo se sentissem acolhidas.
Com o feedback positivo recebido após a primeira temporada, ela revela que retornou ao comando da atração, se sentindo mais livre e confiante, podendo se soltar mais nos papos, o que também ajudou os episódios a ficarem ainda mais gostosos de serem assistidos.
- Com certeza eu me sinto mais livre, mais leve também de conduzir ali, porque a primeira temporada, querendo ou não, a gente fica nessa insegurança de como vai ser, o medo de talvez fazer alguma pergunta que a pessoa não queira ou o jeito de conduzir a entrevista. Mas o feedback do público fez com que a gente gravasse a segunda temporada e eu estava mais tranquila, mais leve, porque eu já tinha feito aquilo antes, eu já sabia o que fazer. Então ali eu poderia me soltar mais, por mais que os convidados seriam outros nessa segunda temporada. Então assim foi feito.
E completa:
- Essa segunda temporada eu acho que está bem mais engraçada que a primeira, inclusive, porque também eu consegui fazer com que os convidados se soltassem mais para contar sobre situações e até mesmo nas brincadeiras. Então algumas coisas que talvez eu tinha um pouco mais de filtro, nessa eu não tive tanto, mesmo que não fosse algo polêmico, sabe? Mas que talvez isso me travou lá na primeira temporada e aqui eu estou mais solta.
Pequena Lô conta que já conhecia os convidados, mas teve a oportunidade de mergulhar mais a fundo em cada um deles durante as entrevistas. Pela natureza leve e descontraída da atração, os famosos que se sentaram no divã já chegaram de forma mais leve e puderam curtir a conversa.
- Todos os convidados eu já conhecia, mas não a fundo igual eu conheci durante a entrevista no programa, porque ali são perguntas específicas que nunca daria para a gente ter esse tipo de conversa em algum evento ou em alguma festa, que é onde eu encontrava a maioria deles que estão no meu programa. Então, eu acho que a forma também como eu vou conduzindo ali, por ser um programa de humor, eles já vão com essa leveza de que tudo ali, a maioria das coisas, vai ser de forma bem-humorada. Eles já chegam de forma mais leve e mostrando esse outro lado humorístico ali. Eu acho que isso faz com que eles já vão de uma forma não defensiva e eles acabam contando as coisas aos poucos.
Inclusive, os convidados compartilharam assuntos que nunca haviam abordado em outros lugares:
- Meio que vira um bate-papo com perguntas sérias e aí vem as brincadeiras de humor que dá aquela leveza onde a gente ri, eles se soltam mais ainda e aí eles vão contando de acordo com o que eles se sentirem confortáveis. Nenhum momento ali eu causo um desconforto sobre eles, eles vão contando porque eles querem mesmo. Então, muitas das vezes eles contavam coisas que eles nunca tinham contado e eles falavam antes: Olha, isso eu nunca contei em nenhum lugar, aqui vai ser a primeira vez. Então, isso era muito legal quando eu escutava isso porque eu tinha alcançado o objetivo do programa de fato.
Foi em 2015 que a apresentadora começou a publicar vídeos humorísticos em seu canal de YouTube e começou a viralizar nas redes sociais a partir de 2019. Brilhando cada vez mais na web e também abrindo caminho na televisão, ela se torna comentarista do Plantão BBB e co-apresentadora do Prazer, Luisa, do Multishow em 2021. De lá para cá, não faltaram trabalhos para Pequena Lô, que segue em ascensão e cativando com seu carisma. Dentre seus trabalhos mais recentes está a segunda edição programa Falas de Acesso, programa da TV Globo dedicado ao universo das pessoas com deficiência, que comandou ao lado de Tata Mendonça.
Durante a entrevista, ela destaca a alegria de celebrar o marco de dez anos de carreira e relembra como, desde criança, já demonstrava talento para o humor e conseguiu, com sucesso, transformar um hobby em profissão:
- Eu fico muito feliz, tanto de comemorar os 10 anos de carreira, porque passa muito rápido. Primeiro que é um choque que já tem 10 anos que comecei e isso é legal, porque muita gente acha que surgi em 2020, mas era um trabalho que já vinha ao longo dos anos. Antes era um hobby, de fato, depois virou uma profissão e entendi que realmente era o que eu gostava muito de fazer, que era o humor, como eu fazia quando criança, porque quando é um talento. A gente não percebe que é um talento, porque a gente faz de uma forma muito fácil. Então, eu fazia, mas eu não via que aquilo ali poderia ser um dom para levar para outras pessoas.
A artista também compartilha como se sente com vendo o sucesso de No Diva da Lô e tantas pessoas gostando de seu trabalho:
- Ter também o programa, a segunda temporada, sendo realizada e colocada em prática, igual foi a primeira, é uma realização pessoal. Era um projeto que eu tinha em mente, mas nunca imaginei que, de fato, poderia colocar em prática e as pessoas gostarem, igual elas estão gostando, com pessoas do mundo artístico pedindo para ir no divã. Isso é muito legal, sinal que a gente está no caminho certo.
Questionada sobre qual o maior aprendizado e a maior alegria dessa trajetória, ela responde:
- Eu acho que o aprendizado conecta com alegria, que é nunca perder a minha essência, que é o que me trouxe até aqui. Por mais que eu mude as formas de gravações, as câmeras para uma imagem melhor, ou outros tipos de conteúdo, a minha essência sempre ela vai permanecer, que é o que faz eu ter essa autenticidade, eu acho.
Sucesso na internet, capa de revistas e apresentadora de seu próprio programa, Pequena Lô comenta como enxerga a construção de sua trajetória e em que momento percebeu que ela deixava de ser apenas individual e passava a abrir caminhos dentro do mercado de comunicação.
- Acho que quando eu entendi que realmente aquilo ali se tornaria uma profissão, e muito mais além do que eu imaginava, foi quando eu tive contatos com grandes marcas que passaram a me procurar para trabalhar comigo, não somente na data da pessoa com deficiência, que é o que a gente vê muito. E sim porque eles gostavam do meu trabalho e queriam incluir o produto nos vídeos, nas minhas falas e tudo mais. E a partir disso, outros, os feedbacks que eu recebia e recebo até hoje, de como o impacto é grande na vida das pessoas, de forma positiva, emotiva também, muito empática.
Em seguida, reflete sobre como a ficha demorou a cair, mas hoje enxerga como a sua história abriu portas para as próximas pessoas que virão:
- Talvez eu não saiba a grandiosidade disso. Quando me perguntam: Lô, você tem noção? Eu não tenho noção. Por mais que eu receba mensagens, eu saiba os lugares que eu estou conquistando, no fundo a gente ainda não vê o tamanho daquilo, sabe? Eu acho que por mais que a gente de fato viva, até assimilar demora um pouquinho, tanto que no início da minha carreira eu achei que tudo ia passar muito rápido, então eu consegui consolidar essa carreira e continuo, graças a Deus, por muito tempo. Então eu vejo tudo isso que eu vivi até hoje, essas capas de revista, essas conquistas na televisão, nas redes sociais, como algo não só para mim, mas para abrir portas também para as outras pessoas que virão aí, não só pessoas com deficiência, mas as novas gerações que estão chegando, eu pego de base o meu irmão, eu tento o máximo ensinar as coisas para ele do mundo de hoje e também para ele ser uma pessoa boa no futuro.
Ao longo desses anos, a apresentadora tembém construiu uma relação muito próxima com o público e revela o que mais aprendeu sobre si mesma a partir desse diálogo constante com quem a acompanha.
- Ao mesmo tempo que eu não tenho essa noção, comigo mesma, eu tenho um sentimento de que meu Deus, eu sou boa no que eu faço, sabe? Então é um mix de sentimentos, na verdade. Acho que às vezes eu falo, nossa, mas será que isso ainda tá bom? E aí quando eu posto tal coisa relacionada a isso, o feedback é muito bom. Então eu vejo que realmente as pessoas gostam e eu tô no caminho certo, então vou continuar fazendo isso. Por mais que eu ame, às vezes a gente fica inseguro, né? Porque as coisas mudam todos os dias, muita gente nova aparece, e manter essa autenticidade no meio de tantas pessoas é muito difícil, você tem que mudar e inovar a cada dia. Mas aí quando eu recebo esse feedback do meu público ou de pessoas que não me seguiam e passaram a me conhecer através de tal lugar que me viu, na televisão, aí isso me ajuda a entender que não, realmente, o que eu faço, eu sei fazer isso, as pessoas gostam, então vou continuar.
E finaliza contando qual pergunta faria para si mesma caso se entrevistasse:
- Qual lado eu tenho medo de mostrar para as pessoas? O lado que as pessoas talvez não conheçam, que é muito pessoal meu.
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