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Publicada em 23/01/2026 às 15:20 | Atualizada em 23/01/2026 às 15:20

Esposa de Pedro Bial relata assalto em São Paulo e reação da filha

Maria Prata publicou o vídeo do momento em que foi abordada pelo assaltante

Da Redação

Montagem - AgNews

Maria Prata, esposa do jornalista Pedro Bial, usou as redes sociais para compartilhar um momento assustador que viveu ao lado da filha, Dora, de cinco anos de idade.

Ainda abalada, ela contou que sofreu um assalto em São Paulo. Segundo Maria, ela estava chegando ao destino final - uma residência em um bairro tranquilo - quando foi abordada por um motoqueiro que exigiu alianças, celulares e outros pertences.

Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua. Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça.Não estava com celular na mão. Não estava dando bobeira num lugar perigoso. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, SP) e estava andando 20m até a casa para onde íamos.

Em seguida, ela contou como foi o diálogo com o assaltante:

Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone? Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo Mamãe, por que você tá tirando sua aliança? Qual a senha do iPhone? A senha do iPhone! Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. Repete! A senha!! Eu abro o celular pra você! A senha!! Você é polícia?! Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu tava armada. Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu. Mamãe, o que aconteceu?

Maria contou que, assim que entrou em casa, entregou Dora ao marido e se afastou para chorar.

Dora não viu a arma, não entendeu o que tava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece. Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro, que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, quero ir pra casa, mamãe. Chegou polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo. Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece.

Ela encerrou, lamentando o ocorrido e o fato da filha passar por aquilo:

São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara.Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente.Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou. A todos os amigos que nos receberam, obrigada. Em frente. Estamos vivas.

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Esposa de Pedro Bial relata assalto em São Paulo e reação da filha

Esposa de Pedro Bial relata assalto em São Paulo e reação da filha

23/Jan/

Maria Prata, esposa do jornalista Pedro Bial, usou as redes sociais para compartilhar um momento assustador que viveu ao lado da filha, Dora, de cinco anos de idade.

Ainda abalada, ela contou que sofreu um assalto em São Paulo. Segundo Maria, ela estava chegando ao destino final - uma residência em um bairro tranquilo - quando foi abordada por um motoqueiro que exigiu alianças, celulares e outros pertences.

Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua. Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça.Não estava com celular na mão. Não estava dando bobeira num lugar perigoso. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, SP) e estava andando 20m até a casa para onde íamos.

Em seguida, ela contou como foi o diálogo com o assaltante:

Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone? Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo Mamãe, por que você tá tirando sua aliança? Qual a senha do iPhone? A senha do iPhone! Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. Repete! A senha!! Eu abro o celular pra você! A senha!! Você é polícia?! Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu tava armada. Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu. Mamãe, o que aconteceu?

Maria contou que, assim que entrou em casa, entregou Dora ao marido e se afastou para chorar.

Dora não viu a arma, não entendeu o que tava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece. Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro, que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, quero ir pra casa, mamãe. Chegou polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo. Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece.

Ela encerrou, lamentando o ocorrido e o fato da filha passar por aquilo:

São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara.Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente.Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou. A todos os amigos que nos receberam, obrigada. Em frente. Estamos vivas.