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Publicada em 28/04/2026 às 16:14 | Atualizada em 28/04/2026 às 16:14

Raul Gazolla revela que recentemente sofreu quinto infarto

O ator relembrou cada uma das vezes que teve um ataque cardíaco

Da Redação

Divulgação

Raul Gazolla revelou que já teve cinco infartos. Durante participação no podcast Papagaio Falante, o ator relembrou cada uma das vezes em que enfrentou os ataques cardíacos e explicou que eles estão ligados a uma condição de saúde que possui. Porém, precisa ficar alerta, pois gosta de praticar esportes.

Segundo informações da coluna Play do jornal O Globo, ele revelou na conversa que recentemente foi parar no hospital após sofrer um infarto:

- Tive dois infartos lutando. Na verdade, eu tenho umas artérias que são doentes, elas são ressecadas. Se eu treinar demais, durante o treino não sinto absolutamente nada. O que acontece depois é que as artérias estão dilatadas e, conforme o corpo vai esfriando, elas voltam para o tamanho normal, travam e fecham. Agora eu descobri que tive cinco infartos. Tive um inclusive há um mês. Vou para o hospital e para casa depois de um treino puxado. Quando fecha, eu falo: Ih, galera, tenho pouco tempo, se puder me levar para o hospital... Mas esse pouco tempo é muito rápido. 

Ele contou ainda que, na primeira vez que teve um ataque cardíaco, ficou muito preocupado com a filha, que ainda era bem pequena:

- No primeiro infarto que eu tive, a primeira coisa em que eu pensei foi a minha filha. Ela tinha apenas oito anos de idade e, enquanto eu ia para o hospital, ficava rezando e falando com Deus: Senhor, não me deixa morrer agora, porque eu preciso ficar um pouco mais com a minha filha. Eu não sei se ela precisava ficar comigo, mas eu gostaria muito de ficar com ela. No meio ambulancia, minha filha me liga, a médica atendeu e falou: Seu pai está gravando ainda. Eu rezando pensando nela e minha filha fala do outro lado chorando: Meu pai não grava essa hora. Eu estava com 54 anos de idade.

Em seguida, continuou relembrando:

- O segundo infarto foi dois anos depois. Já pensei: Tenho que ir rápido para o hospital senão eu vou morrer. Foi depois do treino do jiu-jitsu. Terminou, estava me preparando, me senti mal, voltei para o tatame, ajoelhei, o cara falou: Está bem, Gazolla? Eu disse: Acho que não estou, não. Os colegas pegaram, me puseram dentro do carro, me levaram para o hospital rápido, já fizeram logo um cateterismo e já me salvei. A médica falou: Você chegou aquicom uma linha de vida. Eu falei: Eu sei. Deu nem tempo de pensar nada.

Já o terceiro infarto aconteceu no mesmo dia do velório de Hebe Camargo, que morreu em setembro de 2012.

- O terceiro infarto foi uns três ou quatro anos depois. Eu estava entrando no hospital, estava tendo o enterro da Hebe Camargo. Eu ainda estava respirando ali, segurei na mão do médico e falei: Irmão, não posso morrer agora. Ele falou: Calma, Gazolla, você não vai morrer, mas qual o seu problema? Respondi: Morreu a Hebe Camargo, vou morrer no anonimato. Nem minha mulher vai querer saber do meu enterro. O cara me tranquilizou, ficou na paz, eu vivi.

Raul conta ainda sobre outro momento em que teve que ser levado às pressas para o hospital e, felizmente, foi atendido em tempo recorde:

- O quarto foi em 2018, estava com 63 anos de idade. Estava fazendo crossfit. Foi o primeiro exercício. Levantei o pesinho, senti uma pontada. O professor já sabia que eu tinha tido infarto e falou: Pode parar. Tira os pesos, guarda e vai embora para casa. Vê se passa no hospital e vê o que é. Respondi que final do dia ia pro hospital, mas dei dez passos e já voltei. Comecei a ficar brando, porque a artéria fecha e o sangue não chega no cérebro. Você não consegue ficar em pé, não consegue abrir os olhos, porque não tem força muscular pra abrir os olhos. Só que você fica com muita consciência, escutando tudo, fala pouco. Voltei, peguei o telefone, já estava embaçado, não estava vendo direito, abri e falei: Irmão, procura a Fernanda aí, liga para minha mulher, pde para ela vir me buscar. O cara olhou, me levaram para o hospital em 14 minutos e eu bati o recorde mundial de atendimento pra fazer o cateterismo e a angioplastia, que é o procedimento para saber se você está infartando e por o stent. Normalmente leva de 60 minutos a 90. Eles fizeram em 36 minutos, colocando o stent.

E finaliza:

- Eu tenho medo de morrer de infarto por conta do trasnito. Se vopcê pega um transito, não aguenta chegar no hospital. Você tem um tempo para chegar no hospital de acordo com o nivel do seu infarto. Se você tem um infarto como eu tive, esse último que eu tive... Se eu pego trânsito... É que o cara foi muito sagaz, foi por cima da calçada, o cara me salvou.


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Raul Gazolla revela que recentemente sofreu quinto infarto

Raul Gazolla revela que recentemente sofreu quinto infarto

28/Abr/

Raul Gazolla revelou que já teve cinco infartos. Durante participação no podcast Papagaio Falante, o ator relembrou cada uma das vezes em que enfrentou os ataques cardíacos e explicou que eles estão ligados a uma condição de saúde que possui. Porém, precisa ficar alerta, pois gosta de praticar esportes.

Segundo informações da coluna Play do jornal O Globo, ele revelou na conversa que recentemente foi parar no hospital após sofrer um infarto:

- Tive dois infartos lutando. Na verdade, eu tenho umas artérias que são doentes, elas são ressecadas. Se eu treinar demais, durante o treino não sinto absolutamente nada. O que acontece depois é que as artérias estão dilatadas e, conforme o corpo vai esfriando, elas voltam para o tamanho normal, travam e fecham. Agora eu descobri que tive cinco infartos. Tive um inclusive há um mês. Vou para o hospital e para casa depois de um treino puxado. Quando fecha, eu falo: Ih, galera, tenho pouco tempo, se puder me levar para o hospital... Mas esse pouco tempo é muito rápido. 

Ele contou ainda que, na primeira vez que teve um ataque cardíaco, ficou muito preocupado com a filha, que ainda era bem pequena:

- No primeiro infarto que eu tive, a primeira coisa em que eu pensei foi a minha filha. Ela tinha apenas oito anos de idade e, enquanto eu ia para o hospital, ficava rezando e falando com Deus: Senhor, não me deixa morrer agora, porque eu preciso ficar um pouco mais com a minha filha. Eu não sei se ela precisava ficar comigo, mas eu gostaria muito de ficar com ela. No meio ambulancia, minha filha me liga, a médica atendeu e falou: Seu pai está gravando ainda. Eu rezando pensando nela e minha filha fala do outro lado chorando: Meu pai não grava essa hora. Eu estava com 54 anos de idade.

Em seguida, continuou relembrando:

- O segundo infarto foi dois anos depois. Já pensei: Tenho que ir rápido para o hospital senão eu vou morrer. Foi depois do treino do jiu-jitsu. Terminou, estava me preparando, me senti mal, voltei para o tatame, ajoelhei, o cara falou: Está bem, Gazolla? Eu disse: Acho que não estou, não. Os colegas pegaram, me puseram dentro do carro, me levaram para o hospital rápido, já fizeram logo um cateterismo e já me salvei. A médica falou: Você chegou aquicom uma linha de vida. Eu falei: Eu sei. Deu nem tempo de pensar nada.

Já o terceiro infarto aconteceu no mesmo dia do velório de Hebe Camargo, que morreu em setembro de 2012.

- O terceiro infarto foi uns três ou quatro anos depois. Eu estava entrando no hospital, estava tendo o enterro da Hebe Camargo. Eu ainda estava respirando ali, segurei na mão do médico e falei: Irmão, não posso morrer agora. Ele falou: Calma, Gazolla, você não vai morrer, mas qual o seu problema? Respondi: Morreu a Hebe Camargo, vou morrer no anonimato. Nem minha mulher vai querer saber do meu enterro. O cara me tranquilizou, ficou na paz, eu vivi.

Raul conta ainda sobre outro momento em que teve que ser levado às pressas para o hospital e, felizmente, foi atendido em tempo recorde:

- O quarto foi em 2018, estava com 63 anos de idade. Estava fazendo crossfit. Foi o primeiro exercício. Levantei o pesinho, senti uma pontada. O professor já sabia que eu tinha tido infarto e falou: Pode parar. Tira os pesos, guarda e vai embora para casa. Vê se passa no hospital e vê o que é. Respondi que final do dia ia pro hospital, mas dei dez passos e já voltei. Comecei a ficar brando, porque a artéria fecha e o sangue não chega no cérebro. Você não consegue ficar em pé, não consegue abrir os olhos, porque não tem força muscular pra abrir os olhos. Só que você fica com muita consciência, escutando tudo, fala pouco. Voltei, peguei o telefone, já estava embaçado, não estava vendo direito, abri e falei: Irmão, procura a Fernanda aí, liga para minha mulher, pde para ela vir me buscar. O cara olhou, me levaram para o hospital em 14 minutos e eu bati o recorde mundial de atendimento pra fazer o cateterismo e a angioplastia, que é o procedimento para saber se você está infartando e por o stent. Normalmente leva de 60 minutos a 90. Eles fizeram em 36 minutos, colocando o stent.

E finaliza:

- Eu tenho medo de morrer de infarto por conta do trasnito. Se vopcê pega um transito, não aguenta chegar no hospital. Você tem um tempo para chegar no hospital de acordo com o nivel do seu infarto. Se você tem um infarto como eu tive, esse último que eu tive... Se eu pego trânsito... É que o cara foi muito sagaz, foi por cima da calçada, o cara me salvou.