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Publicada em 10/07/2026 às 09:25 | Atualizada em 10/07/2026 às 09:27

Fernanda Paes Leme desabafa sobre vida sexual após separação: Fiquei com poucas pessoas

A apresentadora falou sobre maternidade, vida amorosa e sexualidade no podcast Grande Surto

Da Redação

Divulgação

Fernanda Paes Leme abriu o coração ao falar sobre sua vida amorosa e sexual após o fim do relacionamento com Victor Sampaio, em janeiro de 2025. Durante um episódio do podcast Grande Surto, a apresentadora refletiu sobre como a maternidade, a rotina intensa e a separação transformaram sua relação com o desejo.

A atriz começou falando sobre a fase que vive atualmente, conciliando o trabalho com os cuidados da filha, Pilar, de dois anos de idade.

- Tenho 43 anos de idade, sou mãe, separada, trabalho muito, penso na obra, na escola, na logística, na vacina, no podcast. No meio disso tudo, existe uma mulher, pelo menos espero que ela exista ainda.

Na sequência, ela desabafou sobre a quantidade de responsabilidades da vida adulta:

- A vida adulta vai transformando a gente em uma grande gerente de operações. A gente vai gerenciando casa, filhos, carreira, emoções, grupo de WhatsApp da escola e até o lazer... E quando você vê, está administrando a vida que esqueceu de habitar, a sua própria vida.

Fernanda também destacou que o desejo não é constante e pode assumir diferentes formas ao longo da vida.

- Desejos têm fases. Tem épocas que chega chutando a porta, tem épocas que fica meio em silêncio, que muda completamente de forma. Nenhuma delas é necessariamente um problema. 

Ela ainda criticou a pressão que muitas mulheres enfrentam para estarem sempre disponíveis emocional e sexualmente.

- Nós, mulheres, vivemos uma cultura que fala muito sobre recuperar o desejo, mas quase nunca fala sobre respeitar a falta dele. Parece que existe uma obrigação de se sentir sempre disponível para sentir alguma coisa. Disponível para amar, transar, sonhar, conhecer alguém... E, às vezes, não. A verdade é que a gente só está cansada mesmo fisicamente, mental, hormonal e logisticamente... Ou só deseja não ter desejo algum.

Ao comentar sua vida amorosa desde a separação, Fernanda contou que se relacionou com poucas pessoas, contrariando a expectativa de amigas que imaginavam que ela viveria uma fase de muitos romances.

- Outro dia me dei conta de que, desde que me separei, fiquei com poucas pessoas; dá para contar em uma mão só. Isso me fez pensar um pouco. Existe uma expectativa coletiva das amigas também. Se separou, você precisa sair por aí pegando gente, compensar um tempo perdido. Como se tivesse que viver uma adolescência atrasada.

Segundo ela, não sente necessidade de corresponder a essa expectativa: 

- Eu não preciso disso, já peguei muita gente mesmo. É como se a liberdade fosse medida pela quantidade de histórias que a gente acumula, mas liberdade é poder se escolher, poder se dizer sim, poder se dizer não, poder não estar procurando nada ou ninguém, poder estar procurando tudo, passar meses sem se interessar por ninguém, que é o meu caso no momento, comprar um vibrador novo.

Em seguida, ela fez uma brincadeira ao revelar que perdeu uma peça do acessório que ganhou da amiga Ingrid Guimarães: 

- Inclusive, o que a Ingrid Guimarães me deu, eu perdi o carregador. Isso é uma tragédia.

A apresentadora também rebateu a ideia de que pessoas casadas deixam de ter relações sexuais, enquanto solteiros vivem uma vida sexual intensa:

- Existe uma mentira de que as pessoas casadas param de transar ou de que as solteiras transam muito, que vivem um carnaval permanente. Cadê? Isso não existe, pelo menos não aqui.

Durante o episódio, Fernanda ainda relembrou o período após o nascimento da filha, Pilar, e explicou que não estava preparada para retomar a vida sexual:

- Para mim, não funcionou. Eu não estava pronta, meu corpo não estava pronto, minha cabeça não estava pronta. Estava cheia de leite, amamentando, passando por uma mudança gigantesca, no puerpério e aprendendo a ser mãe da minha filha.

Ela continuou:

- Estava sobrevivendo ao acordar de três em três horas para dar de mamar. Nem estava dormindo direito. Estava tentando entender o bebê e a minha nova versão... Ah, mas coitado dele. Coitada de você! Tem que aprender a ser respeitada. Às vezes a cicatriz fechou, mas você ainda não.

Fernanda contou que, naquela fase, o que despertava seu desejo eram as atitudes de parceria de Victor Sampaio.

- Eu tinha tesão zero, mas, quando despertava o tesão, não era por uma investida romântica, era atitude, enxergar o tamanho do que eu estava vivendo, me ajudar, assumir responsabilidade, fazer alguma coisa por mim, cuidar da criança sem que eu precisasse pedir. Isso me dava até calafrio (risos).

Por fim, ela refletiu sobre como sua percepção do desejo mudou com o passar dos anos.

Engraçado como o desejo vai mudando ao longo da vida. Quando eu era mais novo, ele aparecia em alguns lugares. Quando me tornei mãe, ele começou a aparecer nos gestos que me devolviam o espaço para eu existir de novo.

Encerrando o desabafo, Fernanda deixou uma reflexão sobre a importância de respeitar os próprios sentimentos, sem tentar atender às expectativas dos outros.

- O oposto de desejo não é a falta de sexo, mas a falta de vida.

Assista ao episódio do podcast na íntegra: 


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Fernanda Paes Leme desabafa sobre vida sexual após separação: <i>Fiquei com poucas pessoas</i>

Fernanda Paes Leme desabafa sobre vida sexual após separação: Fiquei com poucas pessoas

10/Jul/

Fernanda Paes Leme abriu o coração ao falar sobre sua vida amorosa e sexual após o fim do relacionamento com Victor Sampaio, em janeiro de 2025. Durante um episódio do podcast Grande Surto, a apresentadora refletiu sobre como a maternidade, a rotina intensa e a separação transformaram sua relação com o desejo.

A atriz começou falando sobre a fase que vive atualmente, conciliando o trabalho com os cuidados da filha, Pilar, de dois anos de idade.

- Tenho 43 anos de idade, sou mãe, separada, trabalho muito, penso na obra, na escola, na logística, na vacina, no podcast. No meio disso tudo, existe uma mulher, pelo menos espero que ela exista ainda.

Na sequência, ela desabafou sobre a quantidade de responsabilidades da vida adulta:

- A vida adulta vai transformando a gente em uma grande gerente de operações. A gente vai gerenciando casa, filhos, carreira, emoções, grupo de WhatsApp da escola e até o lazer... E quando você vê, está administrando a vida que esqueceu de habitar, a sua própria vida.

Fernanda também destacou que o desejo não é constante e pode assumir diferentes formas ao longo da vida.

- Desejos têm fases. Tem épocas que chega chutando a porta, tem épocas que fica meio em silêncio, que muda completamente de forma. Nenhuma delas é necessariamente um problema. 

Ela ainda criticou a pressão que muitas mulheres enfrentam para estarem sempre disponíveis emocional e sexualmente.

- Nós, mulheres, vivemos uma cultura que fala muito sobre recuperar o desejo, mas quase nunca fala sobre respeitar a falta dele. Parece que existe uma obrigação de se sentir sempre disponível para sentir alguma coisa. Disponível para amar, transar, sonhar, conhecer alguém... E, às vezes, não. A verdade é que a gente só está cansada mesmo fisicamente, mental, hormonal e logisticamente... Ou só deseja não ter desejo algum.

Ao comentar sua vida amorosa desde a separação, Fernanda contou que se relacionou com poucas pessoas, contrariando a expectativa de amigas que imaginavam que ela viveria uma fase de muitos romances.

- Outro dia me dei conta de que, desde que me separei, fiquei com poucas pessoas; dá para contar em uma mão só. Isso me fez pensar um pouco. Existe uma expectativa coletiva das amigas também. Se separou, você precisa sair por aí pegando gente, compensar um tempo perdido. Como se tivesse que viver uma adolescência atrasada.

Segundo ela, não sente necessidade de corresponder a essa expectativa: 

- Eu não preciso disso, já peguei muita gente mesmo. É como se a liberdade fosse medida pela quantidade de histórias que a gente acumula, mas liberdade é poder se escolher, poder se dizer sim, poder se dizer não, poder não estar procurando nada ou ninguém, poder estar procurando tudo, passar meses sem se interessar por ninguém, que é o meu caso no momento, comprar um vibrador novo.

Em seguida, ela fez uma brincadeira ao revelar que perdeu uma peça do acessório que ganhou da amiga Ingrid Guimarães: 

- Inclusive, o que a Ingrid Guimarães me deu, eu perdi o carregador. Isso é uma tragédia.

A apresentadora também rebateu a ideia de que pessoas casadas deixam de ter relações sexuais, enquanto solteiros vivem uma vida sexual intensa:

- Existe uma mentira de que as pessoas casadas param de transar ou de que as solteiras transam muito, que vivem um carnaval permanente. Cadê? Isso não existe, pelo menos não aqui.

Durante o episódio, Fernanda ainda relembrou o período após o nascimento da filha, Pilar, e explicou que não estava preparada para retomar a vida sexual:

- Para mim, não funcionou. Eu não estava pronta, meu corpo não estava pronto, minha cabeça não estava pronta. Estava cheia de leite, amamentando, passando por uma mudança gigantesca, no puerpério e aprendendo a ser mãe da minha filha.

Ela continuou:

- Estava sobrevivendo ao acordar de três em três horas para dar de mamar. Nem estava dormindo direito. Estava tentando entender o bebê e a minha nova versão... Ah, mas coitado dele. Coitada de você! Tem que aprender a ser respeitada. Às vezes a cicatriz fechou, mas você ainda não.

Fernanda contou que, naquela fase, o que despertava seu desejo eram as atitudes de parceria de Victor Sampaio.

- Eu tinha tesão zero, mas, quando despertava o tesão, não era por uma investida romântica, era atitude, enxergar o tamanho do que eu estava vivendo, me ajudar, assumir responsabilidade, fazer alguma coisa por mim, cuidar da criança sem que eu precisasse pedir. Isso me dava até calafrio (risos).

Por fim, ela refletiu sobre como sua percepção do desejo mudou com o passar dos anos.

Engraçado como o desejo vai mudando ao longo da vida. Quando eu era mais novo, ele aparecia em alguns lugares. Quando me tornei mãe, ele começou a aparecer nos gestos que me devolviam o espaço para eu existir de novo.

Encerrando o desabafo, Fernanda deixou uma reflexão sobre a importância de respeitar os próprios sentimentos, sem tentar atender às expectativas dos outros.

- O oposto de desejo não é a falta de sexo, mas a falta de vida.

Assista ao episódio do podcast na íntegra: