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Publicada em 26/08/2026 às 10:15 | Atualizada em 26/08/2026 às 11:21

Priscilla relembra fama na infância, diferenças com Yudi Tamashiro, terapia e casamento com André Laudz: Esqueci de viver

A cantora falou sobre os desafios de crescer diante das câmeras e revelou como retomou sua identidade após anos dedicados à carreira

Da Redação

AgNews

Priscilla abriu o coração sobre sua trajetória profissional e os desafios de ter começado a carreira ainda criança. Em entrevista à Cissa Guimarães, no Sem Censura, a cantora relembrou os anos à frente do Bom Dia & Cia, ao lado de Yudi Tamashiro, e contou como a terapia a ajudou a enxergar de outra forma os impactos da fama precoce.

A artista afirmou que, apesar de reconhecer os benefícios de ter iniciado cedo no meio artístico, também deixou de viver algumas fases importantes:

- Tem o ônus e bônus. Depois de muita terapia, fiquei só com o bônus. Mas é um grande desafio, principalmente para mim, que comecei criança e passei todo o processo da infância para a adolescência e da adolescência para a fase quase adulta. Eu vivi a principal fase de uma pessoa na frente de todo mundo.

Priscilla explicou que seu maior desafio foi não perder a própria identidade em meio à rotina de trabalho e à exposição. Segundo ela, teve um momento em que ela percebeu que havia deixado de viver como uma pessoa comum:

- O maior desafio foi tentar não perder a vida de vista enquanto tudo acontecia. O mundo artístico é um furacão. Às vezes a gente perde de vista os compromissos pessoais e a si mesmo. Eu cheguei a um período da minha vida em que, por estar trabalhando desde os oito anos, eu esqueci de viver.

Durante a entrevista, Priscilla também refletiu sobre as diferenças de tratamento que percebia quando dividia a apresentação do Bom Dia & Cia com Yudi Tamashiro. A questão surgiu após uma pergunta feita pelo ator Klebber Toledo, outro participante do programa, que quis saber sobre as diferenças entre o trabalho dos dois naquela época. A cantora explicou que, quando era criança, não conseguia compreender exatamente o motivo do desconforto que sentia. Com a maturidade, porém, passou a interpretar aquelas situações de outra maneira e percebeu que também havia sido afetada por uma dinâmica de gênero presente naquele ambiente:

- Nunca parei pra pensar no quanto eu fui atingida enquanto mulher naquele cenário. Porque é isso, eu vivia numa inocência e vinte anos atrás, muita coisa mudou. E eu lembro que lá eu não tinha consciência, mas eu tinha sensações.

Priscilla fez questão de esclarecer que Yudi é como um irmão para ela e que sua reflexão não representa uma crítica ao amigo. Para a cantora, o que a incomodava estava relacionado principalmente à dinâmica do ambiente e à forma como as perguntas e os destaques eram direcionados:

- O Yudi é um irmão para mim, só para ninguém tirar de contexto. Mas era sempre uma pergunta projetada para ele. Era sempre um tipo de evidência que a figura dele vinha na frente. E intencional ou não, eu acabava pegando aquilo para mim e achando que eu pertencia a um lugar de coadjuvante.

Ela contou ainda que, muitas vezes, mesmo quando os dois estavam juntos, as perguntas eram direcionadas primeiro a Yudi, algo que só conseguiu identificar com maior clareza depois de adulta. Ao fazer essa reflexão, Priscilla destacou que não responsabiliza o apresentador pelo tratamento que recebiam. Segundo ela, cerca de duas décadas atrás, debates sobre desigualdade de gênero e sobre a maneira como mulheres eram tratadas em determinados espaços ainda tinham menos presença no debate público. Por isso, situações que hoje poderiam ser percebidas de forma mais crítica eram vivenciadas por ela ainda na inocência da infância.

A escola também teve um papel especial durante sua infância. Priscilla revelou que gostava de frequentar as aulas porque, naquele ambiente, era tratada como uma criança comum pelos colegas, sem a cobrança relacionada à fama.

Ela ainda falou sobre como aprendeu a lidar com a exposição ao longo dos anos. Se na infância gostava da atenção do público, durante a adolescência sentiu o peso da falta de privacidade. Com a maturidade, passou a estabelecer limites para tornar a exposição mais saudável:

- Quando eu não tinha consciência exatamente do que era a exposição, era tudo muito legal. Eu era uma criança que gostava de ser o centro das atenções, gostava de estar no palco. Achava muito legal ir ao shopping e as pessoas me pararem. Mas aí, com o passar do tempo, veio a adolescência, que é um período que tem que te deixar em paz para você se desenvolver, e eu não tinha paz. Tinha toda aquela agenda de compromissos.

A cantora contou que a pandemia também foi importante para repensar sua vida e que sua participação no The Masked Singer Brasil ajudou no processo de reconexão com a música, principalmente pelo programa só precisar que ela usasse a voz.

Durante a entrevista, Priscilla também falou sobre o relacionamento com o produtor musical e DJ André Laudz, integrante do duo Tropkillaz. Os dois se conheceram em um estúdio enquanto trabalhavam juntos e, segundo a cantora, começaram a namorar apenas duas semanas depois. O relacionamento já dura mais de três anos e também rendeu uma parceria profissional. Juntos, Priscilla e Laudz trabalharam no álbum Eco, projeto que marcou mais uma fase da carreira da artista.

Confira o programa completo:


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Priscilla relembra fama na infância, diferenças com Yudi Tamashiro, terapia e casamento com André Laudz: <i>Esqueci de viver</i>

Priscilla relembra fama na infância, diferenças com Yudi Tamashiro, terapia e casamento com André Laudz: Esqueci de viver

26/Ago/

Priscilla abriu o coração sobre sua trajetória profissional e os desafios de ter começado a carreira ainda criança. Em entrevista à Cissa Guimarães, no Sem Censura, a cantora relembrou os anos à frente do Bom Dia & Cia, ao lado de Yudi Tamashiro, e contou como a terapia a ajudou a enxergar de outra forma os impactos da fama precoce.

A artista afirmou que, apesar de reconhecer os benefícios de ter iniciado cedo no meio artístico, também deixou de viver algumas fases importantes:

- Tem o ônus e bônus. Depois de muita terapia, fiquei só com o bônus. Mas é um grande desafio, principalmente para mim, que comecei criança e passei todo o processo da infância para a adolescência e da adolescência para a fase quase adulta. Eu vivi a principal fase de uma pessoa na frente de todo mundo.

Priscilla explicou que seu maior desafio foi não perder a própria identidade em meio à rotina de trabalho e à exposição. Segundo ela, teve um momento em que ela percebeu que havia deixado de viver como uma pessoa comum:

- O maior desafio foi tentar não perder a vida de vista enquanto tudo acontecia. O mundo artístico é um furacão. Às vezes a gente perde de vista os compromissos pessoais e a si mesmo. Eu cheguei a um período da minha vida em que, por estar trabalhando desde os oito anos, eu esqueci de viver.

Durante a entrevista, Priscilla também refletiu sobre as diferenças de tratamento que percebia quando dividia a apresentação do Bom Dia & Cia com Yudi Tamashiro. A questão surgiu após uma pergunta feita pelo ator Klebber Toledo, outro participante do programa, que quis saber sobre as diferenças entre o trabalho dos dois naquela época. A cantora explicou que, quando era criança, não conseguia compreender exatamente o motivo do desconforto que sentia. Com a maturidade, porém, passou a interpretar aquelas situações de outra maneira e percebeu que também havia sido afetada por uma dinâmica de gênero presente naquele ambiente:

- Nunca parei pra pensar no quanto eu fui atingida enquanto mulher naquele cenário. Porque é isso, eu vivia numa inocência e vinte anos atrás, muita coisa mudou. E eu lembro que lá eu não tinha consciência, mas eu tinha sensações.

Priscilla fez questão de esclarecer que Yudi é como um irmão para ela e que sua reflexão não representa uma crítica ao amigo. Para a cantora, o que a incomodava estava relacionado principalmente à dinâmica do ambiente e à forma como as perguntas e os destaques eram direcionados:

- O Yudi é um irmão para mim, só para ninguém tirar de contexto. Mas era sempre uma pergunta projetada para ele. Era sempre um tipo de evidência que a figura dele vinha na frente. E intencional ou não, eu acabava pegando aquilo para mim e achando que eu pertencia a um lugar de coadjuvante.

Ela contou ainda que, muitas vezes, mesmo quando os dois estavam juntos, as perguntas eram direcionadas primeiro a Yudi, algo que só conseguiu identificar com maior clareza depois de adulta. Ao fazer essa reflexão, Priscilla destacou que não responsabiliza o apresentador pelo tratamento que recebiam. Segundo ela, cerca de duas décadas atrás, debates sobre desigualdade de gênero e sobre a maneira como mulheres eram tratadas em determinados espaços ainda tinham menos presença no debate público. Por isso, situações que hoje poderiam ser percebidas de forma mais crítica eram vivenciadas por ela ainda na inocência da infância.

A escola também teve um papel especial durante sua infância. Priscilla revelou que gostava de frequentar as aulas porque, naquele ambiente, era tratada como uma criança comum pelos colegas, sem a cobrança relacionada à fama.

Ela ainda falou sobre como aprendeu a lidar com a exposição ao longo dos anos. Se na infância gostava da atenção do público, durante a adolescência sentiu o peso da falta de privacidade. Com a maturidade, passou a estabelecer limites para tornar a exposição mais saudável:

- Quando eu não tinha consciência exatamente do que era a exposição, era tudo muito legal. Eu era uma criança que gostava de ser o centro das atenções, gostava de estar no palco. Achava muito legal ir ao shopping e as pessoas me pararem. Mas aí, com o passar do tempo, veio a adolescência, que é um período que tem que te deixar em paz para você se desenvolver, e eu não tinha paz. Tinha toda aquela agenda de compromissos.

A cantora contou que a pandemia também foi importante para repensar sua vida e que sua participação no The Masked Singer Brasil ajudou no processo de reconexão com a música, principalmente pelo programa só precisar que ela usasse a voz.

Durante a entrevista, Priscilla também falou sobre o relacionamento com o produtor musical e DJ André Laudz, integrante do duo Tropkillaz. Os dois se conheceram em um estúdio enquanto trabalhavam juntos e, segundo a cantora, começaram a namorar apenas duas semanas depois. O relacionamento já dura mais de três anos e também rendeu uma parceria profissional. Juntos, Priscilla e Laudz trabalharam no álbum Eco, projeto que marcou mais uma fase da carreira da artista.

Confira o programa completo:


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