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Publicada em 20/09/2026 às 10:48 | Atualizada em 20/09/2026 às 10:48

Letícia Cazarré relata rotina durante internação da filha e faz reflexão sobre sofrimento

A influenciadora está há três semanas acompanhando Maria Guilhermina no hospital

Da Redação

Divulgação

Letícia Cazarré compartilhou uma reflexão nas redes sociais após passar três semanas acompanhando a filha, Maria Guilhermina, no hospital. Internada desde agosto, a menina deu entrada na CTI após apresentar um quadro de gastroenterite, porém o quadro evolui para pneumonia e infecção e ela foi encaminhada para a UTI.

Em publicação em seu perfil no Instagram, a esposa de Juliano Cazarré falou sobre como ela e o ator seguiram trabalhando, cuidado dos filhos e deles mesmos em mei à internação da filha. Letícia, inclusive, fez revezamentos na rotina e escreveu palestras de dentro do hospital, sempre acompanhando de perto procedimentos e exames de Maria Guilhermina e conversando com os médicos:

Hoje eu saí da UTI e fui direto dar uma aula de duas horas. O que eu e meu marido fizemos nos últimos 20 dias, a maioria das pessoas não está disposta a fazer. Continuamos trabalhando muito, cuidando da casa, dos outros cinco filhos, cuidando e nós mesmos e do nosso casamento. Eu escrevi palestras dentro da UTI, de manhã, de tarde, à noite e de madrugada. Em casa, revezei entre as crianças e o trabalho, mesmo sábados e domingos. Na UTI, acompanhei procedimentos, exames, conversei com médicos brasileiros e cirurgiões internacionais sobre o caso da Guilhermina.

A influenciadora segue se abrindo sobre as noites que passou na unidade de saúde e relembra quando a filha sofreu uma grave intercorrência durante a permanência na UTI:

Estive ao lado dela em muitos plantões de 24 horas e dormi muitas noites com frio numa poltrona desconfortável. Numa dessas noites, eu mesma precisei salvar a vida da minha filha - mesmo estando dentro de uma UTI. No dia seguinte: sorriso para os de casa e do trabalho; lágrimas sempre que me via sozinha. O coração é meu, pode sofrer. O resto é do irmão, deve sorrir.

E continuou com o relato:

Ao longo dessas três semanas de internação, duas pequenas crianças que nasceram junto com a Guigui na UTI de São Paulo e nos fizeram companhia, faleceram por complicações. Meus dias foram cheios de lembranças dessas famílias, dos momentos difíceis que compartilhamos e da ideia de que temos que aproveitar ao máximo cada minuto ao lado desses pequenos santinhos.

A mãe de seis crianças também conta o que fez ao longo dos dias: 

Durante as folgas, levei as crianças para cortar o cabelo e também cortei o meu e me cuidei. No trabalho, produzi com as minhas equipes do Rio e de São Paulo um grande evento presencial e online, que acontecerá amanhã ao vivo. Me confessei semanalmente e recebi a Eucaristia todos os dias (na missa ou dentro do hospital). Li diariamente, revezando entre seis livros de diferentes assuntos. Assisti podcasts sobre Geopolítica, Tecnologia e o futuro da Humanidade. Assisti bons filmes com meu marido e meus filhos. Também dançamos e cantamos juntos.

Letícia então explica a reflexão que quer deixar com o seu relato:

E por que eu disse que a maioria não estava disposta a fazer tudo isso? Porque as pessoas encaram as grandes dificuldades e sofrimentos como um motivo para jogar tudo para cima e parar. Elas não entendem que o sentido do sofrimento é nos lapidar, nos tornar maiores, mais robustos, mais fortes. Não enxergam sentido sobrenatural no sofrimento e, portanto, se entregam apenas à porção física que ele afeta: for, medo, insônia, angústia, cansaço, revolta, desânimo, falta de vontade.

E encerra com uma mensagem aos seguidores:

Nós, ao contrário, aprendemos a usar o sofrimento como uma mola: é justamente quando chegamos ao fundo da for, que estamos prontos para ser impulsionados mais para o alto. E uma frase de um sacerdote ficou na minha cabeça o tempo todo: Deus não precisa do nosso sofrimento. Somos nós que precisamos. Se você precisa dos seus sofrimentos, isso significa que você deve fazer algo de bom, algo de útil, algo de novo com ele. Como uma verdade que Deus me revelou no início da vida da Guilhermina, quando tudo era muito difícil para nós... Não haveria sofrimento se não fosse para fazer novas todas as coisas.

Vale lembrar que Maria Guilhermina, nascida em 2022, foi diagnosticada no nascimento com uma cardiopatia rara, chamada anomalia de Epstein. Desde então, a pequena já passou por diversas internações e cirurgias.

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Letícia Cazarré relata rotina durante internação da filha e faz reflexão sobre sofrimento

Letícia Cazarré relata rotina durante internação da filha e faz reflexão sobre sofrimento

20/Set/

Letícia Cazarré compartilhou uma reflexão nas redes sociais após passar três semanas acompanhando a filha, Maria Guilhermina, no hospital. Internada desde agosto, a menina deu entrada na CTI após apresentar um quadro de gastroenterite, porém o quadro evolui para pneumonia e infecção e ela foi encaminhada para a UTI.

Em publicação em seu perfil no Instagram, a esposa de Juliano Cazarré falou sobre como ela e o ator seguiram trabalhando, cuidado dos filhos e deles mesmos em mei à internação da filha. Letícia, inclusive, fez revezamentos na rotina e escreveu palestras de dentro do hospital, sempre acompanhando de perto procedimentos e exames de Maria Guilhermina e conversando com os médicos:

Hoje eu saí da UTI e fui direto dar uma aula de duas horas. O que eu e meu marido fizemos nos últimos 20 dias, a maioria das pessoas não está disposta a fazer. Continuamos trabalhando muito, cuidando da casa, dos outros cinco filhos, cuidando e nós mesmos e do nosso casamento. Eu escrevi palestras dentro da UTI, de manhã, de tarde, à noite e de madrugada. Em casa, revezei entre as crianças e o trabalho, mesmo sábados e domingos. Na UTI, acompanhei procedimentos, exames, conversei com médicos brasileiros e cirurgiões internacionais sobre o caso da Guilhermina.

A influenciadora segue se abrindo sobre as noites que passou na unidade de saúde e relembra quando a filha sofreu uma grave intercorrência durante a permanência na UTI:

Estive ao lado dela em muitos plantões de 24 horas e dormi muitas noites com frio numa poltrona desconfortável. Numa dessas noites, eu mesma precisei salvar a vida da minha filha - mesmo estando dentro de uma UTI. No dia seguinte: sorriso para os de casa e do trabalho; lágrimas sempre que me via sozinha. O coração é meu, pode sofrer. O resto é do irmão, deve sorrir.

E continuou com o relato:

Ao longo dessas três semanas de internação, duas pequenas crianças que nasceram junto com a Guigui na UTI de São Paulo e nos fizeram companhia, faleceram por complicações. Meus dias foram cheios de lembranças dessas famílias, dos momentos difíceis que compartilhamos e da ideia de que temos que aproveitar ao máximo cada minuto ao lado desses pequenos santinhos.

A mãe de seis crianças também conta o que fez ao longo dos dias: 

Durante as folgas, levei as crianças para cortar o cabelo e também cortei o meu e me cuidei. No trabalho, produzi com as minhas equipes do Rio e de São Paulo um grande evento presencial e online, que acontecerá amanhã ao vivo. Me confessei semanalmente e recebi a Eucaristia todos os dias (na missa ou dentro do hospital). Li diariamente, revezando entre seis livros de diferentes assuntos. Assisti podcasts sobre Geopolítica, Tecnologia e o futuro da Humanidade. Assisti bons filmes com meu marido e meus filhos. Também dançamos e cantamos juntos.

Letícia então explica a reflexão que quer deixar com o seu relato:

E por que eu disse que a maioria não estava disposta a fazer tudo isso? Porque as pessoas encaram as grandes dificuldades e sofrimentos como um motivo para jogar tudo para cima e parar. Elas não entendem que o sentido do sofrimento é nos lapidar, nos tornar maiores, mais robustos, mais fortes. Não enxergam sentido sobrenatural no sofrimento e, portanto, se entregam apenas à porção física que ele afeta: for, medo, insônia, angústia, cansaço, revolta, desânimo, falta de vontade.

E encerra com uma mensagem aos seguidores:

Nós, ao contrário, aprendemos a usar o sofrimento como uma mola: é justamente quando chegamos ao fundo da for, que estamos prontos para ser impulsionados mais para o alto. E uma frase de um sacerdote ficou na minha cabeça o tempo todo: Deus não precisa do nosso sofrimento. Somos nós que precisamos. Se você precisa dos seus sofrimentos, isso significa que você deve fazer algo de bom, algo de útil, algo de novo com ele. Como uma verdade que Deus me revelou no início da vida da Guilhermina, quando tudo era muito difícil para nós... Não haveria sofrimento se não fosse para fazer novas todas as coisas.

Vale lembrar que Maria Guilhermina, nascida em 2022, foi diagnosticada no nascimento com uma cardiopatia rara, chamada anomalia de Epstein. Desde então, a pequena já passou por diversas internações e cirurgias.