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Publicada em 06/12/2019 às 13:50 | Atualizada em 06/12/2019 às 13:50

Vivendo a anti-heroína Harlequina em Aves de Rapina Margot Robbie brinca sobre a personagem: - Não sei por que as pessoas a admiram!

O elenco do filme falou ainda sobre feminismo, cenas de ação e o fato de poder chutar as bolas dos caras

Luiza Aloi

Na manhã dessa sexta-feira, dia 6, a Warner Bros. reuniu jornalistas para uma coletiva de imprensa com o elenco e a equipe de Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, longa que está previsto para estrear no dia 6 de fevereiro! Lembrando que no dia anterior, rolou o painel sobre o filme na CCXP, que mostrou cenas inéditas.

Agora sem as vibrações e o barulho dos fãs, estiveram presentes na coletiva as atrizes Margot RobbieMary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollett-Bell, Rosie Perez e Ella Jay Basco, além da diretora do longa, Cathy Yan, e os produtores Sue Kroll e Bryan Unkeless, para falarem um pouco mais sobre um dos filmes que promete agitar 2020.

Primeiro, Margot explicou a sua vontade de reviver a personagem Harlequina, que foi primeiramente apresentada ao mundo em Esquadrão Suicida, filme de 2016:

- Quando eu comecei a trabalhar em Esquadrão Suicida eu comecei a ler os quadrinhos e eu me apaixonei completamente pela personagem, me apaixonei pelo mundo dela. Senti que havia muito dela que não havia ainda sido explorado, todos os aspectos da personalidade dela. Havia muito ali para brincar. (...) Eu queria muito, muito, vê-la interagindo com outras mulheres, disse, em seguida elogiando bastante a roteirista Christina Hodson que, segundo a atriz, capturou uma voz de Harlequina nunca antes ouvida. 

Cenas de ação

Algo bem interessante, e que foi algumas vezes citado, durante a coletiva é o fato de o elenco não só ser majoritariamente feminino, como também multiétnico. Além disso, outra característica marcante do longa são as cenas de ação - propositalmente violentas, de acordo com a diretora:

- Sim, aquilo foi definitivamente intencional. Eu queria ter certeza que ficasse mais realista. Todas essas mulheres foram escolhidas por causa do talento incrível em atuar, mas acontece que elas também são talentosas estrelas de ação malvadas! (...) Todas as cenas que você vê no filme, elas foram seus próprios dublês.

Mary Elizabeth Winstead, então, que vive Helena Bertinelli, a Huntress no longa, dividiu ainda uma curiosidade: antes de filmar qualquer cena de ação, Cathy gritava para ela raiva feminina, como forma de animá-la! 

Demais, né? 

Já Ella Jay Basco, que vive Cassandra, ainda acrescentou qual foi sua reação ao ler o roteiro pela primeira vez:

- Eu pensei: caramba, essas mulheres vão chutar bundas! E então atuar, na vida real, ver aquilo bem na minha frente... foi loucura! Foi um sonho se tornando realidade ver essas estrelas incríveis, que podem atuar, produzir... mas também podem chutar as bolas dos caras, disse.

Com as risadas dos jornalistas presentes, Margot ainda brincou:

- Nós somos ótimos modelos!

Feminismo

Algo que deixou as atrizes bem felizes foi o fato de estarem atuando em um longa em que o corpo das mulheres não é o principal atrativo, como bem explicou Jurnee Smollett-Bell, a Black Canary:

- Neste filme eu fui forçada a fazer coisas que nunca tinha feito antes e essas personagens são incrivelmente fortes. Como mulher, é tão raro você ser aceita em papeis em que o seu corpo não está sendo objetificado, [mas sim] que o seu corpo está, na verdade, sendo usado como uma máquina. E isso é incrivelmente empoderador.

Inspiração distorcida

Algo que Margot foi questionada é o fato de ela, como atriz, ter a responsabilidade de viver uma personagem que é uma anti-heroína - mas não necessariamente uma vilã:

- É engraçado porque eu nunca pensei que ela fosse ser vista como um modelo para ninguém. Ela é uma psicopata e a sua bússola de moralidade não aponta para o norte. Ela tem muitos defeitos, ela está em um relacionamento muito tóxico [com o Coringa]. Ela não tem nada que a torne um modelo, mas mesmo assim esse filme, por alguma razão, algumas pessoas a veem como um modelo, de uma maneira estranha. Eu fiquei bem surpresa com isso. É complicado porque eu sinto uma responsabilidade de sempre colocar algo positivo no mundo, seja [um projeto] produzindo ou atuando e qual seria a mensagem para o mundo, disse.

Depois, acrescentou:

- Mas ao mesmo tempo você tem que honrar o personagem, tem que honrar a história, (...) mas eu realmente ainda não sei por que as pessoas a admiram!, disse, rindo. 

Por fim, concluiu:

- Eu sei porque eu a amo, eu sei porque eu entendo os seus defeitos, ou talvez sejam seus defeitos o que as pessoas se identificam, porque ela não é perfeita, disse, especulando também que a admiração por vir também com o fato de Harley achar força nas circunstâncias que a vida trouxe para ela.

O longa ainda conta com Chris Messina e Ewan McGregor, definidos como feministas, pela própria diretora.

Logo abaixo, assista a um trailer mais recente do longa!

A seguir, relembre personagens feministas:


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