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Publicada em 05/12/2020 às 16:12 | Atualizada em 06/12/2020 às 20:23

Intérprete do Sr. Barriga, Édgar Vivar se emociona com relíquia de Seu Madruga e explica motivo de Chaves não passar mais na TV brasileira; confira!

O ator foi um dos convidados da CCXP Worlds deste sábado, dia 5

Carolina Rocha

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É, não tem como a gente fugir das nossas obrigações por muito tempo... o Sr. Barriga fez questão de aparecer na CCXP Worlds deste sábado, dia 5, e cobrar o aluguel de todo mundo que estava devendo! Brincadeiras à parte, Édgar Vivar, intérprete do personagem na série Chaves, declarou que estava bastante animado em poder participar do painel realizado nesta tarde, e aproveitou para declarar o seu amor pelo Brasil.

- Eu estou muito, muito, muito feliz. Eu adoro o Brasil, adoro a sua gente. Adoro a comida. É complicado agora com essa pandemia, mas tomara que no próximo ano eu esteja lá para visitar todos vocês.

Édgar ainda explicou o motivo de Chaves não ser mais exibido na televisão brasileira, principalmente no SBT, onde já era transmitido há mais de 30 anos.

- Os direitos de transmissão pertencem agora ao filho do Roberto Gómez Bolaños, e não fizeram negócios entre o Roberto Gómez Fernández [filho de Bolaños] e a Televisa. As negociações estão suspensas agora. Mas acho que no próximo ano o Chaves vai voltar, com toda a certeza.  

Embora tenha participado de inúmeros episódios como o Sr. Barriga ou Nhonho, o ator tem os seus momentos preferidos bem marcados na memória.

- São muitos. Eu lembro da primeira vez que o Sr. Barriga apareceu na vizinhança. Para mim, foi um episódio memorável. E também foi um acidente, porque não estava escrito no roteiro. Mas o Roberto gostou e se tornou uma coisa repetitiva, porque sempre que o Sr. Barriga chegava para cobrar o aluguel, ele levava uma trombada. E também, sem dúvida, meu episódio favorito foi em Acapulco, ou em Guarujá [como ficou conhecido aqui no Brasil].

Édgar ainda contou que os fãs costumam ser generosos quando o encontram em algum lugar.

- Algumas pessoas dizem que não vão poder pagar o aluguel, ou dizem que vão pagar o aluguel do Seu Madruga. E algumas pessoas fizeram um cálculo de quanto dinheiro seria 14 meses de aluguel em atraso... seria 100 mil e poucos, algo assim.

A primeira vez que ele conheceu Bolaños também foi especial.

- Eu fiz um comercial para a televisão. O Roberto olhou para mim, e quando precisava de atores, ele lembrou de mim. Ligou para o diretor do comercial onde eu trabalhei e pediu para que nós trabalhássemos na nova série. O diretor falou que não estava interessado, que conseguia um ator que era muito bom, e Roberto ligou para mim. Eu estava em casa e recebi uma ligação. Édgar? Égdar Vivar? Aqui é o Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito. Você gostaria de trabalhar na televisão? Então eu fui, tivemos uma conversa e ele me perguntou Você já trabalhou na televisão? Eu disse que não. E ele me respondeu No programa, nós não vamos usar o ponto. Aí eu perguntei O que é isso? E ele me respondeu Então você está contratado.

Que história, não é? O artista também contou como era encenar uma conversa entre ele mesmo, já que por interpretar dois personagens, que além de tudo eram pai e filho, existiam algumas interações entre eles ocasionalmente.

- Era difícil, porque a tecnologia era muito mais atrasada. Era muito complicado fazer os dois personagens ao mesmo tempo. Você tinha que colocar primeiro um, geralmente era o Sr. Barriga, então a gente tinha que falar e esperar, pensar no que o outro personagem, no caso o Nhonho, estava falando. Era complicado, mas era muito divertido também. Acho que muitas pessoas têm inveja de não poderem conversar com elas mesmas, brincou.

Emocionado, Édgar não deixou de falar sobre um de seus melhores amigos, Ramón Valdés, intérprete do Seu Madruga.

- Muito legal. Seu Madruga era meu amigo. Éramos muito próximos. Ele vinha muitas vezes na minha casa, éramos vizinhos. A minha mãe adorava o Rámon, e ele era um cara muito engraçado e muito transparente. Você olha o Seu Madruga, era assim o Ramón Valdés.

Nostalgia

Carmem Ohcoa, produtora e diretora do seriado Chaves, e o ator Ricardo de Pascual, que fez algumas participações na comédia como o Sr. Carequinha, também fizeram parte do painel. Logo de cara, Carmem exibe a marreta do Chapolin Colorado, a qual o elenco se referia como marrequeta.

- É a marraqueta original. Tiveram várias, mas essa foi a última, a original que foi usada por Robeto Gómez Bolaños, explicou Édgar Vivar.

A produtora também exibiu uma foto de Seu Madruga, que aparecia na parede da casa dele em Chaves. Édgar chamou a imagem de uma relíquia, e o momento ficou marcado para os três e para os fãs que acompanhavam o painel.

Ricardo de Pascual ainda lembrou de uma história com Ramón Valdés.

- Ele era uma pessoa maravilhosa e um esplêndido ator. Eu me lembro que quando íamos comer no restaurante da Televisa, ele de repente se levantava e dizia Está tudo pago, está bem? Como se ele tivesse pagado a comida de todo mundo. Não era assim, mas ele sempre dizia Está tudo certo. Tudo tranquilo.

Carmem aproveitou para falar da proximidade entre o elenco e produção, dando corda à fama de Bolaños de ser perfeccionista.

- Sempre me dei muito bem com todos, era uma família. E Roberto era o mais exigente. Ele produzia, ele dirigia, e quando alguma coisa não estava bem feita, tínhamos que repetir tudo, desde o começo. Sempre. E o timing do Ramón, para mim é, extraordinário.

Por fim, Édgar contou uma curiosidade sobre os bastidores.

- Quando o Chapolin visita a vizinhança, e Chaves está lá, aparecem os pés dos dois personagens. Mas um dos pés era de Carmem.

Imagina só como foi fazer essa cena, hein? A seguir, confira fotos raras dos bastidores de Chaves e Chapolin:

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