-
Quando Vladimir Brichta foi homenageado pelo Arquivo Confidencial no Domingão do Faustão,seus amigos compartilharam histórias inusitadas sobre sua vida. Lázaro começou primeiro, contando o seguinte: - Você sabe que aqui não dá pra falar só coisa de emoção, né? Não dá pra falar só da parte bonita! Tem que falar também dos defeitos. Quando a gente foi fazer A Máquina em São Paulo, a gente resolveu que ia fazer natação. E assim, você tá com seu amigo forte, você se sente protegido, né. Não conseguimos fazer a aula de natação e a gente começou a andar na rua e de repente eu vi Vlad correndo. E eu não sabia porque é que ele tava correndo. Quando eu vi eu tomei um soco de um doidinho de rua. Me bateu e Vlad, ao invés de me defender, ele corria e corria e eu tava sozinho! Me deixou absolutamente sozinho, me abandonou! E eu faço questão de falar isso sempre, porque ele é bonitão, é fortão, mas é frouxo!
Divulgação-TV Globo
1
-
Depois, chegou a vez de Wagner, que revelou: - Tem uma história boa de Vlad, é que Vlad foi menina até os cinco anos. A mãe do Vlad (...) queria que ele fosse outra menina. O Vlad era louro, era um menino muito bonito. E a mãe dele vestia Vlad com uma roupinha de menina e Vlad ia pra escola com roupa de menina. Ele cresceu uma menina. Ele até hoje lida com essa questão psicológica, é uma coisa que ele ainda tá trabalhando, mas de uma forma ele já superou. Ele ainda continua: - Muito do que eu sou hoje, eu sou por causa de você. Então lhe agradeço. Sua amizade, seu amor, seu humor e sua forma de aglutinar a gente em sua casa, deixando a gente sempre junto, nossas famílias juntas. Isso é muito, muito importante pra mim. Terminadas as homenagens, o astro se defendeu: - Foi só uma vez que eu fui de vestido e voltei de shortinhos! Ela colocou uma mudinha de roupa pra ver se eu aguentava o tranco. Eu não aguentei o bullying!
Divulgação-TV Globo
2
-
Sabia que a mania de Armane de dar uma fungada enquanto falava nada mais era do que Vladimir zoando Wagner? Isso mesmo! Em participação no Podpah, o ator contou: - Eu vou falar um negócio que eu nunca falei. Rebobina a fita e acha Wagner aqui dando entrevista para vocês, Wagner Moura. Ele toda hora faz. O Armani fungava eu tava sacaneando ele.
Divulgação-TV Globo
3
-
No Papo de Segunda, Vladimir também refletiu sobre como mantiveram a amizade por mais de duas décadas: - A gente tem muita coisa em comum. É da mesma profissão, vem do mesmo lugar de Salvador, sonhamos coisas muito parecidas, conquistamos coisas muito parecidas no âmbito profissional e também pessoal, tem um senso de jhumor muito parecido, torcemos muito um pelo outro. E a gente tem um grupinho, chamado Bar Joia, que inclui também um quarto elemento que é Marcelo Flores. A gente se procura com frequencia, porque tenta manter. A gente tem um código que três pessoas juntas já confere um Bar Joia, a gente pode reunir e conversar. Dois não, dois é um encontro qualquer, mas três já pode. A gente alimenta um piuco isso. Mas, na verdade, é o desejo de estar junto e dividir as coisas. E completa: - Somos pessoas bem sucedidas, temos uma carreira da qual nos orgulhamos, mas também dividimos muira frustração. Não é amizade que a gente só festeja. Acho que a gente consegue, de forma leve, ir a lugares muito profundos nas nossas questões. É mais fácil até manter essas amizades do que fazer novas.
Divulgação-TV Globo
Divulgação
4
-
Também no Papo de Segunda, Vladimir confessa que já houveram brigas entre o trio no passado: - Coisas de namoricos, tivemos uns intercâmbios não planejados, disputamos papéis também. Isso tudo fez a gente muito amigo. Eu lembro que depois de dez anos a gente se reuniu para conversar e passar a limpo coisa de quinze anos atrás e foi maravilhoso poder falar: Eu errei. Nesse momento a gente subiu o sarrafo da amizade lá para cima.
Divulgação-TV Globo
5
-
E Vladimir também já contou a sua versão da vez em que ele e Lázaro se depararam com um homem na rua depois de terem saído para nadar, viu? No Papo de Segunda, esclareceu que não deixou o amigo para apanhar sozinho: - Lázaro tem mania de contar essa história e ela não é assim. Estamos em São Paulo, a gente estava fazendo a peça A Máquina e a gente queria tomar um banho de piscina num domingo. Estávamos em cartaz em um SESC e em outro tinha uma piscina. Chegamos lá, estava fechado, a gente voltou triste caminhando até o metrô. No que a gente vem caminhando meio borocohô, vem um doido de lá. E continuou: - O doido veio resmungando sozinho, andando no meio da rua. Lazinho fala para a gente atravessar a rua. Eu falei imagina é só passar quietinho aqui, vem na minha. No que a gente foi andando, o doido realmente foi agressivo e deu uma ombrada. Lazinho conta que ele deu um soco, mas deu uma ombrada e jogou ele contra um muro chapiscado. Quando ele bateu, eu peguei e falei, corre Lazinho. Sendo que na hora que falei isso eu já tinha corrido também por alguns motivos. O ator finaliza explicando: - O primeiro é que foi um ato de coragem minha não deixar... eu seria covarde de bater num doido. A pessoa não está em sã consciencia, é um problema sério, inclusive, a questão da saúde mental. Também lembrei que meu irmão mais velho me dizia que doido não cansa nunca, ele é mais forte que a gente. Pensei nas duas coisas, não posso bater que ele nem sabe a agressividade que está tendo e vai que ele é mais forte. Corri e Lazinho correu atrás. O doido não veio. Eu não fui valente.
Divulgação-TV Globo
6
-
Certa vez Rodrigo Santoro acabou envolvido em uma história inusitada dos três amigos. Wagner contou no Podpah que tudo aconteceu na época em que os atores faziam parte do elenco da peça A Máquina no começo dos anos 2000. Rodrigo estava passando por São Paulo na época em que estava sendo exibido na cidade e avisou Wagner, com quem tinha se aproximado quando fizeram um filme juntos. Nisso, ele não apenas prestigiou a peça, como os dois saíram juntos depois: - Eu tinha feito um filme, com Rodrigo Santoro, que é meu brother [hoje], mas na época era um cara que eu tinha conhecido só. Nessa época, o Rodrigo era uma estrela já. Era um cara famosíssimo no Brasil pelas novelas e tal, a gente era uns caras de Salvador, ninguém sabia quem a gente era. E aí Rodrigo foi para São Paulo e disse, Wagner, estou aqui em São Paulo, cara, queria ver a sua peça. Ele viu a peça, a gente saiu de noite junto, eu e ele, um barato. Ele tinha um celular, enfim. Wagner, Lázaro e Vladimir não estavam muito bem de dinheiro na época e estavam todos hospedados juntos em um hotel: Aí chegou o final da temporada, todo mundo duro para caramba, e a gente ligava do quarto do hotel e chegou a conta. O telefone de Rodrigo é do Rio de Janeiro. Aí chegou um 021 [código postal do Rio de Janeiro] que dava 15 reais a conta, em 2001. Vladimir disse, Não fui eu. Lázaro também. Eu esqueci completamente e disse também. Foi aí que Vladimir decidiu investigar e teve a ideia de ligar para o número e perguntar de quem o dono era amigo: - Vladimir pegou o telefone, macho assim para c*****o… Aí caiu na caixa postal de Rodrigo. A caixa postal de Rodrigo Santoro era assim, Essa é a minha caixa postal, deixe o recado após o sinal. Vladimir entendeu, Estrelinha caixa postal, deixe o recado após o sinal. Como ele confundiu, eu não sei. Eu sei que ele deixou o seguinte recado para o Rodrigo, Alô, estrelinha. Quem tá falando aqui é Vladimir Brichta. Eu to aqui num quarto com Wagner Moura e Lázaro Ramos e é o seguinte, velho. A gente quer saber aqui quem é seu amigo, pá [desligou]. E finaliza revelando quando caiu a ficha que ele era o culpado: - Aí passou o tempo, ninguém… Rodrigo é uma pessoa elegantíssima, nem respondeu. Aí cara, eu tava um dia em Salvador assim, deitado, na cama e eu fiz… E eu lembrei, era eu.
Divulgação-TV Globo
7