Ator de Os Dez Mandamentos - O Musical compara com novela: - Eu não tenho tempo para contar nuances, preciso de um Moisés de tintas fortes
O musical que promete um espetáculo cheio de tecnologia e interatividade, estreia nesta sexta-feira, dia 17, no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo
14/Jun/2016
Guta Valente
Ao contrário do que muita gente imagina, Os Dez Mandamentos - O Musical, que chega ao teatro Procópio Ferreira nesta sexta-feira, dia 17, em São Paulo, está longe de repetir o que foi visto nos cinemas e nas telinhas da Record.
A nova aposta da emissora, em parceria com a Chaim Produções, promete ainda mais tecnologia e efeitos do que a novela, que ficou marcada quando o capítulo mostrou Moisés abrindo o Mar Vermelho tomou conta das redes sociais. Com 120 minutos de duração, surge a dúvida: Será que o musical conseguirá mostrar todas as nuances que a novela exibiu na primeira temporada e ainda relatar da mesma forma que a Bíblia conta?
Parece impossível, mas acompanhando três das cenas que a coletiva de imprensa apresentou nesta tarde de terça-feira, dia 14, em São Paulo, mostra que o musical está mais preocupado em trazer uma originalidade nunca antes vista no teatro brasileiro e na história épica. Por meio de muitos efeitos interativos a plateia que, além de acompanhar os atores para lá de experientes, como Julio Mancini (Moisés), Thiago Machado (Ramsés), Ivan Parente (Anrão), Tássia Cabanas (Zípora) e Bruna Pazinato (Nefertari), entre outros, terá a chance de ver uma tela de LED de alta resolução, responsável pelos efeitos tecnológicos como a abertura do Mar Vermelho.
- Nesta adaptação para o teatro musical, o foco está na história de Moisés e não há nenhuma trama paralela. As Dez Pragas foram editadas em um só número musical que usa a tecnologia para inusitados efeitos interativos e sensoriais com a plateia, contou Emilio Boechat, um dos roteiristas da novela que faz a dramaturgia da peça.
Emilio revela ainda que para condensar a história, Moisés descobrirá que é Hebreu muito depois do que acontece na novela.
- Na novela, o Moisés descobre que é hebreu quando é criança, com uns 10 anos, aqui por uma questão de condensar em duas horas, a gente optou por ele descobrir adulto, pouco antes de matar o oficial egípcio. O Moisés vai ser criado com o filho da Princesa e aí tem um salto, ele mata o oficial, é condenado e foge do Egito.
Os próprios atores revelam que apesar do sucesso da novela se inspiraram em outras produções para construir seus personagens. Julio Mancini, que interpreta o protagonista Moisés, falou sobre o maior desafio de construir o personagem, além das referências que usou para trazer o personagem para o musical:
- Eu acho que o maior desafio é manter a embocadura bíblica, um vocabulário completamente diferente da fala cotidiana, então era um desafio manter isso sem deixar falso, mentiroso e piegas. Em relação a inspiração, eu assisti aos filmes, documentários, desenhos, um pouco da novela, mas ela não é uma referência que eu pude aproveitar diretamente, haja visto que a novela foi filmada em meses, o que é muito diferente, porque a gente tem duas horas pra contar a historia, então eu não tenho tempo para contar nuances, preciso de um Moisés de tintas fortes. É um período muito longo, que contamos em pouco tempo.
Com uma pegada de musical da Broadway, Fernanda Chamma, responsável pela direção e criação do musical, acredita que vai além de uma produção inspirada nos espetáculos norte-americanos. Os Dez Mandamentos terá dinamismo, cenas curtas e uma linguagem completamente diferente do que se espera dos musicais do gênero, graças à liberdade de criação que teve para produzir, inclusive nas músicas inéditas e compostas especialmente para o espetáculo por Wladimir Pinheiro, que priorizou o som acústico, outro diferencial da produção:
- Estamos desenhando um teatro musical diferente e dinâmico, proporcionando uma inusitada interação com a plateia, pois o que acontece no palco se esparrama pelo teatro.
Para Thiago Machado, intérprete de Ramsés, a linguagem fácil e a liberdade de criação, imprime o desejo do espetáculo de buscar não só o telespectador da novela, mas toda a família brasileira, que pode se interessar em uma história bíblica, mas moderna:
- É uma história universal, não especificamente religiosa, tá na bíblia, mas fala sobre amor, amor familiar, amor de relacionamento amoroso, de amigo, irmãos, encontros, então é pra todo mundo, não só os fãs de musicais, de teatro, da novela, do cinema. A novela parou o Brasil, então eu acho o público incrível, a emoção que eles viam na televisão, eles terão a chance de ver ao vivo, vai ser uma experiência sensorial enorme, quem gostou muito da novela e do filme, vai se surpreender em sentir a emoção junto com a gente.
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