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Publicada em 27/05/2020 às 08:44 | Atualizada em 27/05/2020 às 09:14

Neta da Rainha Elizabeth II, princesa Beatrice fala abertamente sobre dislexia: - Não é algo que está errado com você

Beatrice de York foi diagnosticada com o distúrbio aos sete anos de idade

Da Redação

The Grosby Group

Um papel muito importante que a Família Real britânica tem desempenhado é promover a conscientização e o debate sobre diversas causas sociais. Os príncipes William e Harry são bem conhecidos por esse fato, visitando e apoiando diversas instituições e causas. Outro exemplo, talvez menos conhecido, é o da princesa Beatrice, filha do príncipe Andrew e neta da Rainha Elizabeth II. A moça, hoje com 31 anos de idade, foi diagnosticada com dislexia aos sete anos de idade, e frequentemente se envolve com organizações que prestam apoio aos disléxicos.

Em uma rara entrevista à organização Made By Dyslexia, que tem o propósito de levar ao mundo o entendimento sobre a dislexia, promovendo sua valorização e suporte, a princesa falou abertamente sobre seu diagnóstico e sobre como vê o distúrbio de aprendizagem como algo benéfico em sua vida. Beatrice de York trabalha na empresa de dados e software Afiniti, e, segundo ela, a dislexia foi um fator decisivo em seu desenvolvimento profissional, já que ela pode confiar mais em suas habilidades de comunicação. A princesa relatou ainda que muitos de seus colegas de trabalho também são disléxicos.

- Acho que um dos pontos fortes que temos como disléxicos é olhar as coisas de maneira diferente, resolver problemas, encontrar novas maneiras de fazer as coisas, ser experimental, empreendedor.

Beatrice também contou que, quando criança, enfrentou muitas incertezas por conta de sua condição, apesar de estudar em uma escola que se preocupava mais em estimular os alunos. Ela relata que existiam livros para classificar o nível de leitura dos alunos e que, enquanto seus amigos estavam constantemente avançando, ela permanecia nos níveis iniciais.

- E acho que, nessa fase, esses momentos de dúvida surgem na sua cabeça. Não sou bom o suficiente, não sou inteligente o suficiente. Por que não sou como os outros?

A neta da Rainha Elizabeth II também critica o modo de aprendizagem empregado na maioria das escolas atualmente, com muitos alunos apenas focando em deixar as coisas perfeitas em uma prova e não tendo seu momento de expressão. Segundo ela, é importante que também sejam estudadas habilidades de formação contínua e que ajudem os jovens a prosperarem na vida.

Apesar disso, ela afirma que este é um bom momento para ser disléxico, já que o mundo está aprendendo a valorizar e buscar pessoas que têm pontos de vista diferentes e que podem ver as coisas com outros olhares, principalmente no que se relaciona à questão da tecnologia.

- Eu realmente vejo o trabalho que estamos realizando, aumentando a conscientização sobre a dislexia como um verdadeiro pilar para defender o conceito de reimaginar a educação, porque muitos jovens agora serão confrontados com algumas das maiores decisões morais e éticas, você realmente quer garantir que eles tenham todas as ferramentas para o sucesso.

A princesa ainda reforça que a dislexia, apesar de ser um distúrbio de aprendizado, não é um problema nem deve ser visto de forma negativa. Pelo contrário, para ela essa é uma condição que deve ser cada mais normal e valorizada pela sociedade:

- [A dislexia] é parte de você, é parte de como seu cérebro se desenvolve. Não é algo que está errado com você. É uma grande parte de como seu cérebro funciona, e o cérebro de todos funciona incrivelmente diferente. Não há nada de errado nisso, há apenas tudo o que é tão certo.

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