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Publicada em 26/12/2020 às 01:00 | Atualizada em 22/12/2020 às 14:34

Polliana Aleixo comemora papel em Gênesis: Trouxe um novo propósito para os meus dias

Apesar do ano caótico por conta da pandemia do coronavírus, atriz mostrou-se grata por encerrar o ano com novos projetos para 2021

Guta Valente

Divulgação-Allan Amim

É inegável que o ano de 2020 foi conturbado para muita gente, afinal, a pandemia do coronavírus acabou afetando a vida de todo mundo, principalmente quando o assunto é saúde e trabalho. No entanto, Polliana Aleixo terminará o ano comemorando e agradecendo pelas oportunidades que surgiram em meio ao caos. Em entrevista ao ESTRELANDO, a atriz, de 24 anos de idade, falou sobre a expectativa para interpretar a personagem Paltith, na novela Gênesis, da Record TV, que está prevista para ser lançada logo em janeiro. 

A atriz, que começou a carreira aos 11 anos de idade e já atuou nas novelas globais Beleza Pura, Insensato Coração, A Vida da Gente e Em Família, celebrou o convite da emissora: 

A Paltith foi um convite muito lindo da emissora, há uns dois meses, e me deixou muito feliz. Lembro até hoje da sensação quando meu empresário ligou. Depois de meses em quarentena receber essa notícia trouxe um novo propósito para os meus dias. Eu estava com muita saudade desse processo todo, porque são muitas etapas e aprendo em cada uma delas. 

Por conta da pandemia, os cuidados da emissora com a produção da trama redobraram. Polliana conta que as equipes fazem testes para o coronavírus constantemente e que tudo acontece em um tempo bastante diferente do que o usual. 

Ainda estamos na pré-produção, finalizando a caracterização e nos momentos finais da preparação também. As coisas tem acontecido num tempo diferente, com esse momento que estamos vivendo, as equipes de todos os setores foram reduzidas, fazemos testes constantemente, a prioridade é a segurança, então o tempo das coisas acontecerem mudou muito. Cada processo novo tem uma reunião para explicar os protocolos e todos os cuidados necessários, então tem sido tudo novo.

Na trama, Paltith tem uma incestuosa com o pai, Ló, que é interpretado por Emilio Orciollo Neto. Sobre os desafios de encarar a personagem, Polliana revela todo o preparo por trás da atuação: 

As gravações ainda não começaram, mas já temos todos os capítulos. O Emílio é um ator que sempre fui fã e estamos todos em harmonia sobre como devemos contar essa história, levando em consideração o contexto histórico e sociopolítico da época. Tivemos encontros com arqueólogos e historiadores, e é realmente importante levar em consideração todo o pano de fundo.  

Cinema

Além da novela, Polliana ainda estava celebrando a estreia do primeiro longa-metragem da qual fez parte, A Sogra Perfeita, protagonizado por Cacau Protasio. No entanto, a pandemia adiou os planos de fim de ano e a estreia foi adiada. Apesar do acontecido, a atriz acredita que a comédia ainda será um respiro em meio ao cenário difícil que o país enfrenta: 

-Por conta da segunda onda do coronavírus, optamos por não lançar o filme agora no final do ano, ainda estamos esperando para definir uma data exata, mas achamos que é um momento de responsabilidade coletiva, acima de tudo. A ideia é justamente essa, que as pessoas tenham um respiro assistindo ao nosso filme, para rir e relaxar. E esse final de ano nos trouxe para outro cenário, infelizmente.

Sobre a personagem, a manicure Cileia, Polliana afirma ter sido um aprendizado gigantesco. O papel, aliás, é um marco em sua carreira e sua porta de entrada às telonas: 

Acredito que comecei com os dois pés direitos, de verdade. Faz um ano que gravamos e eu não vi o filme completo, com o tratamento final, até agora. É mais tempo que uma gestação, rs. Então minha ansiedade e expectativa estão a mil, tenho orgulho do que realizamos juntos e colocar isso no mundo é uma das partes que mais me deixa ansiosa, poder mostrar pros meus amigos e minha família, que estiverem ao meu lado em todo o processo de gravação. 

Ela conta que ainda tem um novo longa-metragem em vista de gravar e ainda sonha em interpretar a Capitu, de Dom Casmurro, no cinema: 

Todo trabalho é novo, mesmo que seja algo que você já fez antes, então sempre tem um frio na barriga, mas acho que serão sensações novas. Pro ano que vem, já tenho outro longa para gravar, mas nada que possa entrar em detalhes ainda. Apesar de nova, são 12 anos trabalhando, mas tem muitas personagens que ainda quero interpretar, tenho vontade de experimentar o máximo de personalidades que puder. Mas se fosse escolher um sonho, eu diria a Capitu, de Dom Casmurro. Desde que li o livro eu me fascinei pela complexidade da personagem e sou apaixonada pelas releituras que já foram feitas, meu sonho é ainda fazer uma versão dessa personagem atemporal que temos na nossa literatura. 

Carreira

Entender que os planos feitos para a carreira teriam que ser adiados para 2021, no entanto, não foi fácil. A atriz explica que passou por período de ansiedade e incerteza, mas que encerrar o ano com projetos encaminhados lhe deu uma leveza:  

Na verdade, eu tinha a expectativa que esse ano seria agitado, mas com tudo que foi acontecendo, abri mão de tentar controlar ou entender essa parte da minha agenda, em maio já tinha entendido que meus planos ficariam pro ano que vem. Então eu já vinha trabalhando a ideia que 2021 seria agitado, já que esse ano foi diferente de tudo que já vivemos e totalmente fora do nosso controle. Foi um período de bastante ansiedade e incertezas, então encerrar meu ano com tantos projetos, traz uma leveza necessária, diante de tudo que passou e ainda estamos passando. A expectativa é de estar no ar em uma novela, estrear um longa e uma série, e ainda gravar mais um longa. Então é um mix de emoções. Estou ansiosa porque gosto de trabalhar e não vejo a hora de poder fazer isso, mas por outro lado tento controlar as expectativas porque estamos vindo de um momento de total instabilidade, então me planejo na medida do possível. 

Sobre essa nova fase de sua carreira, voltada à Record e também ao cinema, Polliana entrega o que os fãs podem esperar: 

Versatilidade. Entendi que gosto da possibilidade de fazer diferentes projetos que meu trabalho me dá. Quero fazer comédia, drama, novela, filme, série, streaming, teatro. Eu gosto de ir me descobrindo no processo. Tenho me sentido mais curiosa, corajosa, desbravadora mesmo, dentro da minha profissão. Tenho vivido um momento na minha vida, profissional e pessoal, de muita consistência, acho que colhendo um pouco mais das coisas que vinha plantando. Podem esperar muito trabalho, sem dúvida, estou com essa sede em mim latente! 

Vida pessoal

Na entrevista, a atriz ainda falou sobre como lidou com toda a ansiedade em meio ao ano de quarentena imposta pela pandemia:  

A vida toda teremos de lidar com nós mesmos, essa é a verdade. Talvez esse ano tenha deixado isso mais claro para as pessoas. Eu utilizo de todos os momentos da minha vida para aprender e evoluir. Cada vez mais tenho a sensação de me conhecer, mesmo mudando constantemente. Esse ano, por mais difícil que ainda tenha sido, eu busquei o tempo todo me lembrar dos meus privilégios. No fim das contas, foi um processo menos doloroso. Vi pessoas perto de mim adoecerem ou perderem parentes, sabe? Amigos que até perderam a mãe. Então, até agora, não me sinto no direito de reclamar, porque reconheço o caos que foi coletivamente. A ansiedade é algo que faz parte da nossa vida, é importante entender isso, só não podemos nos deixar paralisar. Sempre terão momentos para testar nossa ansiedade, vivemos num mundo muito acelerado. 

Para controlar as emoções, Polliana tenta se cobrar menos e até praticar atividade física: 

Eu passei a fazer exercício físico e a deixar as minhas relações mais leves esse ano. Se cobrar menos, lembrar que ainda temos muito tempo pela frente e que nossas ações tem impacto social são excelentes lições que esse período nos deixou.

Questionada sobre a relação com as redes sociais e como lida com os comentários sobre sua própria aparência, Polliana respondeu: 

A internet só é um ambiente tóxico se permitirmos. Mas é difícil responder uma pergunta tão abrangente, porque eu só posso falar por mim e meu lugar é de privilégio, de quem está dentro dos padrões muitas vezes ainda impostos pela sociedade. Eu sou uma pessoa que não fica pensando muito sobre a própria aparência ou das outras pessoas, minhas prioridades são outras. E as pessoas que convivem comigo também não. E acredito que isso influencia muito da minha postura mais easy going com isso. Eu simplesmente não fico falando ou pensando sobre meu corpo ou o das outras pessoas. Ao longo dos anos, fui ressignificando algumas coisas na minha vida. Mas hoje em dia também sei que existem empresas que lucram muito com essa insatisfação que nos é imposta. 

Ela, que precisou enfrentar julgamentos após engordar e emagrecer para sua personagem na novela Em Família, de 2014, afirmou ver o próprio corpo como um instrumento: 

O livro O Mito da Beleza da Naomi Wolf explica isso perfeitamente, beleza é uma ideia, um conceito. Como você padroniza uma ideia se cada ser humano pensa de uma forma? São tantas coisas que envolvem um ser humano, que acho injusto a gente se limitar a aparência. Vejo meu corpo como instrumento, é por ele que vivo minhas experiências, ele precisa ter vida, ter saúde. Quanto mais eu me conheço, mais gentil eu sou comigo mesma. É muito importante se cercar de pessoas que também tenham essa relação saudável, porque a vida fica mais leve. Meu compromisso é comigo mesma, e de ser feliz.

Aprendizado

A atriz também explicou que está relutante em fazer planos para o próximo ano, mas que foca no trabalho:

Ainda estou me segurando para fazer planos porque estamos vivendo um momento de muitas incertezas, esse ano me ensinou que resiliência é muito importante. Mas meu foco é grande no trabalho, tem muitas coisas legais para acontecer ainda.

E refletiu sobre o que aprendeu com o ano de 2020, deixando para os fãs: 

Acho que a máxima de 2020 é ter consciência. Por você e pelos outros. Esse ano trouxe pra perto as questões internas de cada um, num isolamento você não pode se distrair de si, e por mais angustiante que isso possa parecer, é possível evoluir nisso. E a coisa mais importante, sem dúvida, é o quanto nós estamos ligados e dependemos uns dos outros, por isso é tão importante ter empatia, respeito e responsabilidade para além de si. Esse ano serviu para mostrar que só temos controle sobre o que é interno, sobre o que é nosso. Eu tenho focado mais nisso depois desse ano, no que eu dou para o mundo. O resto é deixar fluir.

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