Rodrigo Hilbert relembra início do relacionamento com Fernanda Lima e se derrete: - Já saí em busca desse amor
O casal também falou de quando Rodrigo se vestiu de drag queen para o programa Amor & Sexo, em 2017
08/Abr/2021
Da Redação
Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima participaram do programa Conversa com Bial na última quarta-feira, dia 7, e falaram sobre o modo como vivem o relacionamento de quase 20 anos. Dá para acreditar que já se passou todo esse tempo?
Na época em que se conheceram, Fernanda tinha apenas 24 anos de idade, prestes a completar 25 anos.
- A gente ficou pela primeira vez dia 19 de abril de 2002, bem jovens. Eu estava com 22 anos [de idade]. Eu já saí do Sul em busca desse amor, brincou o ator.
No bate-papo, o casal também falou de quando Rodrigo se vestiu de drag queen para o programa Amor & Sexo, em 2017.
- O que mais me pegou foi que eu não sabia o que eu iria fazer com o órgão genital, o pinto, né. Com esse volume que ficava na roupa. Aí eu cheguei calmamente para uma drag amiga - eu já estava de drag, ela não sabia que eu era o Rodrigo - e aí eu falei Como é que eu faço para esconder? [...] Você pega a ponta, joga lá para trás, pega os testículos e empurra para dentro. Fui no banheiro e fiz o que tinha que ser feito, e fui para o programa.
O apresentador declarou que um dos momentos mais legais dessa experiência foi quando Fernanda revelou para o público que era ele por trás da personalidade de drag queen.
- Passei o programa inteiro no palco, dançando, fiquei o programa inteiro na plateia, e ninguém percebeu. Mas o final foi incrível. A gente foi para o palco dançar, e a Fernanda apresentou todas as drags. No meio dessa apresentação, ela foi falar de mim. E aí ela me deu um beijo na boca. E aí todo mundo ficou passado!
Ao falar sobre machismo, Rodrigo citou que enxerga uma mudança na postura dos homens, que agora buscam ser ainda mais parceiros de suas esposas.
- Eu cresci para ser ferreiro, serralheiro. Ter habilidades manuais. Eu sempre tive essa habilidade com as mãos, mas ao mesmo tempo, eu vivia no meio da minha mãe, das minhas tias, da minha avó, e também aprendi muitas coisas com elas. E por necessidade, eu aprendi muita coisa de casa. [...] Hoje, eu vejo procura. Vejo homens procurando cada vez mais isso, cada vez mais essa divisão com a esposa e família dentro de casa, não só uma ajuda.
Já Fernanda assumiu que prefere lidar com a chegada da adolescência dos filhos gêmeos do que com as noites mal dormidas com a filha mais nova. O casal é pai de João e Francisco, de 12 anos de idade, e da pequena Maria Manoela, de um ano de vida.
- Tenho a sensação de que os meninos vão cooperar. Vai dar aquele mau humor básico, mas a gente conversa muito, divide muito, e fica um espaço de diálogo muito aberto desde sempre. Então eu acredito - espero não estar errada - que eles não vão nos apavorar.
- A Fernanda costuma conversar muito com eles. Eu converso menos, mas eu vou mais para o exemplo, completou Rodrigo.
Perda
Durante o programa, Fernanda também falou sobre a morte do pai Cleomar Lima, vítima do novo coronavírus. Cleomar morreu em julho de 2020, aos 84 anos de idade, após ficar quase 120 dias internado para tratar a doença.
- Pelos meus cálculos, o meu pai foi uma das primeiras pessoas que eu ouvi falar que pegaram corona. No dia 10 de março ele já estava infectado, mas estava negando. Não vou pegar essa gripezinha, aquelas coisas. E eu tentando fazer ele me ouvir. Até que, quando ele se recolheu, ele já estava infectado e a coisa ficou um pouco mais grave. A minha vontade ali era de gritar, era uma revolta muito grande. Apesar da dor, também tinha uma revolta, uma raiva de não estarmos conseguindo informar corretamente as pessoas, das pessoas não estarem acreditando na gravidade do que é uma pandemia. Além de tudo, não tinha voo. A gente não consegue estar do lado dos nossos parentes, a gente não consegue dar a mão para aquela pessoa que ia embora. É um pesadelo.
Ela também falou sobre a reação dos filhos gêmeos.
- Foi muito chocante. As crianças realmente não têm esse preparo, e a gente também não tem, né. Mas para as crianças foi muito assustador.
Rodrigo aproveitou para enaltecer o lado empático dos meninos.
- Eles estavam sofrendo, estavam sentindo uma dor muito profunda, porque eles eram ligados ao avô, mas ao mesmo tempo eles queriam estar cuidando da mãe. Então eles ficavam preocupados em não demonstrar a dor para cuidar da mãe. E a mãe, pelo contrário, falava Chora. Dói. Deixa a dor vir.
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