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Publicada em 11/09/2021 às 00:00 | Atualizada em 10/09/2021 às 16:01

Ator de Gênesis, Tiago Marques fala sobre sua trajetória e comenta trabalho como ator: - As pessoas têm uma visão superficial

O intérprete do personagem Er define seu trabalho na Record TV como a virada de chave de sua carreira

Yasmin Luara

Divulgação

No ar como o personagem Er em Gênesis, Tiago Marques tem uma história e tanto. Natural do Espírito Santo, ele se mudou sozinho para o Rio de Janeiro aos 17 anos de idade para perseguir o sonho de ser ator, trabalhando como garçom e auxiliar farmacêutico até ser chamado pela Record para seu primeiro papel na emissora, o personagem Abel de O Rico e o Lázaro, novela de 2017. Diante disso, o ESTRELANDO conversou com exclusividade com Tiago, que falou sobre suas ambições profissionais e também sobre seu trabalho na emissora.

Tiago relembra que começou a se interessar pela atuação quando sua mãe o colocou em aulas de teatro para ajudá-lo a lidar com as crises de pânico e ansiedade. Assim, ele descobriu a paixão pelo ramo artístico e investiu nessa profissão, sendo convidado para trabalhar na obra bíblica depois de seu desempenho em uma peça de teatro. Diante disso, é claro que o personagem acabou ganhando seu coração:

- O Abel foi meu primeiro trabalho na TV, então de certa maneira ele tem uma importância muito grande pra mim. Cada personagem tem sua peculiaridade, mas esse foi o primeiro e acho que ele tem a importância de ser algo muito especial. Eu fiz aula de arco e flecha, eu lembro até que eu pedi para levar para casa o arco e flecha para poder praticar. Porque o Abel, ele era o melhor arqueiro da guarda real, então ele tinha que ser muito ágil. Era um arco com flechas de ponta de borracha pra não machucar e eu fiquei treinando em casa, dentro de casa mesmo, acho até que eu cheguei a quebrar duas flechas.

Depois de Abel, Tiago viveu Yonatan em Jesus e, agora, Er, em Gênesis. O personagem, inclusive, foi descrito como desafiador pelo artista, já que ele deve mostrar diversas facetas de sua personalidade ao longo da trama.

- O Er é um dos personagens mais interessantes que eu já fiz. Ele está sendo um papel maior e com mais intensidade. Acho que estar em um núcleo de pessoas gigantes, que são o Thiago Rodrigues, a Rhaisa Batista, a Juliana Xavier, é muito mais responsabilidade. Acho que vai ser um personagem que vai abrir muitas portas, que eu vou lembrar dele por muito tempo. Vou pensar: Nossa, esse personagem foi a virada de chave da minha carreira.

Mas, mesmo com o desafio de viver um personagem tão complexo, Marques entrega que a principal dificuldade foi entender o papel que deveria interpretar em um curto espaço de tempo: 

- O maior desafio foi em relação ao tempo. Eu tive pouquíssimo tempo pra trabalhar o Er. Quando eu li sobre ele, eu falei: Nossa, que personagem maravilhoso, só que é um personagem que requer um pouco de tempo para você trabalhar, entender as questões dele, entender porque ele faz o que ele faz. Eu acho que o trabalho o ator é algo que as pessoas têm uma visão muito superficial sabe, do tipo: Ah não, é só decorar um texto lá e tá fazendo. Não, eu não posso interpretar um personagem do qual eu não tenho propriedade nenhuma, não faz sentido, e isso vai estar impresso pra quem estiver assistindo.

Mas é claro que, mesmo com as dificuldades, Tiago Marques também deu boas risadas ao longo das gravações. Ele relembra, por exemplo, uma cena em que todos os atores caíram na risada e acabaram deixando o diretor incomodado com a situação:

- O Thiago Rodrigues tinha um texto, e quando acabava esse texto ele tinha que improvisar para a gente poder ter as reações e tal. Nesse dia, quando ele finalizava o texto dele e ia pro improviso, ele falava umas coisas muito muito aleatórias, que todo mundo começou a rir. E aí o diretor pedindo: Gente, por favor, vamos concentrar. E aí sempre que ele ia pro improviso todo muito começava a rir, até a equipe mesmo. A gente ficou vários minutos nisso, porque era uma parada que a gente não tinha controle, sabe? O diretor ficou bem bravo, mas acho que lá no fundo ele estava dando risada também.

Diante de tudo isso, é claro que a passagem pela emissora vai marcar sua vida profissional e pessoal.

- Eu acredito que esse trabalho que eu estou fazendo na Record vai me abrir muitas portas, e eu acho que a gente tem que agradecer por isso. É mais que uma honra, é uma experiência única. Ver pessoas que assistia quando era pequeno e estar trabalhando no mesmo lugar que essas pessoas, eu fico: Meu Deus eu lembro dele naquela novela [risos] Eu fico muito feliz de estar conquistando aos pouquinhos, não é uma coisa repentina. É realmente tijolo por tijolo, passo por passo.

Mas não é apenas da desafiadora vida de ator que Tiago ocupa seu tempo! Ele também já se aventurou no ramo da direção, tendo produzido os curtas Marina e Alcateia, nos quais também atuou.

- Eu estou num momento em que eu quero me auto-produzir, sabe, eu não quero ficar esperando as coisas. Tem muitos amigos meus que estão esperando e é frustrante isso, você ficar esperando algo que não vem. É bom quando você não está esperando e vem, que nem essa participação na novela eu não estava esperando e veio. Acho que falta um pouco da nossa garra e não ficar esperando só do outro, meter a mão na massa e fazer mesmo. Não tem sensação melhor do que fazer parte do início, do meio e do final do processo, e ver aquela coisa se concretizando.

Além da carreira como ator e diretor, Tiago ainda tem planos para realizar um projeto social com as crianças e jovens que moram na periferia de sua cidade natal, Vitória. Ele conta que, assim como alguns amigos que conseguiram fazer carreira em outras cidade, tem a vontade de mudar a vida das pessoas das comunidades - que são uma de suas inspirações para continuar perseguindo seus sonhos:

- O que me motiva é a minha realização pessoal, como ser humano né, mas eu acho que por outro lado também tem as pessoas que acreditam em mim. Eu nasci numa comunidade e é muito louco, por que as pessoas olham para mim e eu tenho um estereótipo de playboy né, o cara do olho verde, loiro, branco. E aí quando eu volto pra lá, as pessoas tem uma admiração muito grande, um carinho muito grande. Eu acho que é tipo: Poxa, o cara saiu daqui e está fazendo o corre dele lá, está vencendo. Acho que às vezes eles sentem um orgulho de mim maior do que eu mesmo, e acho que é isso que me move, as pessoas que acreditam em mim, que olham para mim e às vezes me veem como referência.

A seguir, saiba tudo sobre a reta final de Gênesis!

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