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Publicada em 08/03/2023 às 18:05 | Atualizada em 08/03/2023 às 18:29

Isabella Santoni relembra assédio e lamenta objetificação do seu corpo: - Já senti muita culpa e vergonha

No Dia Internacional da Mulher, a atriz falou da importância das mulheres serem respeitadas independente do dia

Tabatha Maia

Crédito: Andrea Dematte

Isabella Santoni é uma das muitas mulheres que já passaram por alguma situação constrangedora apenas por ser mulher. Aos 27 anos de idade, a atriz já sofreu com comentários pesados, lidou com objetificação do seu corpo, assédio, e como muitas outras foi tirada de louca quando reagiu.

Em uma conversa com o ESTRELANDO, neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Isabella revelou que já sentiu culpa e vergonha em alguns momentos:

- As situações que mais me machucaram tem a ver com a objetificação do meu corpo. Já senti muita culpa e vergonha por ouvir comentários, receber olhares que me atravessaram e atitudes que me feriram. 

Ao relembrar o caso de assédio, Isabella lamentou o fato de precisar se limitar e ter que se moldar apenas para nos proteger:

- Uma vez, numa boate, um homem que estava acompanhado inclusive, ao sair do bar passou a mão em mim e, ao me posicionar, fui tirada como louca. Isso porque eu consegui agir na hora e falar, muitas vezes a violência é tanta que ficamos sem reação. É muito doloroso.

Na opinião da atriz, a maior dificuldade em ser mulher é justamente essa, a de ser respeitada:

- Ser respeitada engloba muitas coisas que eu gostaria de listar aqui. Ser respeitada por ser quem é, pela forma como se veste, como se porta. Ser respeitada na sua fala e ser ouvida. Ser respeitada nos seus sentimentos, no seu cansaço, na sua vulnerabilidade e nas suas dores. Ser respeitada e valorizada como mãe, como dona de casa, como trabalhadora.

Sobre o Dia Internacional das Mulheres, Isabella desejou apenas uma coisa:

- Que a gente seja sempre fiel à nós mesmas, que a gente não abra mão dos nossos sonhos e que estejamos sempre atentas à nossa intuição e ao nosso feminino. Somos poderosas e por isso tentam nos limitar e nos controlar.

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Isabella Santoni relembra assédio e lamenta objetificação do seu corpo: <i>- Já senti muita culpa e vergonha</i>

Isabella Santoni relembra assédio e lamenta objetificação do seu corpo: - Já senti muita culpa e vergonha

08/Fev/

Isabella Santoni é uma das muitas mulheres que já passaram por alguma situação constrangedora apenas por ser mulher. Aos 27 anos de idade, a atriz já sofreu com comentários pesados, lidou com objetificação do seu corpo, assédio, e como muitas outras foi tirada de louca quando reagiu.

Em uma conversa com o ESTRELANDO, neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Isabella revelou que já sentiu culpa e vergonha em alguns momentos:

- As situações que mais me machucaram tem a ver com a objetificação do meu corpo. Já senti muita culpa e vergonha por ouvir comentários, receber olhares que me atravessaram e atitudes que me feriram. 

Ao relembrar o caso de assédio, Isabella lamentou o fato de precisar se limitar e ter que se moldar apenas para nos proteger:

- Uma vez, numa boate, um homem que estava acompanhado inclusive, ao sair do bar passou a mão em mim e, ao me posicionar, fui tirada como louca. Isso porque eu consegui agir na hora e falar, muitas vezes a violência é tanta que ficamos sem reação. É muito doloroso.

Na opinião da atriz, a maior dificuldade em ser mulher é justamente essa, a de ser respeitada:

- Ser respeitada engloba muitas coisas que eu gostaria de listar aqui. Ser respeitada por ser quem é, pela forma como se veste, como se porta. Ser respeitada na sua fala e ser ouvida. Ser respeitada nos seus sentimentos, no seu cansaço, na sua vulnerabilidade e nas suas dores. Ser respeitada e valorizada como mãe, como dona de casa, como trabalhadora.

Sobre o Dia Internacional das Mulheres, Isabella desejou apenas uma coisa:

- Que a gente seja sempre fiel à nós mesmas, que a gente não abra mão dos nossos sonhos e que estejamos sempre atentas à nossa intuição e ao nosso feminino. Somos poderosas e por isso tentam nos limitar e nos controlar.