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Publicada em 09/02/2024 às 15:45 | Atualizada em 09/02/2024 às 17:46

Ziggy Marley sobre Bob Marley - One Love: O filme me fez pensar no meu pai de um jeito que nunca pensei

A cinebiografia chega aos cinemas em 12 de fevereiro e o ESTRELANDO participou da coletiva de imprensa com o herdeiro do ícone do reggae

Letícia Giollo

Divulgação-Paramount Studios

Você pode não ter vivido na mesma época de Bob Marley, mas, com toda certeza, já ouviu suas músicas e sabe que o cantor se transformou no ícone do reggae. Poucos artistas conseguem criar um legado tão sólido quanto o do jamaicano - e em tão pouco tempo. Marley morreu em 11 de maio de 1981, com apenas 36 anos de idade, após ser diagnosticado com melanoma, porém, antes disso, ficou conhecido por ser um grande defensor da paz em uma época que seu país natal sofria com guerras políticas. 

Agora, tudo isso é retratado na cinebiografia Bob Marley - One Love, que chega aos cinemas na próxima segunda-feira, dia 12. O ESTRELANDO, é claro, já conferiu o longa e, de quebra, participou da coletiva de imprensa preparada pela Paramount Pictures, com um seleto grupo de jornalistas, para conversar com Ziggy Marley, o filho do cantor.

- É emocionante passar por isso e tentar mostrar como meu pai era por dentro, não apenas o seu exterior. Kingsley Ben-Adir [o protagonista] fez um ótimo trabalho ao acessar as vulnerabilidades de Bob e descobrir sentimentos que nunca vimos antes. Foi um ótimo trabalho, mas também muito difícil.

Ziggy contou que, pela primeira vez, viu seu pai por outro ângulo. Enquanto ajudava na produção da cinebiografia, o também cantor jamaicano refletiu sobre o estado emocional de Bob após sofrer a tentativa de assassinato em 3 de dezembro de 1976, quando sete homens armados entraram na casa de Marley e atiraram no cantor e na sua esposa, Rita Marley, mãe de Ziggy.

- Esse filme me fez pensar no meu pai de um jeito que nunca pensei. Como ele se sentiu ao passar por tantas coisas, seus medos, suas aflições… Eu nunca tinha explorado isso antes. Meu pai deve ter passado por algumas coisas pesadas e nunca deixou transparecer. O público nunca viu esse lado vulnerável. O filme realmente me fez refletir sobre o seu lado humano, seu estado emocional quase sofreu a tentativa de assassinato, o período de exílio e até o diagnóstico de câncer. Para mim, o projeto não é tanto sobre a música do Bob Marley, mas sobre o seu estado emocional, disparou.

E completou:

- Ainda vivo com meu pai. Meu pai é uma parte de mim. Meu DNA. É como se estivéssemos conectados de uma forma inseparável. Somos parte de uma coisa toda espiritual e fisicamente. Meus filhos só conhecem meu pai através de mim

Em uma das cenas da cinebiografia, Ziggy apareceu criança conversando com o pai sobre o Pelé, jogador de futebol brasileiro. Quando questionado quais são suas primeiras lembranças do Brasil, ele disse rindo:

- Não me lembro de nada [risos]. Não, calma! Me deixe lembrar. Meu pai era um grande fanático por futebol. Foi ele quem me apresentou ao Pelé. Então, a ideia que tenho do Pelé veio do meu pai. Antes de eu visitar o Brasil, na minha cabeça só existia o Pelé. Pelé é Brasil [risos]. Meu pai trouxe de volta o amor pelo futebol brasileiro. Você sabe, o número 10 é o maior!

Por fim, ele ainda deixou uma mensagem para os fãs brasileiros:

- Depois de assistirem ao filme, espero que vocês saiam pelo mundo e espalhem amor. Espalhem essa ideia. Este é o propósito e vocês agora fazem parte de tudo isso. Vão lá e, conscientemente, divulguem a filosofia do amor único por todo o Brasil. Espero que nós nos unifiquemos para o benefício de todos. Bob fez parte de tudo. Ele faz parte desse movimento. Ele faz parte desse filme e você conhece o movimento agora. Então, vamos lá!


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Ziggy Marley sobre <I>Bob Marley - One Love: O filme me fez pensar no meu pai de um jeito que nunca pensei</i>

Ziggy Marley sobre Bob Marley - One Love: O filme me fez pensar no meu pai de um jeito que nunca pensei

16/Abr/

Você pode não ter vivido na mesma época de Bob Marley, mas, com toda certeza, já ouviu suas músicas e sabe que o cantor se transformou no ícone do reggae. Poucos artistas conseguem criar um legado tão sólido quanto o do jamaicano - e em tão pouco tempo. Marley morreu em 11 de maio de 1981, com apenas 36 anos de idade, após ser diagnosticado com melanoma, porém, antes disso, ficou conhecido por ser um grande defensor da paz em uma época que seu país natal sofria com guerras políticas. 

Agora, tudo isso é retratado na cinebiografia Bob Marley - One Love, que chega aos cinemas na próxima segunda-feira, dia 12. O ESTRELANDO, é claro, já conferiu o longa e, de quebra, participou da coletiva de imprensa preparada pela Paramount Pictures, com um seleto grupo de jornalistas, para conversar com Ziggy Marley, o filho do cantor.

- É emocionante passar por isso e tentar mostrar como meu pai era por dentro, não apenas o seu exterior. Kingsley Ben-Adir [o protagonista] fez um ótimo trabalho ao acessar as vulnerabilidades de Bob e descobrir sentimentos que nunca vimos antes. Foi um ótimo trabalho, mas também muito difícil.

Ziggy contou que, pela primeira vez, viu seu pai por outro ângulo. Enquanto ajudava na produção da cinebiografia, o também cantor jamaicano refletiu sobre o estado emocional de Bob após sofrer a tentativa de assassinato em 3 de dezembro de 1976, quando sete homens armados entraram na casa de Marley e atiraram no cantor e na sua esposa, Rita Marley, mãe de Ziggy.

- Esse filme me fez pensar no meu pai de um jeito que nunca pensei. Como ele se sentiu ao passar por tantas coisas, seus medos, suas aflições… Eu nunca tinha explorado isso antes. Meu pai deve ter passado por algumas coisas pesadas e nunca deixou transparecer. O público nunca viu esse lado vulnerável. O filme realmente me fez refletir sobre o seu lado humano, seu estado emocional quase sofreu a tentativa de assassinato, o período de exílio e até o diagnóstico de câncer. Para mim, o projeto não é tanto sobre a música do Bob Marley, mas sobre o seu estado emocional, disparou.

E completou:

- Ainda vivo com meu pai. Meu pai é uma parte de mim. Meu DNA. É como se estivéssemos conectados de uma forma inseparável. Somos parte de uma coisa toda espiritual e fisicamente. Meus filhos só conhecem meu pai através de mim

Em uma das cenas da cinebiografia, Ziggy apareceu criança conversando com o pai sobre o Pelé, jogador de futebol brasileiro. Quando questionado quais são suas primeiras lembranças do Brasil, ele disse rindo:

- Não me lembro de nada [risos]. Não, calma! Me deixe lembrar. Meu pai era um grande fanático por futebol. Foi ele quem me apresentou ao Pelé. Então, a ideia que tenho do Pelé veio do meu pai. Antes de eu visitar o Brasil, na minha cabeça só existia o Pelé. Pelé é Brasil [risos]. Meu pai trouxe de volta o amor pelo futebol brasileiro. Você sabe, o número 10 é o maior!

Por fim, ele ainda deixou uma mensagem para os fãs brasileiros:

- Depois de assistirem ao filme, espero que vocês saiam pelo mundo e espalhem amor. Espalhem essa ideia. Este é o propósito e vocês agora fazem parte de tudo isso. Vão lá e, conscientemente, divulguem a filosofia do amor único por todo o Brasil. Espero que nós nos unifiquemos para o benefício de todos. Bob fez parte de tudo. Ele faz parte desse movimento. Ele faz parte desse filme e você conhece o movimento agora. Então, vamos lá!