X

NOTÍCIAS

Publicada em 13/02/2024 às 01:00 | Atualizada em 13/02/2024 às 13:37

Kingsley Ben-Adir entrega qual foi o maior desafio de interpretar Bob Marley nas telonas

A cinebiografia já está passando nos cinemas e o ESTRELANDO participou da coletiva de imprensa com o ator responsável por interpretar o ícone do reggae

Letícia Giollo

Divulgação-Paramount Pictures

Kingsley Ben-Adir anda com a agenda cheia nos últimos meses. O ator britânico engatou projetos atrás de projetos em Hollywood e seu rosto estampa diversos pôsteres. De Ken, no live-action de Barbie, a vilão principal, na série Invasão Secreta da Marvel Studios, o ano de 2023 foi agitado para o astro. Mas, para ele, nada se compara com o trabalho que teve para interpretar Bob Marley na nova cinebiografia do ícone do reggae.

Bob Marley - One Love chegou aos cinemas na última segunda-feira, dia 12, e o ESTRELANDO, é claro, já conferiu o longa e, de quebra, participou da coletiva de imprensa preparada pela Paramount Pictures, com um seleto grupo de jornalistas, para conversar com o intérprete do músico.

Logo de cara, Kingsley entregou quais foram os maiores desafios de viver Marley nas telonas:

- O processo de entender quem Bob era em seus momentos mais vulneráveis. Em particular, quem ele era com sua família e fora do palco. Queria fugir da pessoa pública ou da ideia do Bob que tantas pessoas já têm. Conversei bastante com sua família, seus amigos que o conheciam há 14 anos. Foi realmente uma conversa que tive que ouvir mais do que nunca, porque eu não teria sido capaz de descobrir quem ele era sem o apoio da família. Encontrar a vulnerabilidade do Bob é realmente muito específico. Para descobrir as novas vulnerabilidades foram necessárias muitas conversas no set de filmagens com Ziggy [filho do cantor]. Então, eu diria que tentar encontrar o verdadeiro espírito de Bob e sua vulnerabilidade foi um desafio, mas tive o apoio de muitas pessoas que o amam.

O ator afirmou que Marley tinha um jeito único de se apresentar no palco e que foi quase impossível copiar seus trejeitos.

- Bob era músico e artista. Isso é algo novo para mim que sou ator. Eu já havia interpretado Malcolm X antes, mas acho que o que havia de diferente em Bob era a música e a cultura. Bob Marley é único, né. O aspecto musical me desafiou muito. Porque você realmente não consegue copiá-lo. Bob é tão espontâneo! Quando ele dança e canta parece que algo especial está acontecendo. Foi desafiador, como ator, tentar entender o significado de acordar de manhã e ir escrever músicas, ter sua vida girando em torno disso. Precisei entender o que isso significa. O que significa escrever uma música? O que significa se expressar através de melodia e letras? Tudo era completamente novo para mim. 

Para representar o músico fielmente nas telonas, Kingsley precisou da ajuda de Ziggy Marley, o filho do ícone.

- Nas cenas de performances acústicas, Ziggy [filho de Bob Marley] estava lá e precisou ir me orientando. Lembro-me do dia em que estávamos fazendo a cena na sala com Lashana Lynch e se ele não estivesse lá para me dizer: Diminua, você está exagerando. Está muito exagerado. Eu nunca saberia como fazer aquilo. Foi desafiador, mas lindo. Eu adorava tocar violão. [...] A cada experiência de atuação, você espera que cresça de alguma forma algo dentro de você. Aprender algo novo sobre o ofício ou sobre você mesmo. Espera-se que a cada experiência você seja um pouco melhor.

E não pense que ele celebrou quando descobriu que seria o protagonista da cinebiografia, viu! Kingsley ficou ansioso e sentiu que era uma grande responsabilidade calçar os sapatos do ícone do reggae.

- Quando descobri que iria interpretá-lo, juro por Deus, senti que tinha muito trabalho a fazer [risos]. Entrei em um estado de espírito em que não houve sentimento de celebração. É uma grande responsabilidade. Eu estava trabalhando na época e comecei a me sentir muito ansioso para terminar o trabalho porque havia tanta coisa que eu estava prestes a fazer para entender a mente de Bob Marley.


Deixe um comentário

Atenção! Os comentários do portal Estrelando são via Facebook, lembre-se que o comentário é de inteira responsabilidade do autor, comentários impróprios poderão ser denunciados pelos outros usuários, acarretando até mesmo na perda da conta no Facebook.

Enquete

Qual casal do mundo dos famosos está mais apaixonado atualmente?

Obrigado! Seu voto foi enviado.

Kingsley Ben-Adir entrega qual foi o maior desafio de interpretar Bob Marley nas telonas

Kingsley Ben-Adir entrega qual foi o maior desafio de interpretar Bob Marley nas telonas

01/Mar/

Kingsley Ben-Adir anda com a agenda cheia nos últimos meses. O ator britânico engatou projetos atrás de projetos em Hollywood e seu rosto estampa diversos pôsteres. De Ken, no live-action de Barbie, a vilão principal, na série Invasão Secreta da Marvel Studios, o ano de 2023 foi agitado para o astro. Mas, para ele, nada se compara com o trabalho que teve para interpretar Bob Marley na nova cinebiografia do ícone do reggae.

Bob Marley - One Love chegou aos cinemas na última segunda-feira, dia 12, e o ESTRELANDO, é claro, já conferiu o longa e, de quebra, participou da coletiva de imprensa preparada pela Paramount Pictures, com um seleto grupo de jornalistas, para conversar com o intérprete do músico.

Logo de cara, Kingsley entregou quais foram os maiores desafios de viver Marley nas telonas:

- O processo de entender quem Bob era em seus momentos mais vulneráveis. Em particular, quem ele era com sua família e fora do palco. Queria fugir da pessoa pública ou da ideia do Bob que tantas pessoas já têm. Conversei bastante com sua família, seus amigos que o conheciam há 14 anos. Foi realmente uma conversa que tive que ouvir mais do que nunca, porque eu não teria sido capaz de descobrir quem ele era sem o apoio da família. Encontrar a vulnerabilidade do Bob é realmente muito específico. Para descobrir as novas vulnerabilidades foram necessárias muitas conversas no set de filmagens com Ziggy [filho do cantor]. Então, eu diria que tentar encontrar o verdadeiro espírito de Bob e sua vulnerabilidade foi um desafio, mas tive o apoio de muitas pessoas que o amam.

O ator afirmou que Marley tinha um jeito único de se apresentar no palco e que foi quase impossível copiar seus trejeitos.

- Bob era músico e artista. Isso é algo novo para mim que sou ator. Eu já havia interpretado Malcolm X antes, mas acho que o que havia de diferente em Bob era a música e a cultura. Bob Marley é único, né. O aspecto musical me desafiou muito. Porque você realmente não consegue copiá-lo. Bob é tão espontâneo! Quando ele dança e canta parece que algo especial está acontecendo. Foi desafiador, como ator, tentar entender o significado de acordar de manhã e ir escrever músicas, ter sua vida girando em torno disso. Precisei entender o que isso significa. O que significa escrever uma música? O que significa se expressar através de melodia e letras? Tudo era completamente novo para mim. 

Para representar o músico fielmente nas telonas, Kingsley precisou da ajuda de Ziggy Marley, o filho do ícone.

- Nas cenas de performances acústicas, Ziggy [filho de Bob Marley] estava lá e precisou ir me orientando. Lembro-me do dia em que estávamos fazendo a cena na sala com Lashana Lynch e se ele não estivesse lá para me dizer: Diminua, você está exagerando. Está muito exagerado. Eu nunca saberia como fazer aquilo. Foi desafiador, mas lindo. Eu adorava tocar violão. [...] A cada experiência de atuação, você espera que cresça de alguma forma algo dentro de você. Aprender algo novo sobre o ofício ou sobre você mesmo. Espera-se que a cada experiência você seja um pouco melhor.

E não pense que ele celebrou quando descobriu que seria o protagonista da cinebiografia, viu! Kingsley ficou ansioso e sentiu que era uma grande responsabilidade calçar os sapatos do ícone do reggae.

- Quando descobri que iria interpretá-lo, juro por Deus, senti que tinha muito trabalho a fazer [risos]. Entrei em um estado de espírito em que não houve sentimento de celebração. É uma grande responsabilidade. Eu estava trabalhando na época e comecei a me sentir muito ansioso para terminar o trabalho porque havia tanta coisa que eu estava prestes a fazer para entender a mente de Bob Marley.