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Publicada em 06/01/2026 às 15:00 | Atualizada em 06/01/2026 às 15:25

Cineasta húngaro Béla Tarr morre aos 70 anos de idade

Ele é diretor do filme Sátántangó, considerado um dos melhores filmes de todos os tempos

Da Redação

Divulgação

A Academia Europeia de Cinema divulgou nesta terça-feira, dia 6, a morte do cineasta húngaro Béla Tarr, diretor de filmes renomados como SátántangóO Cavalo de Turim e As Pessoas Pré-Fabricadas. Ele nos deixou após uma longa e grave doença, única informação divulgada no comunicado sobre a morte:

Lamentamos profundamente a perda de um diretor excepcional e uma personalidade com forte voz política, que não só era muito respeitado pelos seus colegas, como também era aclamado pelo público em todo o mundo. A família enlutada pede a compreensão da imprensa e do público e que não seja solicitada a fazer declarações nestes dias difíceis.

Béla ficou conhecido como um dos grandes nomes do cinema contemplativo, sombrio e melancólico. Seus filmes têm a presença forte de seu estilo cinematográfico singular, com planos-sequência ininterruptos e representações cruas do desespero experimental gravadas em preto e branco.

Nascido em Pécs, na Hungria, Béla iniciou sua carreira no Balázs Béla Stúdio, estúdio fundamental para o cinema experimental, realizando o seu primeiro longa-metragem O Ninho Familiar, que conta a história de uma família vivendo a realidade e o cotidiano dentro de uma quitinete.

Após dirigir filmes como Family Nest Almanac of Fall e Damnation, o cineasta conseguiu conquistar seu reconhecimento internacional apenas em 1994 com Sátántangó, uma odisseia de sete horas gravada em preto e branco sobre o colapso do comunismo no leste da Europa, um filme baseado no romance homônimo de László Krasznahorkai sempre lembrado como um dos maiores filmes do século 20.

Seu último filme foi O Cavalo de Turim, lançado em 2011, que foi vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. Após sua estreia, Béla anunciou sua aposentadoria. Mas mesmo aposentado, o cineasta se mudou para Sarajevo e fundou sua escola de cinema, a film factory.

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Cineasta húngaro Béla Tarr morre aos 70 anos de idade

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07/Jan/

A Academia Europeia de Cinema divulgou nesta terça-feira, dia 6, a morte do cineasta húngaro Béla Tarr, diretor de filmes renomados como SátántangóO Cavalo de Turim e As Pessoas Pré-Fabricadas. Ele nos deixou após uma longa e grave doença, única informação divulgada no comunicado sobre a morte:

Lamentamos profundamente a perda de um diretor excepcional e uma personalidade com forte voz política, que não só era muito respeitado pelos seus colegas, como também era aclamado pelo público em todo o mundo. A família enlutada pede a compreensão da imprensa e do público e que não seja solicitada a fazer declarações nestes dias difíceis.

Béla ficou conhecido como um dos grandes nomes do cinema contemplativo, sombrio e melancólico. Seus filmes têm a presença forte de seu estilo cinematográfico singular, com planos-sequência ininterruptos e representações cruas do desespero experimental gravadas em preto e branco.

Nascido em Pécs, na Hungria, Béla iniciou sua carreira no Balázs Béla Stúdio, estúdio fundamental para o cinema experimental, realizando o seu primeiro longa-metragem O Ninho Familiar, que conta a história de uma família vivendo a realidade e o cotidiano dentro de uma quitinete.

Após dirigir filmes como Family Nest Almanac of Fall e Damnation, o cineasta conseguiu conquistar seu reconhecimento internacional apenas em 1994 com Sátántangó, uma odisseia de sete horas gravada em preto e branco sobre o colapso do comunismo no leste da Europa, um filme baseado no romance homônimo de László Krasznahorkai sempre lembrado como um dos maiores filmes do século 20.

Seu último filme foi O Cavalo de Turim, lançado em 2011, que foi vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. Após sua estreia, Béla anunciou sua aposentadoria. Mas mesmo aposentado, o cineasta se mudou para Sarajevo e fundou sua escola de cinema, a film factory.